O Sol Entra em Áries: Equinócio Vernal!

Equinócio de Outono, assinalado pela entrada do Sol no signo de Áries,
primeiro do Zodíaco.

A escolha do dia 1º de Janeiro como data inicial do ano civil e primeiro dia do calendário nada mais é do que uma mera convenção social. A Astrologia, como “relógio qualificador do tempo” e ciência que estuda os ciclos cósmicos, indica-nos de forma diferente o início do ano, apontando-o para o momento em que o Sol entra no signo de Áries, primeiro do Zodíaco, símbolo do início e do impulso, da aventura do começar.

EquinócioPrecisamente às 138h58, neste dia 20 de Março, ocorre o Equinócio de Outono (para o Hemisfério Sul; de Primavera para o Hemisfério Norte), coincidindo com o momento em que o Sol chega a 0º (zero graus) de Áries. Esse momento marcante caracteriza-se por um interessante fenômeno astronômico (e simbólico): o dia e a noite têm exatamente a mesma duração (a palavra “equinócio” é oriunda de “aeque nocte” =  “noite igual” ao dia).

O signo de Áries, simboliza o fogo inicial da Criação, o impulso da Aventura.

Mitologicamente, Áries está associado ao mito da busca do Velocino de Ouro, em que o herói grego Jasão organiza uma expedição composta por mais de cinqüenta dos maiores e melhores heróis da Grécia, entre eles, Hércules, Castor e Pólux, Peleu, Orfeu. A bordo da nau Argo, os aventureiros, cognominados “Argonautas”, viajam até a Cólquida, na Ásia Menor, passando por mil peripécias para conquistar a pele de ouro do carneiro Crisômalos, filho de Netuno, que tinha poderes miraculosos. O leme da nau fora construído com madeira do bosque sagrado de Dodona, consagrado a Palas Athena, que lhe conferiu a capacidade de falar, guiando os navegadores.

A entrada do Sol em Áries inaugura, portanto, um ciclo em que o Cosmos nos convoca à aventura, ao arriscar-se, ao lançar-se.

Com a entrada do Sol em Áries comemoramos a Primavera Cósmica, mesmo que o Equinócio seja de Primavera apenas para o Hemisfério Norte, enquanto que, no Hemisfério Sul, inicia-se o Outono.

É que o signo de Áries está associado ao conceito do grande impulso e por isso Carneiroà Primavera. Importante ressaltar que a palavra “primavera” vem do latim “primus + veritas” (= primeira verdade).

Áries é, portanto, a primeira verdade expressa pelo sagrado círculo do Zodíaco. E, durante a estada do Sol neste signo, temos a mais propícia época para iniciar novos projetos, lançar novas sementes ou mesmo reativar velhos projetos que andavam meio adormecidos.

Aproveitamos para desejar a todos um Feliz Outono e um Ano Novo Solar pleno de crescimento e prosperidade!!!

E aos arianos, feliz aniversário!!!

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Carnaval Mágico!!! Conjunção entre Lua e Vênus

Lua e Vênus, se encontram, trazendo magia,
irreverência e encanto ao Carnaval.

Talvez você já tenha ouvido falar da história que conta o famoso triângulo amoroso entre o Arlequim, o Pierrot e a Colombina. Essa bela e clássica história foi imortalizada através do famoso poema “As Máscaras”, de Menotti del Picchia.

A bela Colombina

Conta essa linda história que o Arlequim e o Pierrot se apaixonaram, sem o saber, pela mesma mulher, uma linda e loira Colombina, sedutora e romântica. Puseram-se a contar, um ao outro, as venturas e desventuras de seus respectivos amores. O Arlequim, ousado e sensual, falava do ardente beijo que, uma noite, por entre rubras tulipas e brancos lírios, trocara com a misteriosa Colombina, que desaparecera logo após, deixando atrás de si um rastro de volúpia.

Já o Pierrot, melancólico e sonhador, contou ao Arlequim do olhar profundo e apaixonado, silencioso e sutil, que arrancara suspiros de sua Colombina, em um banco de jardim. E ambos se queixavam do destino, que lhes afastara de suas amadas, sem que nunca mais as vissem.

Nem sequer desconfiavam que falavam da mesma mulher.

Pierrot

A Colombina, por sua vez, tinha o seu coração dividido: seu corpo ansiava pelo toque ousado e quente do Arlequim; sua alma sonhava como o olhar meigo e triste do Pierrot. Lamentava não ver reunidas, em um só ser, a sensualidade das carícias de um e a profundidade do olhar do outro.

Quando finalmente os três se encontram, num fatal acaso, e fica desnudada toda a inebriante trama, a Colombina se diz apaixonada por ambos e declara que encontraria a paz se pudesse ofertar ao Arlequim o seu corpo e ao Pierrot a sua alma.

Esta fascinante história ocorre constantemente, no carnaval de nossas almas. O nosso Arlequim interior, que nos liga à terra, ao prazer e à beleza, nos convoca à concretude e ao  pé-no-chão; por sua vez, o nosso Pierrot interior, que nos liga ao Céu, à magia e ao encantamento, nos chama ao sonho e à poesia. E sabemos que nem sempre os dois se entendem lá muito bem, não é verdade?

Neste Sábado de Carnaval, teremos um momento em que os dois personagens interiores poderão estar mais em evidência. Vênus (que podemos associar ao nosso Arlequim interior) e Lua (que podemos relacionar ao nosso lado Pierrot) se encontram, no primeiro grau do signo de Aquário, gerando uma aura de encanto: o terra-a-terra do Arlequim e o sonho do Pierrot se afinam, numa conjunção extremamente estimulante e mágica.

O Cosmos nos convida, portanto, a fazer trabalhar em conjunto esses dois pedaços de nossa alma, a fim de aproveitar o melhor de cada um.

Ao longo do reinado momesco, destemperos emocionais, porém, poderão colocar em teste essa harmonia, fazendo aflorar em nós as partes mais obscuras de ambos os personagens.

Arlequim

Fique atento, portanto.

Realize, mas com o coração e os olhos voltados para o seu sonho; sonhe, mas com as mãos voltadas para a realização desse sonho. E assim, seu Arlequim e seu Pierrot estarão em paz.

De quebra, um trecho do poema Máscaras do Céu e da Terra, os versos de um desconhecido poeta pernambucano, que bem retratam esse conceito:

 

( … )

Como Deus e o Diabo em meu peito,

Sinto a presença de Pierrot e Arlequim

Um clama ao Céu e o outro chama à Terra

Duelando por você dentro de mim.

 

Meu Arlequim dentro de mim é só desejo

Meu Pierrot a tua luz quer contemplar

No carnaval das emoções em que eu me vejo

Como fazer para esses dois apaziguar?

 

Mas, nos astros descobri esse segredo

Que permitiu a mais completa alquimia

E foi assim que conquistei teu coração

Me colorindo das cores da alegria

 

Pois, minha linda Colombina, te ofereço,

Unificados pelos fluidos do Amor,

A volúpia do meu beijo de Arlequim

E a magia de meu olhar de Pierrot.

 

Vênus entra em Aquário

Continuando o seu eterno caminhar pela roda zodiacal, o planeta Vênus adentra, neste dia 01 de Março de 2019,  o signo de Aquário, inaugurando um ciclo em que o amor nos convida a dimensões mais elevadas.

 Símbolo do Amor, em todas as suas formas e em seus diversos níveis, o planeta Vênus está associado à deusa grega Aphrodite, filha da semente do Céu com a espuma do Mar.

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

Observe-se, porém, que, apesar de se originar das águas, a lindíssima deusa delas se eleva e é conduzida ao Olimpo, onde haverá de reinar como soberana inconteste (ou quase) da Beleza. Aliás, um dos numerosos epítetos de Vênus (nome latino de Aphrodite), é  Anadiomene, que quer dizer “a que se levanta das águas” ou ainda “a que sai do mar”.  Isso significa que o Amor, por incrível que possa parecer aos incautos, está acima das emoções, simbolizadas pelas águas do mar. Ou seja, o mais nobre dos sentimentos, que, mais até do que isso, é uma lei universal, uma força capaz de “movimentar o Sol e as demais estrelas”, como dizia Dante, não pode (ou não deveria) ser confundido com mera emocionalidade  ou sentimentalismo.  É claro que a emoção pode até ser um combustível ou um estímulo para o Amor, mas, fique claro, ele está muito além.

A passagem de Vênus pelo signo de Aquário,  que se estenderá até o dia 26 de Março deste 2019, é um convite do Cosmos a que possamos Aquariusresgatar as dimensões mais elevadas do Amor, a sua celestialidade; nós só poderemos saber o que verdadeiramente é o Amor quando pudermos nos tornar permeáveis ao seu significado para (no bom sentido) revolucionar os nossos sentimentos.

E lembremo-nos de que estamos falando do verdadeiro amor, o amor não condicionado, ou seja, liberto de quaisquer fatores condicionantes. É muito comum, por exemplo, que os pais demonstrem seu amor pelo filho quando este segue determinados padrões de comportamento que considerem corretos ou adequados; isso irá condicionar aquela criança com a ideia de que só merecerá o amor dos seus semelhantes quando puder repetir os padrões impostos pelas crenças de outras pessoas, adotando-os para agradar aqueles de quem quer receber esse amor.

Isso é o que chamamos de amor condicionado.

Mas dar o seu amor àqueles que lhe rodeiam, independente de qualquer coisa, não como uma troca por algo que lhe interessa, mas sim por que, verdadeiramente, você

Fiodor Dostoievski

Fiodor Dostoievski

ama, (e principalmente) quando essas pessoas cometem erros, falhas ou atos que você considere apartados de uma verdade ou bom senso, mesmo quando elas agem de encontro à sua vontade, aí sim, existirá o amor liberto de condicionamentos, mais próximo da essência verdadeira da lei divina. Mesmo por que, como disse Dostoievski, amar alguém significa vê-lo como Deus pretendia que ele fosse.

 

 

 

Dica cinematográfica

O filme Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera (Bom yeoreum Primavera, verão...gaeul gyeoul geurigo bom, Coreia do Sul, 2003), uma bela produção, com linda fotografia, dirigida e estrelada pelo jovem Kim Ki-Duk, onde você vai conhecer a história de um homem que, depois de viver mil experiências e cometer mil erros, descobriu como Deus queria que ele fosse. Ou pelo menos encontrou o caminho para essa descoberta.

E, na indecisão entre o agora e o eterno, redescobriu que o amor é a mais perfeita casa para o repouso do espírito.

Vale a pena!

O Sol entra no signo de Peixes

Dando continuidade ao seu eterno caminhar pela roda do Zodíaco, o Sol adentra o signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro, iniciando uma fase de contemplatividade e busca espiritual.

Terceiro signo do elemento água, do ritmo mutável, o último signo do Zodíaco, Peixes representa o final de um ciclo, o momento em que, ao fim de uma jornada, alcançamos o resultado esperado e quedamos a contemplar a Obra da criação.

Mitologicamente, o signo de Peixes está associado aos dois delfins que, penalizados com o sofrimento de Netuno, o deus dos mares, ajudaram-no a conquistar a bela Amphritite, filha do titã Oceano. Os dois dedicados animais cruzaram os sete mares, vencendo a fome, os perigos e o cansaço, até conseguirem trazer Amphritite para os braços do amado.

Agradecido pelo sacrifício feito pelos delfins, Netuno houve por bem premiá-los, imortalizando-os nos céus, como um exemplo de doação e altruísmo, transformando-os na constelação de Pisces (os Peixes).

Trata-se de uma bela constelação, de visualização difícil, dividida em duas constelações menores, o Peixe Austral e o Peixe Boreal, unidas por uma estrela chamada Al Rischa, que, em árabe, significa o nó.

Arquetipicamente, Peixes está associado ao Mar, o Grande Mar, berço de toda a Vida, de onde a Vida vem e para onde a Vida retornará.

Como gotinhas no caudal de um rio, vamos trilhando o curso que nos leva a esse Grande Mar. E quando lá chegamos, deixamos de ser gotinhas para, dissolvendo-nos no Oceano, confundirmo-nos com ele.

A entrada do Sol no signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro de 2019, convoca-nos, portanto, para observarmos a Vida e a natureza com os olhos do contemplador, a fim de preparar-nos para a grande aventura que se começará quando o Sol entrar em Áries, o Iniciador. E nos convida a uma maior e mais efetiva busca espiritual, lembrando-nos que o eu não é a última instância do real; e que a realidade superficial das coisas é muito menos importante do que a Ordem superior em que ela se baseia.

Importante lembrar que, durante sua passagem pelo signo de Peixes, o Sol faz conjunção com o planeta Netuno, regente do signo, num encontro que propiciará multiplicar, em nossa alma, os fatores de percepção ampliada da realidade.

Isso nos traz uma outra possibilidade: a de tomarmos consciência do significado transcendente das coisas que nos cercam.

A esse respeito, conta-se uma linda história sobre uma aventura vivida pelo grande poeta Olavo Bilac.

Conta-se que o dono de um pequeno estabelecimento comercial, amigo do poeta, abordou-o na rua, dizendo:

“Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor conhece muito bem. olavo_bilacSerá que o Senhor poderia ajudar-me a redigir o anúncio?”

Bilac pegou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois, o poeta encontra novamente o homem e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

“Desisti dessa ideia”, respondeu o homem. “Depois que li o anúncio que o Senhor redigiu, é que percebi o grande tesouro que tinha”.

Assim como o personagem dessa história, às vezes ficamos apartados de uma visão mais profunda e ampla da realidade que nos cerca. E perdemos muitas oportunidades por isso. Com a conjunção entre o Sol e Netuno, em Peixes, talvez possamos ter mais clareza acerca daquilo que, verdadeiramente, importa. E nos conduzir a mais perto de Deus.

Nossos parabéns e votos de uma feliz celebração de aniversário
a todos os piscianos.

 

Dica cinematográfica

O filme Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna, Itália/Reino Unido, fratello_sole_sorella_luna_1971_vhs-it1972), dirigido por Franco Zefirelli.

Um belo filme, onde você vai conhecer a história de um homem que sabia direitinho o que era mais importante e tinha uma visão claríssima do nosso papel no Universo e do trabalho que devemos realizar em prol de nossos irmãos. E inspirou e continua inspirando milhões de pessoas até hoje.

O nome desse homem: Giovanni di Pietro di Bernardone. Mais conhecido como São Francisco de Assis.

Franco Zefirelli

Franco Zefirelli

Detalhe: o diretor Franco Zefirelli tem, no seu mapa natal astrológico, o planeta Urano no signo de Peixes, recebendo excelentes influxos de Plutão e Júpiter. Talvez por isso tenha sabido usar tão bem uma arte pisciana por natureza (o cinema) para retratar uma personalidade tão lindamente pisciana como a de Francisco.

Marte em conjunção com Urano

Um explosivo encontro entre Marte e Urano, neste dia 13 de Fevereiro, indicando possibilidade de intensas ativações revolucionárias.

Você sabe o significado da palavra “revolução”?

Normalmente, quando se fala em revolução, logo pensamos em movimentos armados, golpes de estado, convulsões sociais, etc. Neste sentido, o revolucionário é sempre visto como alguém que, disruptiva e violentamente, faz emergir uma nova realidade.

Porém, o significado de “revolucionário” é bem mais amplo do que isso.

Revolucionário é aquele que, por ter uma visão mais abrangente da realidade, consegue ver um pouco mais longe, além dos limites impostos pela sociedade, pelos costumes ou mesmo pela ciência.

O simbolismo astrológico planetário atribui a Urano as características do revolucionário, do inventor, do que cria e recria a realidade, do que rompe os padrões e limites.

Já o planeta Marte é simbolicamente associado ao nosso lado guerreiro, conquistador, desencadeador de processos, o detonador.

Ao se encontrarem esses dois planetas, aos 29 graus do signo de Áries, o Cosmos nos dá um inequívoco sinal de que é hora de ativarmos as nossas habilidades revolucionárias. Teremos a possibilidade, durante os próximos dias, de ver um pouco além dos limites habituais e, o que é melhor, teremos a força e as coragem necessárias para implementar as mudanças desejadas.

O conceito-chave do momento é energizar para revolucionar.

Por isso, tire da gaveta aquele projeto, tire do arquivo mental aquela ideia, tire do armário aquele plano e ponha tudo isso para funcionar. A hora é essa.

Por outro lado, o caráter explosivo da conjunção Marte-Urano deve ser zelosamente observado: durante estes dias, devemos tomar cuidado com acidentes de qualquer espécie, mas principalmente acidentes envolvendo eletricidade ou aparelhos elétricos.

Mas sobretudo lembre-se de que Marte e Urano nos falam de força e ativação, sobretudo no que diz respeito a encarar e a desencadear o novo, o diferente, em nossas vidas e em nossas ações. E nos tempos em que vivemos, quem não faz o novo é atropelado por ele.

Análise ciclológica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Urano, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Ciclo Sinódico ConjunçãoO ciclo sinoidal entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo novo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciados na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.Ciclo Sinódico Quadratura Crescente

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram entre dois anos e dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Urano.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Urano fizeram uma conjunção foi em Fevereiro de 2017. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Ciclo Sinódico OposiçãoMarte e Urano fizeram uma quadratura crescente em Julho de 2017. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Urano ocorreu em Novembro-Dezembro de 2017. Aí aconteceu o apogeu do ciclo. Pergunte-se: que frutos você pôde colher nessa fase?

A quadratura minguante Marte-Urano ocorreu em Maio de 2018. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo. E por conta do movimento retrógradp de Marte, essa quadratura minguante se repetiu, em Agosto-Setembro de 2018.

E a  conjunção Marte-Urano ocorre agora,, neste Fevereiro de 2019, encerrando este ciclo e iniciando outro. que deverá desenrolar-se da seguinte maneira:

Quadratura Crescente: em Julho de 2019.;

Oposição: em Novembro de 2019

Quadratura Minguante: em Abril de 2020

Nova conjunção: Janeiro de 2021.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

Marte em quadratura com Plutão

 

Neste dia 01 de Fevereiro de 2019, conflito entre os planetas Marte e Plutão
indicando a possibilidade de exacerbação de forças ocultas em nosso interior, de forma destrutiva ou agressiva.

Atenção! A quadratura Marte-Plutão é sinal de processos explosivos.

O planeta Plutão é o catalisador e desencadeador dos processos de transformação: ele destrói, aniquila, para que outra coisa possa existir.  Marte, por sua vez, representa os nossos potenciais combativos, guerreiros, que, se não canalizados de forma correta, tornam-se em agressividade gratuita, fruto de uma raiva contida.

Sabemos, porém, que a raiva nunca é à-toa; ela é, isso sim, filha de algum sentimento desagregador, mais notadamente, o medo.

O medo é um inimigo poderoso, pois pode até nos paralisar, impedindo-nos de avançar em busca de nossos objetivos. Em outras circunstâncias, ele nos deixa com a sensação de impotência, o que nos faz sentir fragilizados, levando-nos a nos defender do mundo que, aparentemente, nos ameaça. E daí vêm a agressividade e a raiva.

O que é interessante é fazer o exercício, nem sempre tão simples, de analisar, de forma imparcial e objetiva, a raiz emocional oculta, que normalmente está por trás dessas explosões ou desses sentimentos agressivos. Essa raiz oculta pode estar associada ao medo, mas será também fruto, por exemplo, da frustração, da impotência, do sentimento de rejeição e vai por aí afora.

Portanto, antes de despejar em cima de alguém toda uma carga de violenta emocionalidade, pare para contar até dez e pense com serenidade em sua próprias frustrações. Aumente um pouco o tamanho de seu pavio, pois, nesta semana, por conta da quadratura Marte-Plutão, o que nós pensávamos ser uma simples bombinha de São João pode ter o efeito de uma bomba atômica, catalizando os nossos excessos emocionais, nossa raiva e nosso medo. E as pessoas ao nosso redor não têm culpa de nossas limitações e ranços internos.

Vença seus medos, controlando, assim, sua raiva. Encare-os como desafios a serem vencidos e não como algo que pode paralisar as suas ações. Ou, ao contrário, condene-se a um eterno vagar pelas impossibilidades e pela infelicidade.

Dica Cinematográfica

O filme Voltando a Viver (Antwone Fisher, USA, 2002), o primeiro dirigido por Denzel Washington, em que você irá aprender as consequências de disparar indiscriminadamente a nossa ira.

E, o mais importante, como fazer para transmutá-la.

 

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Plutão, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Como já comentamos em outros artigos, nesta coluna, o ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

Ciclo Sinódico

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram dois anos a dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Plutão.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Plutão fizeram uma conjunção foi em Abril/Maio de 2018. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Marte e Plutão fazem uma quadratura crescente agora, com efeitos até metade de Fevereiro de 2019. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Plutão ocorrerá em Junho de 2019. Aqui acontecerá o apogeu do ciclo. Que frutos você estará colhendo?

A quadratura minguante Marte-Plutão ocorrerá em Outubro/Novembro de 2019.  Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a próxima conjunção Marte-Plutão só ocorrerá em Março de 2020, encerrando o ciclo iniciado em Abril/Maio de 2018 e começando outro.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

O Sol entra em Aquário

Continuando seu eterno caminhar pela roda Zodiacal, o radioso astro do dia ingressa, no dia 20 de Janeiro de 2019, às 05h59 (desconsiderado o Horário de Verão),  no signo de Aquário, iniciando um ciclo de busca das significações
celestiais, quando a consciência atinge níveis mais ideais.

 

Último signo do elemento ar e do ritmo fixo, Aquário está mitologicamente associado a Ganimedes, um jovem pastor da Frígia, que guardava os rebanhos de seu pai, o rei Trós.

Dotado de extraordinária beleza, a ponto de ser considerado o mais belo dos mortais, o jovem chamou a atenção de Júpiter (Zeus), o mais poderoso de todos os imortais e soberano do Olimpo. Num arroubo, apaixonado pelo belo pastor, o deus transmuda-se em águia (um dos atributos de Zeus, símbolo da Sabedoria) e o arrebata, conjugando-se carnalmente com ele, em pleno vôo e conduzindo-o ao Olimpo, morada dos imortais.

Ganimedes passa a desempenhar as funções de divino garçom, servindo aos deuses o néctar e a ambrosia, o vinho da imortalidade e da eterna juventude. Após o banquete dos imortais, o generoso Ganimedes despejava as sobras do licor celestial sobre a terra, inundando-a de benfazeja emanação.

Da mesma maneira que o divino escanção derrama sobre a terra o licor da imortalidade, devemos entender que o Céu faz recair sobre nossas cabeças toda uma chuva de harmonias e significações celestiais, fazendo-nos perceber que essas mesmas harmonias e significações podem (e devem) operar-se também na Terra.  Aquário representa, portanto, por excelência, o significado do famoso axioma atribuído a Hermes Trismegisto: “assim como encima é embaixo”. Ou seja, o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) nada mais são do que reflexo e refletor um do outro. No interior do Homem subsistem, pois, todas as harmonias e infinitudes celestiais.

A entrada do Sol em Aquário é uma indicação de que a nossa própria luz interior nos torna permeáveis às bênçãos que o Céu derrama sobre nossas cabeças, convidando-nos a perceber, como reza o aforismo da Sagrada Ordem Gladius Archangelis Dei, as estrelas como pequenos furos num tecido escuro, através dos quais podemos vislumbrar a infinita Luz que o Criador nos reserva.

Reconhecendo essa mesma Luz em nosso interior, estamos aptos às grandes ações, idéias e revoluções. Portanto, aproveite o momento para dar vazão às suas próprias loucuras, ir além dos limites que, normalmente, nos atrapalham e impedem os passos.

Interessante notar que, ao longo de sua passagem no signo de Aquário, o Sol faz oposição com a Lua, desencadeando um eclipse lunar total, um fenômeno sempre controverso, mas que tem significados astrológicos bem claros: uma luz se apaga e dá lugar às trevas, ainda que momentaneamente. Obviamente, após o apagar, essa lua volta a se acender. mas não será mais a mesma…

E se isso acontece no Céu, acontece também dentro de nós.

Isso nos trará a possibilidade de olhar mais atentamente a nossa própria alma, com todos os seus soturnos e obscuros meandros. E, por outro lado, estimulará enormemente a nossa criatividade e inventividade.

Portanto, durante os dias da passagem do sol em Aquário, fique atento ao que aparecer na sua mente, pois podem ser os germens de grandes idéias, capazes de transformar a sua vida e a vida de muita gente ao seu redor.

Aquário nos permite e, mais do que isso, estimula-nos a todas as “loucuras” a que temos direito.

E lembre-se do que dizia Akira Kurosawa, o grande cineasta japonês: “Num mundo louco, só os loucos podem ser considerados sãos”.

Dica cinematográfica

O filme “O Grande Ditador” (The Great Ditactor, USA, 1940), dirigido e estrelado pelo genial Charles Chaplin, onde você vai ver um homem comum mudar os rumos da História, impelido pela sublime virtude da esperança.

De quebra, o discurso final proferido pelo barbeiro judeu, personagem brilhantemente vivido por Chaplin, naquele que é provavelmente o mais aquariano trecho da história do cinema.

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Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos – se possível – judeus,  gentios… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.  Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.

O último discursoO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora…
Milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço  do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o
poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.

Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a
voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

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E se você quiser apreciar a própria interpretação do grande Chaplin, clique no link abaixo:

O Grande Ditador

Aproveitamos para desejar a todos os aquarianos uma feliz celebração de aniversário!!!

O Sol entra no Signo de Capricórnio – Solstício de Verão

Neste 21 de Dezembro, precisamente às 19h22 (desconsiderado o Horário de Verão), o radioso astro do dia, em seu contínuo e inexorável caminho através do Zodíaco, adentra o signo de Capricórnio, iniciando um novo ciclo cósmico e uma nova estação.

Esse fenômeno cósmico-astronômico coincide com a ocorrência do Solstício de Verão, para o Hemisfério Sul, e de Inverno, para o Hemisfério Norte.

Fecha-se, portanto, o ciclo anual, com a última das estações, período de abundância e plenitude da Natureza.

Mitologicamente, o signo de Capricórnio é associado ao Deus , símbolo da natureza e da Totalidade. Irmão adotivo de Júpiter, Pã tinha aspecto antropozoomorfo, ou seja tinha forma mista de homem e animal:  patas e chifres de bode e corpo peludo, assemelhando-se, no restante, ao humano. Era dotado de prodigiosa agilidade e força fecundante, envolvendo-se sempre em orgiásticas festividades com as ninfas dos bosques; dava-se prazer, inclusive, se não pudesse obtê-lo com alguma companheira. Teve uma importante participação na luta dos olímpicos contra os Titãs: em meio à batalha, tira uma concha em forma de caracol que trazia presa à cauda e sopra-a com força, fazendo ecoar tão poderoso e tonitruante som que os Titãs (símbolos das forças cegas da Natureza) se põem em desabalada fuga.

Simbolicamente, o signo de Capricórnio relaciona-se com a montanha, símbolo da estabilidade e sedimentação, mas também da elevação ascética e da iniciação. É relevante ressaltar que todas as tradições apresentam mitos concernentes à revelação feita numa elevação: é o caso do Monte Fuji-Yama, sagrado para os xintoístas; ou do Monte Sinai, onde Moisés recebeu as Tábuas dos Mandamentos; ou ainda do Monte Ararat, o único ponto poupado das águas do Dilúvio, onde pousou a Arca de Noé. O próprio Cristo foi crucificado no alto de um monte, o Calvário, símbolo de sua proximidade com os céus. Esse é um motivo pelo qual comemoramos o seu nascimento no período em que o astro-rei transita por Capricórnio: o Sol, símbolo do Salvador, o que tira os pecados do mundo, brilhando no ponto “mais alto” do Zodíaco, Capricórnio, símbolo por excelência das elevações e montanhas.

Uma outra associação simbólica que comumente é feita a Capricórnio e a seu planeta regente, Saturno, é a do joelho, que permite fazer as escaladas (que, invariavelmente, oferecem obstáculos), mas, atingido o cume da montanha, permite-nos, também, fazer a genuflexão diante do Sagrado, para receber, do Criador, as bênçãos e a Iniciação.

Durante a estada do Sol em Capricórnio, portanto, o Cosmos nos convida a reconhecimento da plenitude e integralidade da Natureza (inclusive a Natureza humana), a mesma plenitude que traz, em seu bojo, a sonoridade primordial que expulsa as forças cegas que nos enchem de pânico. Mas que nós possamos, também, ter a humildade e a disposição para escalar as montanhas, tanto as da existência cotidiana como também aquelas que nos elevam a maiores realidades. E que possamos celebrar a estação do Verão com alegria e plenitude, mas que, sobretudo, essa plenitude esteja também presente em nossas almas.

Aproveite também o momento para conscientizar-se acerca de tudo aquilo que, em sua vida, precisa ser melhor sedimentado, realizado e cristalizado. Os impulsos que você der agora aos seus projetos tenderão a tornar-se em efetividade consistente e estável.

Detalhe importante, alguns dias depois de entrar em Capricórnio, o Sol se encontrará com o planeta Saturno, que já entrou em Capricórnio há alguns meses. É a primeira vez que esse encontro acontece nesse signo, em quase trinta anos.

E esse encontro haverá de desencadear a conscientização de tudo aquilo que cada um de nós, pobres mortais, pode e deve edificar, nos próximos tempos.

Aguarde artigo sobre o assunto…

Aproveitamos o momento para desejar aos capricornianos uma linda celebração de aniversário.

E a todos os amigos um Feliz Verão!

O Sol entra em Sagitário

Continuando o seu inexorável caminhar pelo círculo zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Sagitário, neste dia 22 de Novembro, dando início a um ciclo de busca da transcendência e da expansão consciencial, onde, após o mergulho nos mistérios da transmutação (em Escorpião), a consciência busca vôos mais elevados.

Mitologicamente, o signo de Sagitário, último dos signos do elemento fogo, está associado ao mito do centauro Quíron, o grande sábio e médico, que habitava uma gruta na Tessália. As mais importantes famílias da Grécia enviavam-lhe seus filhos para que os educasse. Assim, os maiores heróis da Mitologia passaram por suas mãos, recebendo ensinamentos em Medicina, Matemáticas, Música, Astrologia, Dança e também nas artes da equitação e caça.

Seu mais famoso discípulo foi o grande Hércules, que se tornou também seu maior amigo.

Um dia, num conflito com os outros centauros, Hércules dispara uma de suas temíveis flechas, envenenadas com o mefítico sangue da Hidra de Lerna, um monstro tão peçonhento que qualquer criatura, ao ser contaminada com seu sangue, morreria instantaneamente. Isso se o ser em questão fosse mortal. Mas, se fosse imortal, seria acometido de uma ferida atroz, incurável, que o acompanharia por toda a eternidade.

Acidentalmente, a flecha resvala e vai se cravar na coxa de Quíron que se torna vítima da mais terrível ferida.

E o grande cirurgião, que a todos curava, não pode curar a si próprio.

O arqueiro dispara a flecha na direção do Infinito!

Quíron abdica de sua imortalidade, para encontrar a paz entre os mortos, no reino de Plutão. Mas, percebendo que aquele não é o lugar para um ser tão divinal, Plutão o reenvia para Zeus, o soberano dos deuses, que resolve catasterizá-lo, ou seja, transformá-lo em constelação, para que os homens sempre tivessem um exemplo, no Céu, de que a eterna sabedoria não morre jamais.

E assim surge a constelação de Sagitário, o arqueiro.

O centauro, animal mítico metade homem, metade cavalo, utilizado para representar o signo de Sagitário, simboliza três níveis evolutivos: em primeiro lugar, a bestialidade, representada pelas patas do cavalo; depois, a racionalidade, que vence a animalidade e é representada pela metade humana; e, finalmente, a busca da transcendentalidade, simbolizada pela flecha que o centauro dispara em direção ao Infinito e que está para além da própria razão. A flecha (palavra oriunda do vocábulo frâncico “fliugika” = aquilo que voa”) é o veículo simbólico através do qual a consciência se aparta do indivíduo a fim de unir-se ao seu Alvo, o Céu, em cuja direção viaja, lançada pelo arco certeiro do Centauro.

A entrada do Sol em Sagitário é um convite do Cosmos a que lancemos nossa consciência em direção ao Infinito, buscando o conhecimento que nos permite desapegar-nos das contingências da realidade e transcender aos verdadeiros valores do Sagrado. Mas lembre-se de que a vivência do Sagrado não é necessariamente uma vivência religiosa, pois a religião não detém o monopólio do Sagrado.

Aproveite. Pois há uma dimensão de sua alma que só pode ser preenchida e plenificada através desse sentimento de busca do Eterno.

Detalhe importante: logo após entram no signo de Sagitário, o Sol se encontrará com o planeta Júpiter, que lá acaba de entrar. Esse encontro acontece uma vez por ano. Mas só a cada doze anos acontece no signo de Sagitário!

Estamos diante, portanto, de um evento raro e significativo, que pode indicar a ativação, dentro de nós, de potenciais dos quais nem sequer desconfiamos. É uma boa hora, portanto, para avançar, com ousadia e arrojo, na direção do que desejamos ou necessitamos.

E lembre-se de que a Fortuna sorri aos ousados.

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores sagitarianos uma feliz celebração de aniversário. E muitas felicidades no novo ciclo que se inicia!!!

O planeta Júpiter entra no signo de Sagitário

Continuando o seu caminhar pela roda do Zodíaco, o planeta Júpiter ingressa, neste dia 08 de Novembro de 2018, o signo de Sagitário, seu signo de regência, dando início a um ciclo de autoconsciência e ampliação do saber.

 

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, pode ser considerado, do ponto de vista astronômico, um astro gigantesco. Possui mais de vinte satélites, incluindo Gamimedes, a maior lua do Sistema Solar. Além disso, Júpiter é o único corpo celeste do sistema, além do Sol, a emitir radiações, o que faz dele uma proto-estrela.

Todos esses fatores, associados à sua correlação mitológica com Zeus, o mais poderosos de todos os deuses do panteão grego, faz de Júpiter o grande amplificador astrológico: regendo as forças de expansão, Júpiter amplifica, expande, tudo o que toca.

Segundo a Mitologia Grega, como dissemos, Júpiter é associado a Zeus, o incontestável soberano de todos os deuses e homens, o senhor absoluto e o mais poderoso de todos os imortais. Representa a ordem final do Universo, após o Caos inicial e as sucessivas lutas pelo poder.

O planeta Júpiter tem um período de revolução de aproximadamente 12 anos, ou seja, esse é o tempo que ele leva para dar um giro completo ao redor do Zodíaco.

A cada 12 anos, portanto, Júpiter passa por todo o Zodíaco, amplificando e expandindo os significados do signo por onde estiver transitando. Durante aproximadamente um ano, que é o tempo que ele fica em cada signo, as regências e assuntos relacionados àquele signo são ampliados e realçados, dando ao mundo um colorido particularmente marcado pelos matizes daquela constelação zodiacal.

Durante a sua estada em Sagitário, signo da Sabedoria, da Liberdade e da Transcendência, Júpiter traz uma expansão desses fatores, em todos os níveis.

Centralizando os Princípios

O signo de Sagitário simboliza o a dimensão da busca transcendente do Homem, a sabedoria universal, a Sophia Perennis, emanada diretamente das potencias celestiais.

Por sua vez, o planeta Júpiter está associado à filosofia, à sabedoria e também à fortuna, ou seja, a dimensão humana do saber. A palavra saber, no entanto, não é sinônimo de inteligência ou erudição. Essas são apenas algumas das manifestações do saber. Muito mais importante do que isso, Júpiter representa a nossa capacidade de usar o saber para interferir na realidade, interna ou externa, modificando-a para melhor, sempre que isso se faz necessário. É a faculdade de agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para se fazer escolhas e tomar decisões. A isso chamamos de saber, mas podemos perfeitamente chamar de poder.

Ao ingressar no signo de Sagitário, Júpiter nos convida a uma importante reflexão: o poder deriva diretamente da nossa sabedoria; e a nossa sabedoria se manifesta em função do que consideramos central em nossas vidas. O que estiver no centro de nossas vidas será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e, conseqüentemente, de nosso poder.

Talvez você possa se perguntar a si mesmo: onde está o centro de sua vida?

Algumas pessoas colocam o dinheiro no centro de suas vidas; outras, colocam os filhos; outras ainda, o prazer; outras o trabalho; ou o cônjuge; ou o eu; e assim por diante. Mas a questão é que cada uma dessas coisas, ao ser colocada no centro, quase sempre cria desequilíbrios emocionais que desencadeiam, a longo prazo, resultados opostos aos desejados originariamente.

Ou quem sabe você vá perceber que o seu centro varia de acordo com o momento ou as necessidades do momento. E enquanto a pessoa oscila de um centro para outro, o resultado relativo é uma montanha russa pela vida. Em um momento, a pessoa está por cima, em outro está por baixo, esforçando-se para compensar as fraquezas e buscando força em outras fraquezas, pois o centro de nossas vidas só pode ser algo imutável e pleno: os princípios.

Ao colocar os princípios no centro, criamos a base para o desenvolvimento de uma vida eficaz a curto e a longo prazo, pois os princípios não mudam. Alinhados aos nossos valores mais significativos, traduzem-se em um sentido de orientação seguro para a nossa realização pessoal e transpessoal.

Podemos colocar no centro o princípio da realização e do serviço à comunidade; o princípio da cooperação e do companheirismo; o princípio do sacrifício pelo outro; da ética nos negócios; e assim sucessivamente. E isso nos trará uma libertadora sensação de estabilidade, imutabilidade e poder. Teremos um centro, um ponto que não muda, por mais que a nossa vida e as nossas necessidades mudem, o que possibilitará uma maior capacidade de ação, permitindo-nos focar a atenção no que podemos mudar em nossa vida, em vez de ficarmos chorando o que não podemos mudar.

Mas para isso, temos que ter consciência clara acerca de nossos próprios valores e critérios de vida.

A entrada de Júpiter em Sagitário, fenômeno que só ocorre a cada doze anos, impõe-nos uma reflexão séria e profunda acerca de nosso saber e o centro de nosso poder, o que equivale dizer, o centro focal de nossa vida.

Dica literária

O clássico romance Os Miseráveis (Les Miserables),  de Victor Hugo, onde você vai conhecer a magnífica história de Jean Valjean, um homem que conheceu e viveu o que há de mais podre na sociedade. Mas que, ao receber um único ato de bondade, restaurou sua fé em si mesmo, na Humanidade e em Deus.

E colocou os princípios no centro de sua vida.

E com isso, foi capaz de gerar felicidade para as pessoas e paz e redenção para si mesmo.

Detalhe 1

Victor Hugo tem Lua em Sagitário em ângulo altamente estimulante com Júpiter, em Leão. E ascendente em Escorpião. Isso talvez explique a inspiração desse grande escritor, que foi capaz de criar essa história de enredo e personagens tão marcantes. Uma história de fé, honra e superação. Uma história cujas lições se constituem em um dos maiores presentes que a Humanidade recebeu.

Se você nunca leu Os Miseráveis, vale a pena ler.

Detalhe 2

Há muitas versões cinematográficas, mais ou menos fiéis, desta magna obra literária. Cada uma rivalizando com a outra, em termos de qualidade e força interpretativa. A mais recente, porém, apresenta tal força emocional que chama a atenção.

Se você não assistiu, valerá muito a pena conhecer essa produção de 2012, uma versão musical, dirigida por Tom Hooper, com Hugh Jackman, o Wolwerine dos X-Men, no papel de Jean Valjean.

A propósito, prepare um lenço…