O Sol entra no signo de Peixes

Dando continuidade ao seu eterno caminhar pela roda do Zodíaco, o Sol adentra o signo de Peixes, neste dia 19 de Fevereiro de 2020, iniciando uma fase de contemplatividade e busca espiritual.

Terceiro signo do elemento água, do ritmo mutável, o último signo do Zodíaco, Peixes representa o final de um ciclo, o momento em que, ao fim de uma jornada, alcançamos o resultado esperado e quedamos a contemplar a Obra da criação.Pisces

Mitologicamente, o signo de Peixes está associado aos dois delfins que, penalizados com o sofrimento de Netuno, o deus dos mares, ajudaram-no a conquistar a bela Amphritite, filha do titã Oceano. Os dois dedicados animais cruzaram os sete mares, vencendo a fome, os perigos e o cansaço, até conseguirem trazer Amphritite para os braços do amado.

Agradecido pelo sacrifício feito pelos delfins, Netuno houve por bem premiá-los, imortalizando-os nos céus, como um exemplo de doação e altruísmo, transformando-os na constelação de Pisces (os Peixes).

Trata-se de uma bela constelação, de visualização difícil, dividida em duas constelações menores, o Peixe Austral e o Peixe Boreal, unidas por uma estrela chamada Al Rischa, que, em árabe, significa o nó.

PiscesArquetipicamente, Peixes está associado ao Mar, o Grande Mar, berço de toda a Vida, de onde a Vida vem e para onde a Vida retornará.

Como gotinhas no caudal de um rio, vamos trilhando o curso que nos leva a esse Grande Mar. E quando lá chegamos, deixamos de ser gotinhas para, dissolvendo-nos no Oceano, confundirmo-nos com ele.

A entrada do Sol no signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro de 2017, convoca-nos, portanto, para observarmos a Vida e a natureza com os olhos do contemplador, a fim de preparar-nos para a grande aventura que se começará quando o Sol entrar em Áries, o Iniciador. E nos convida a uma maior e mais efetiva busca espiritual, lembrando-nos que o eu não é a última instância do real; e que a realidade superficial das coisas é muito menos importante do que a Ordem superior em que ela se baseia.

Importante lembrar que, durante sua passagem pelo signo de Peixes, o Sol faz conjunção com o planeta Netuno, regente do signo de Peixes, num encontro que propiciará multiplicar, em nossa alma, os fatores de percepção ampliada da realidade.

Isso nos traz uma outra possibilidade: a de tomarmos consciência do significado transcendente das coisas que nos cercam.

A esse respeito, conta-se uma linda história sobre uma aventura vivida pelo grande poeta Olavo Bilac.

Conta-se que o dono de um pequeno estabelecimento comercial, amigo do poeta, abordou-o na rua, dizendo:

“Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor conhece muito bem. olavo_bilacSerá que o Senhor poderia ajudar-me a redigir o anúncio?”

Bilac pegou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois, o poeta encontra novamente o homem e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

“Desisti dessa ideia”, respondeu o homem. “Depois que li o anúncio que o Senhor redigiu, é que percebi o grande tesouro que tinha”.

Assim como o personagem dessa história, às vezes ficamos apartados de uma visão mais profunda e ampla da realidade que nos cerca. E perdemos muitas oportunidades por isso. Com a conjunção entre o Sol e Netuno, em Peixes, talvez possamos ter mais clareza acerca daquilo que, verdadeiramente, importa. E nos conduzir a mais perto de Deus.

Nossos parabéns e votos de uma feliz celebração de aniversário
a todos os piscianos.

 

Dica cinematográfica

O filme Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna, Itália/Reino Unido, fratello_sole_sorella_luna_1971_vhs-it1972), dirigido por Franco Zefirelli.

Um belo filme, onde você vai conhecer a história de um homem que sabia direitinho o que era mais importante e tinha uma visão claríssima do nosso papel no Universo e do trabalho que devemos realizar em prol de nossos irmãos. E inspirou e continua inspirando milhões de pessoas até hoje.

O nome desse homem: Giovanni di Pietro di Bernardone. Mais conhecido como São Francisco de Assis.

Franco Zefirelli

Franco Zefirelli

Detalhe: o diretor Franco Zefirelli tem, no seu mapa natal astrológico, o planeta Urano no signo de Peixes, recebendo excelentes influxos de Plutão e Júpiter. Talvez por isso tenha sabido usar tão bem uma arte pisciana por natureza (o cinema) para retratar uma personalidade tão lindamente pisciana como a de Francisco.

Marte entra em Capricórnio

Neste dia 16 de Fevereiro, o Planeta Marte adentra o signo de Capricórnio, iniciando um ciclo
de estímulo da força, da coragem e da capacidade combativa.

O planeta Marte está simbolicamente associado ao deus grego Ares, o senhor da guerra, o mais violento e combativo dos imortais do Olimpo. Marte era acompanhado por um séquito de divindades guerreiras e seu único prazer eram as batalhas, quaisquer que fossem elas. Era chamado de gradivus, que significa “aquele que marcha a passos largos” e de enyalios, que significa “o belicoso”.
Astrologicamente, Marte representa a capacidade combativa do ser humano, sua disposição de luta, seu ânimo guerreiro, o impulso emocional. A afirmação da individualidade e da identidade.
A passagem de Marte em Capricórnio, signo da integralidade, do aperfeiçoamento e da realização, é um convite do Cosmos ao resgate do guerreiro realizador em nós, ativando-o com força total.

Hora, portanto, de dar um chega pra lá na preguiça, na acomodação, no conforto, em tudo, enfim, que nos paralisa e impede de avançar. Especialmente o medo.

Vamos ativar o guerreiro estratégico, frio e calculista, focado e eficaz, que nos conduzirá, a passos largos, na direção da vitória.
Lembre-se sempre de que viver é lutar. Descendo à arena e enfrentando os desafios, damos o pontapé inicial, desencadeando os processos que permitirão construir o que queremos. Mas é preciso vencer a inércia inicial, que nos enche de medo e nos prostra. Se optamos por ir à luta, a coragem se redobra e se retroalimenta; se, por outro lado, fugimos do combate, cada vez mais somos tomados pelo pânico, cada vez mais nos imobilizamos e prostramos, tornando-nos vulneráveis aos combates que a vida nos impõe.
Capricórnio é o signo de exaltação de Marte, ou seja, onde ele alcança suas maiores potencialidades. Portanto, é hora de vencer o medo e agir.
Se você teme o desafio, acabará se escondendo por trás de uma camada de falsa segurança, que só irá adiar a batalha.

Marte permanecerá transitando em Capricórnio até o dia 30 de Março de 2020, quando ingressará no signo de Aquário.

Um detalhe. Ao transitar por Capricórnio, Marte passará pelos planetas Júpiter, Saturno e Plutão, ativando a tríplice conjunção formada por esses tês astros, que está associada a tantos eventos significativos que estão ocorrendo pelo mundo, seja no âmbito coletivo, seja no inividual. Especialmente a partir do dia 20 de Março, Marte poderá desencadear muitos eventos que estiverem “engatilhados”, puxando o gatilho e detonando eventos de caráter forte e transformador.

Fiquemos atentos.

Lembre-se do que disse o grande escritor Guimarães Rosa, na voz do personagem Riobaldo, um misto de jagunço e filósofo, no magnífico romance Grande Sertão: Veredas: “Viver é muito perigoso!” Viver, portanto, é constantemente arriscar-se e o risco faz parte do jogo da vida.
Para concluir, o conceito alardeado por Kung Fu Tse (o Confúcio) e apropriado por Leonardo da Vinci:
“O maior guerreiro é aquele que vence a si mesmo.”
Sobretudo, completamos, aquele que vence o próprio medo.

 

O Sol entra em Aquário

Continuando seu eterno caminhar pela roda Zodiacal, o radioso astro do dia ingressa, no dia 20 de Janeiro de 2020, às 11h54,  no signo de Aquário, iniciando um ciclo de busca das significações celestiais, quando a consciência atinge níveis mais ideais.

 

Último signo do elemento ar e do ritmo fixo, Aquário está mitologicamente associado a Ganimedes, um jovem pastor da Frígia, que guardava os rebanhos de seu pai, o rei Trós.

Dotado de extraordinária beleza, a ponto de ser considerado o mais belo dos mortais, o jovem chamou a atenção de Júpiter (Zeus), o mais poderoso de todos os imortais e soberano do Olimpo. Num arroubo, apaixonado pelo belo pastor, o deus transmuda-se em águia (um dos atributos de Zeus, símbolo da Sabedoria) e o arrebata, conjugando-se carnalmente com ele, em pleno vôo e conduzindo-o ao Olimpo, morada dos imortais.

Ganimedes passa a desempenhar as funções de divino garçom, servindo aos deuses o néctar e a ambrosia, o vinho da imortalidade e da eterna juventude. Após o banquete dos imortais, o generoso Ganimedes despejava as sobras do licor celestial sobre a terra, inundando-a de benfazeja emanação.

Da mesma maneira que o divino escanção derrama sobre a terra o licor da imortalidade, devemos entender que o Céu faz recair sobre nossas cabeças toda uma chuva de harmonias e significações celestiais, fazendo-nos perceber que essas mesmas harmonias e significações podem (e devem) operar-se também na Terra.  Aquário representa, portanto, por excelência, o significado do famoso axioma atribuído a Hermes Trismegisto: “assim como encima é embaixo”. Ou seja, o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) nada mais são do que reflexo e refletor um do outro. No interior do Homem subsistem, pois, todas as harmonias e infinitudes celestiais.

A entrada do Sol em Aquário é uma indicação de que a nossa própria luz interior nos torna permeáveis às bênçãos que o Céu derrama sobre nossas cabeças, convidando-nos a perceber, como reza o aforismo da Sagrada Ordem Gladius Archangelis Dei, as estrelas como pequenos furos num tecido escuro, através dos quais podemos vislumbrar a infinita Luz que o Criador nos reserva.

Reconhecendo essa mesma Luz em nosso interior, estamos aptos às grandes ações, idéias e revoluções. Portanto, aproveite o momento para dar vazão às suas próprias loucuras, ir além dos limites que, normalmente, nos atrapalham e impedem os passos.

Interessante notar que, ao longo de sua passagem no signo de Aquário, o Sol faz oposição com a Lua, desencadeando um eclipse lunar total, um fenômeno sempre controverso, mas que tem significados astrológicos bem claros: uma luz se apaga e dá lugar às trevas, ainda que momentaneamente. Obviamente, após o apagar, essa lua volta a se acender. mas não será mais a mesma…

E se isso acontece no Céu, acontece também dentro de nós.

Isso nos trará a possibilidade de olhar mais atentamente a nossa própria alma, com todos os seus soturnos e obscuros meandros. E, por outro lado, estimulará enormemente a nossa criatividade e inventividade.

Portanto, durante os dias da passagem do sol em Aquário, fique atento ao que aparecer na sua mente, pois podem ser os germens de grandes idéias, capazes de transformar a sua vida e a vida de muita gente ao seu redor.

Aquário nos permite e, mais do que isso, estimula-nos a todas as “loucuras” a que temos direito.

E lembre-se do que dizia Akira Kurosawa, o grande cineasta japonês: “Num mundo louco, só os loucos podem ser considerados sãos”.

Dica cinematográfica

O filme “O Grande Ditador” (The Great Ditactor, USA, 1940), dirigido e estrelado pelo genial Charles Chaplin, onde você vai ver um homem comum mudar os rumos da História, impelido pela sublime virtude da esperança.

De quebra, o discurso final proferido pelo barbeiro judeu, personagem brilhantemente vivido por Chaplin, naquele que é provavelmente o mais aquariano trecho da história do cinema.

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Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos – se possível – judeus,  gentios… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.  Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.

O último discursoO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora…
Milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço  do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o
poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.

Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a
voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

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E se você quiser apreciar a própria interpretação do grande Chaplin, clique no link abaixo:

O Grande Ditador

Aproveitamos para desejar a todos os aquarianos uma feliz celebração de aniversário!!!

O Sol entra no Signo de Capricórnio – Solstício de Verão

Neste 22 de Dezembro, precisamente à 1h19), o radioso astro do dia, em seu contínuo e inexorável caminho através do Zodíaco, adentra o signo de Capricórnio, iniciando um novo ciclo cósmico e uma nova estação.

Esse fenômeno cósmico-astronômico coincide com a ocorrência do Solstício de Verão, para o Hemisfério Sul, e de Inverno, para o Hemisfério Norte.

Fecha-se, portanto, o ciclo anual, com a última das estações, período de abundância e plenitude da Natureza.

Mitologicamente, o signo de Capricórnio é associado ao Deus , símbolo da natureza e da Totalidade. Irmão adotivo de Júpiter, Pã tinha aspecto antropozoomorfo, ou seja tinha forma mista de homem e animal:  patas e chifres de bode e corpo peludo, assemelhando-se, no restante, ao humano. Era dotado de prodigiosa agilidade e força fecundante, envolvendo-se sempre em orgiásticas festividades com as ninfas dos bosques; dava-se prazer, inclusive, se não pudesse obtê-lo com alguma companheira. Teve uma importante participação na luta dos olímpicos contra os Titãs: em meio à batalha, tira uma concha em forma de caracol que trazia presa à cauda e sopra-a com força, fazendo ecoar tão poderoso e tonitruante som que os Titãs (símbolos das forças cegas da Natureza) se põem em desabalada fuga.

Simbolicamente, o signo de Capricórnio relaciona-se com a montanha, símbolo da estabilidade e sedimentação, mas também da elevação ascética e da iniciação. É relevante ressaltar que todas as tradições apresentam mitos concernentes à revelação feita numa elevação: é o caso do Monte Fuji-Yama, sagrado para os xintoístas; ou do Monte Sinai, onde Moisés recebeu as Tábuas dos Mandamentos; ou ainda do Monte Ararat, o único ponto poupado das águas do Dilúvio, onde pousou a Arca de Noé. O próprio Cristo foi crucificado no alto de um monte, o Calvário, símbolo de sua proximidade com os céus. Esse é um motivo pelo qual comemoramos o seu nascimento no período em que o astro-rei transita por Capricórnio: o Sol, símbolo do Salvador, o que tira os pecados do mundo, brilhando no ponto “mais alto” do Zodíaco, Capricórnio, símbolo por excelência das elevações e montanhas.

Uma outra associação simbólica que comumente é feita a Capricórnio e a seu planeta regente, Saturno, é a do joelho, que permite fazer as

escaladas (que, invariavelmente, oferecem obstáculos), mas, atingido o cume da montanha, permite-nos, também, fazer a genuflexão diante do Sagrado, para receber, do Criador, as bênçãos e a Iniciação.

Durante a estada do Sol em Capricórnio, portanto, o Cosmos nos convida a reconhecimento da plenitude e integralidade da Natureza (inclusive a Natureza humana), a mesma plenitude que traz, em seu bojo, a sonoridade primordial que expulsa as forças cegas que nos enchem de pânico. Mas que nós possamos, também, ter a humildade e a disposição para escalar as montanhas, tanto as da existência cotidiana como também aquelas que nos elevam a maiores realidades. E que possamos celebrar a estação do Verão com alegria e plenitude, mas que, sobretudo, essa plenitude esteja também presente em nossas almas.

Aproveite também o momento para conscientizar-se acerca de tudo aquilo que, em sua vida, precisa ser melhor sedimentado, realizado e cristalizado. Os impulsos que você der agora aos seus projetos tenderão a tornar-se em efetividade consistente e estável.

Detalhe importante, alguns dias depois de entrar em Capricórnio, o Sol se encontrará com o planeta Saturno, que já entrou em Capricórnio há alguns meses, assim como com Júpiter e Plutão, os três astros que formarão a tríplice conjunção, em 2020.

E esse encontro haverá de desencadear a conscientização de tudo aquilo que cada um de nós, pobres mortais, pode e deve edificar, nos próximos tempos.

Aproveitamos o momento para desejar aos capricornianos uma linda celebração de aniversário.

E a todos os amigos um Feliz Verão!

Sol em quadratura com Netuno


Crise entre Sol e Netuno, indicando um momento de necessidade
de revalorização da espiritualidade e da fraternidade.

Na península do Kathiawar, na Índia, manhã cedinho, o sono de um garoto de 12 anos, de casta superior indiana e filho de ministro do príncipe de Rajkot, é interrompido pelo ruído causado pelas rodas de duas carroças sobre o calçamento irregular do pátio externo da esplêndida residência. Curioso, da janela do seu quarto, o jovenzinho observou dois homens, pai e filho igualmente maltrapilhos, despejarem os latões de lixo nas carroças por eles próprios tracionadas.

Minutos após, escovado e limpo, devidamente acomodado para o chá matinal, o garoto indagava da sua mãe sobre os dois catadores de lixo. A reprimenda é severa, posto que ele, segundo a mãe, como filho de ministro de príncipe e de casta superior, não deveria sequer olhar para aqueles dois párias imundos, devendo manter-se à distância daquele tipo de gente.

Gandhi

Gandhi

No dia seguinte, idêntico horário, os latões são descarregados por três pessoas, os mesmos de ontem e mais o jovem filho de ministro do príncipe. Diante do alerta honesto de um dos lixeiros – “afaste-se de nós, somos párias” – a resposta ainda hoje ecoa nos tímpanos dos bem nascidos que possuem consciência social consolidada numa prática transformadora conseqüente: “Eu sei disso. Mas isso não me importa nada“.

O desmaio da mãe ao ver o filho carregando lixo, bem como a surra tamanho família ministrada pelo pai, de nada valeram para aquele menino de nome Mohandas Karamchand Gandhi, consagrado universalmente, décadas mais tarde, como Mahatma Gandhi, o profeta da Índia livre.

“Sem jamais omitir meus balizamentos gandhianos, alertaria fraternalmente todos aqueles que buscam ampliar a dignificação do Ser Humano para uma data que não deveria findar relegada ao baú do esquecimento: 30 de janeiro de 1948. Naquele dia, Gandhi era assassinado. Um dos maiores baluartes da não-violência ativa tombava, três tiros disparados por um sectário que certamente não entendia o significado das suas palavras: ‘O amor é a força mais humilde, e também mais poderosa, que o mundo possui. O mundo está cansado de ódio’ ”.

O trecho acima, extraído de ensaio do escritor, pensador, consultor e (Querido!) professor pernambucano Fernando Antônio Gonçalves, mostra-nos a força marcante e a personalidade do Mahatma, (expressão indiana que significa “a grande alma”).

Continua o professor:

“Ecumênico, universalmente aberto a todos aqueles que buscavam Justiça e Paz, Gandhi era aprofundado nos grandes

Fernando Antônio Gonçalves

Fernando Antônio Gonçalves

livros da Humanidade: a Bíblia, o Alcorão, os Vedas e os filósofos gregos, tornando-se empolgado, conforme suas palavras, com o Novo Testamento, principalmente com o Sermão da Montanha. Sem abdicar dos seus parâmetros religiosos, não titubeou em proclamar certa feita: ‘Cristo é a maior fonte de força espiritual que o homem conheceu. Ele é o exemplo mais nobre de um que deseja dar tudo sem pedir nada. Cristo não pertence somente ao Cristianismo, mas ao mundo inteiro’. ”

Poderíamos continuar tecendo comentários significativos acerca daquele que foi chamado por alguns de “o maior cristão do Séc XX”, mas não é essa a nossa intenção. O que pretendemos, é a utilização de Gandhi como exemplo ilustrativo do evento astrológico sobre o que pretendemos chamar a atenção: a quadratura entre Sol e Netuno.

Esse evento astrológico nos convida a uma reflexão mais profunda acerca de nossa prática de vida, de nossa ação espiritual e de nossa fé. O mundo será aquilo que nós construirmos com nossos comportamentos, nossas ações e com aquilo em que acreditarmos.

As ações espirituais são de interesse universal porque na natureza intrínseca da totalidade dos seres humanos estão as ânsias de liberdade, igualdade e dignidade, que todos têm o direito de desfrutar e exercitar.

Numa época em que cada vez mais se fala de espiritualidade, ao mesmo tempo em que menos se pratica, a quadratura Sol-Netuno nos lembra que não basta apenas declarar que todos os seres humanos devem desfrutar de uma mesma dignidade, mas isto deve ser traduzido em ações.

O Cosmos nos lembra que temos a responsabilidade de encontrar caminhos para conseguir uma distribuição mais equitativa dos recursos materiais.

E que cada um de nós deve aprender a trabalhar não apenas para si próprio, para sua própria família ou por seu país, mas também em benefício da humanidade inteira.

Há que se refletir, também, nestes tempos de Netuno em Peixes, sobre as diferenças entre a religião e o que consideramos espiritualidade ou prática espiritual. Afinal, muito se tem matado e destruído em nome da religião e pouco se tem agido em nome da espiritualidade.

Nossa gratidão, pela ajuda, ao Professor Fernando, esse pernambucano e cristão gota serena de bom, que sabe falar de coisas sérias de forma leve faz do humor e da alegria uma forma de espiritualidade.

 

Vênus em conjunção com Júpiter

 

Aos vinte e oito graus do signo de Sagitário, encontram-se Vênus e Júpiter, indicando expansão da afetividade.

Conta uma das mais belas páginas da mitografia grega que o poderoso Júpiter, pai dos deuses e dos homens, soberano do Olimpo, passeava pela Terra, acompanhado de seu filho e mensageiro, o solerte Mercúrio.

Disfarçados, caminhavam por um vale habitado por diversas famílias de agricultores e pediram pousada em uma dessas casas.

Irritado, o fazendeiro alegou não ter alimento suficiente para receber nenhum viajante e mandou embora os peregrinos. Em outra casa, a dona disse não ter acomodações; e a cada casa em que chegavam, novo pedido e nova recusa. Furioso, Júpiter já pensava em punir toda aquela gente, por negar-se a prestar o sagrado serviço da acolhida e da hospitalidade, prática, aliás, determinada por ele próprio aos deuses e aos homens (por isso mesmo, Júpiter tinha o epíteto de Xenios, o “protetor dos estrangeiros”).

Na última das casas, tiveram sorte diferente: foram recebidos pelo velho Filemo e sua Esposa Báucis, um empobrecido casal, já no fim da vida, que abrem as portas para o que acreditavam ser viajantes em busca de pouso por uma noite.

Júpiter e Mercúrio em casa de Filêmon e BáucisAconchegados diante da lareira, Júpiter e Mercúrio observam Filemo colocar pétalas de rosas na água, para que os visitantes possam se lavar, enquanto Báucis tira-lhes as pesadas botas de viagem. Depois disso, os dois idosos desdobraram-se em preparar, com os parcos mantimentos de que dispõem, uma refeição decente para os viajantes, composta de figos e uvas secas, queijo e pão de cevada. Insatisfeito com a pobreza da refeição, Filemo, com um cutelo na mão, põe-se a perseguir o único pato da propriedade, uma velha ave que servia de vigia, a fim de levá-lo para a panela. Mercúrio ria-se com as infrutíferas tentativas do velho que, mal podendo andar, tropeçava e claudicava atrás do pato. Este, percebendo o perigo, esconde-se entre as pernas de Júpiter. O poderoso deus declara que o pato está sob sua proteção e deve ser poupado.

Após a refeição, Báucis prepara a cama para os viajantes, com palha fresca e lençóis de tecido velho e grosseiro, porém limpos.

Na manhã seguinte, Júpiter e Mercúrio revelam suas verdadeiras identidades e dizem que, como prêmio por sua caridosa hospitalidade para dois desconhecidos, Filemo e Báucis podem pedir qualquer coisa que desejarem. O velho casal se entreolha e pede apenas a graça de não sobreviver um ao outro: quando um deles morrer, que o outro o acompanhe imediatamente.

Profundamente tocado por aquela prova de amor conjugal, Júpiter sente saudades de sua esposa Hera e retorna com Mercúrio ao Olimpo, após abençoar o casal. Naquele instante, uma terrível inundação se abate sobre o vale, que fica inteiramente submerso, com exceção da propriedade de Filemo e Báucis. Sua casa se transforma num luxuoso templo em honra a Júpiter Xenios e eles são alçados à condição de sacerdote e sacerdotisa daquele templo.

Filemo e Báucis viveram ainda muitos anos em plena felicidade, chegando a uma idade avançadíssima, que mortal algum jamais alcançou.

Um dia, percebendo que havia chegado o momento, caminharam para a frente do templo, trocaram as últimas palavras e olhares, deram-se as mãos e prepararam-se para a última viagem. E sentiram, um no outro, a estranha transformação: uma grossa casca tomou o lugar da pele, o corpo de avolumou, os cabelos encanecidos se transformaram em lindas folhas verdes… Haviam se transformado em duas árvores, dois exuberantes loureiros, cujas ramagens se entrelaçam.

E dizem que até hoje, entre as ruínas do templo, os dois loureiros permanecemHugging Trees abraçados, um testemunho vivo de amor profundo e verdadeiro.

O grande trígono que estará nos céus nessa semana é um indicativo de um momento particularmente propício aos processos de aprofundamento e expansão dos relacionamentos.

Ótimo momento, portanto, para aquela conversa séria, para aquele grande projeto a dois, para o estabelecimento de grandes parcerias, pois as sementes lançadas ao solo neste momento terão as possibilidades de expansão e profundidade, a longo prazo.

Aproveite o momento. Reflita que, muito mais do que simplesmente romantismo, o amor é feito de companheirismo, cumplicidade e, claro, sacrifícios. Aliás, o amor se mede, sobretudo pelos sacrifícios.

O momento favorece a maturidade, a sensibilidade e generosidade para com o outro.

Uma sugestão.

Se você vivencia, neste momento, uma relação, fique atento: esse lindo encontro entre Vênus e Júpiter é na verdade um grande convite a que vivenciemos com toda a intensidade a beleza de momentos mágicos, encantados. Toda relação deve ser encarada com seriedade e objetividade. Mas deve haver o momento para o sonho e o encanto.

Bem, este é um momento para encanto.

Mais: como os astros envolvidos são os considerados os mais facilitadores e “benéficos” do Zodíaco, podemos imaginar que essa conjunção tem impactos positivos para todos nós.

O evento ocorre aos vinte e oito graus de Sagitário. Se você já tem o seu Mapa Natal, observe em que Casa Astrológica ocorre a conjunção entre Vênus e Júpiter. E você saberá em que área da vida pode esperar esse impacto positivo.

Uma dica.

Nos próximos dias, olhe para o poente, ao crepúsculo. Podemos nos preparar para contemplar esse fenômeno e, assim, abastecer a nossa alma com uma parcela dessa infinitude.

O Sol entra em Sagitário

Continuando o seu inexorável caminhar pelo círculo zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Sagitário, neste dia 23 de Novembro, dando início a um ciclo de busca da transcendência e da expansão consciencial, onde, após o mergulho nos mistérios da transmutação (em Escorpião), a consciência busca vôos mais elevados.

Mitologicamente, o signo de Sagitário, último dos signos do elemento fogo, está associado ao mito do centauro Quíron, o grande sábio e médico, que habitava uma gruta na Tessália. As mais importantes famílias da Grécia enviavam-lhe seus filhos para que os educasse. Assim, os maiores heróis da Mitologia passaram por suas mãos, recebendo ensinamentos em Medicina, Matemáticas, Música, Astrologia, Dança e também nas artes da equitação e caça.

Seu mais famoso discípulo foi o grande Hércules, que se tornou também seu maior amigo.

Um dia, num conflito com os outros centauros, Hércules dispara uma de suas temíveis flechas, envenenadas com o mefítico sangue da Hidra de Lerna, um monstro tão peçonhento que qualquer criatura, ao ser contaminada com seu sangue, morreria instantaneamente. Isso se o ser em questão fosse mortal. Mas, se fosse imortal, seria acometido de uma ferida atroz, incurável, que o acompanharia por toda a eternidade.

Acidentalmente, a flecha resvala e vai se cravar na coxa de Quíron que se torna vítima da mais terrível ferida.

E o grande cirurgião, que a todos curava, não pode curar a si próprio.

O arqueiro dispara a flecha na direção do Infinito!

Quíron abdica de sua imortalidade, para encontrar a paz entre os mortos, no reino de Plutão. Mas, percebendo que aquele não é o lugar para um ser tão divinal, Plutão o reenvia para Zeus, o soberano dos deuses, que resolve catasterizá-lo, ou seja, transformá-lo em constelação, para que os homens sempre tivessem um exemplo, no Céu, de que a eterna sabedoria não morre jamais.

E assim surge a constelação de Sagitário, o arqueiro.

O centauro, animal mítico metade homem, metade cavalo, utilizado para representar o signo de Sagitário, simboliza três níveis evolutivos: em primeiro lugar, a bestialidade, representada pelas patas do cavalo; depois, a racionalidade, que vence a animalidade e é representada pela metade humana; e, finalmente, a busca da transcendentalidade, simbolizada pela flecha que o centauro dispara em direção ao Infinito e que está para além da própria razão. A flecha (palavra oriunda do vocábulo frâncico “fliugika” = aquilo que voa”) é o veículo simbólico através do qual a consciência se aparta do indivíduo a fim de unir-se ao seu Alvo, o Céu, em cuja direção viaja, lançada pelo arco certeiro do Centauro.

A entrada do Sol em Sagitário é um convite do Cosmos a que lancemos nossa consciência em direção ao Infinito, buscando o conhecimento que nos permite desapegar-nos das contingências da realidade e transcender aos verdadeiros valores do Sagrado. Mas lembre-se de que a vivência do Sagrado não é necessariamente uma vivência religiosa, pois a religião não detém o monopólio do Sagrado.

Aproveite. Pois há uma dimensão de sua alma que só pode ser preenchida e plenificada através desse sentimento de busca do Eterno.

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores sagitarianos uma feliz celebração de aniversário. E muitas felicidades no novo ciclo que se inicia!!!

Marte entra em Escorpião

Neste dia 19 de Novembro, o planeta Marte ingressa no signo de Escorpião, dando início a um ciclo de ativação das energias de transformação e auto-superação.

Transformar, mudar, regenerar é preciso! Mas, mesmo uma caminhada de dez mil quilômetros começa com o primeiro passo. A entrada de Marte no signo de Escorpião é um convite do Cosmos para darmos o primeiro passo em direção às transformações e auto-superação.

scorpioAfinal de contas, o ser humano não é pau, que nasce torto e morre torto: pode se regenerar e cada um de nós possui, dentro de si, todos os recursos necessários para qualquer mudança desejada. Portanto, mãos à obra.

Mas lembre-se: o requisito básico para qualquer mudança, cura ou aprendizado é querer que isso aconteça.

Desnecessário também dizer que a mudança é inevitável: acontece mais cedo ou mais tarde. Melhor, então, que aconteça agora, sob seu controle, do que acontecer depois, de forma desordenada e explosiva. Vá pensando nas coisas que, na sua vida, têm que ser transmutadas, redirecionadas, reordenadas. E aja nesse sentido, pois, se você não providenciar essas mudanças, o Cosmos, com sua sabedoria inefável, fará isso por você, desencadeando situações em sua vida que parecerão “caprichos do destino”, mas que nada mais são do que correções de rota. A sua rota pela vida!

Agora, algo que pode nos ajudar: durante sua passagem em Escorpião, Marte faz um trígonoMars (ângulo de 120º, altamente estimulante e positivo!) com o planeta Netuno, trazendo-nos grande visão sistêmica e serenidade, permitindo-nos unir a força combativa e o significado espiritual.

Melhor é impossível, não?

A ordem do dia é, portanto, mudar! Durante a estada de Marte em Escorpião, que se prolongará até o dia 03 de Janeiro de 2020, você terá a seu favor todas as possibilidades de quebrar velhas e arraigadas estruturas. E mudar comportamentos, crenças, velhos hábitos e idéias, substituindo-os por outros que lhes sejam mais úteis e lhe aproximem mais da felicidade que, por direito, lhe pertence.

Marte em Escorpião nos dará a coragem e força necessárias para isso.

Dica Cinematográfica

Vale lembrar que Marte rege os guerreiros. Representa a força combativa, a energia masculina e conquistadora dentro de nós. E no signo de Escorpião ele se encontra em sua regência, ou seja, tem sua expressão total e plena.

E há um belo filme que conta direitinho a história de um guerreiro que teve a coragem de optar viver um intenso processo de transformação, colocando a sua espada e sua força a serviço de uma causa mais nobre do que o dinheiro.

Trata-se do filme O Último Samurai (The Last Samurai), produção americana de 2003, dirigido e produzido por Edward Zwick e estrelado por Tom Cruise e Ken Watanabe, também co-produtores da obra, que tem uma trilha sonora arrebatadora, assinada por Hans Zimmer.

Você vai conhecer a história de Nathan Aldren, um mercenário com a alma atormentada por fantasmas do passado e que se entrega ao vício. E vai conhecer o profundo processo por meio do qual emerge, desse ser angustiado, um guerreiro pleno, nobre e justo, um ser humano único.

E como, no meio desse processo, Aldren encontrou a amizade e o amor. E sobretudo, encontrou a si mesmo, tornando-se aquilo que nasceu para ser.

O Sol entra em Escorpião

Continuando seu eterno caminhar pela roda zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Escorpião, neste dia 23 de Outubro de 2019, às 14h19, dando início a um ciclo de resgate do mistério e da transformação.

 Escorpião está associado ao mito de Orion, o gigantesco caçador, filho de Netuno, que, de tão hábil, gabava-se de matar qualquer animal que na terra vivesse. A Mãe Terra (Gea ou Gaea) não se conforma em ouvir tal desaforo e envia-lhe um enorme escorpião, desafiando o caçador a matá-lo. Orion faz pouco do bicho e, com o pé, esmaga-lhe a cabeça; esquece, porém, que é na cauda que se situa o ferrão do perigoso animal; e é exatamente esse ferrão que o escorpião, apesar de ter a cabeça arrebentada, crava na perna de Orion, inoculando-lhe o seu letal veneno. O soberbo caçador morre, padecendo de terríveis dores e será catasterizado (= transformado em constelação) no agrupamento de estrelas que leva o seu nome, a pedido da deusa Diana (= a Lua).

Um detalhe interessante do mito é que também o Escorpião foi catasterizado. E os dois contendores, mesmo depois de se transformarem em constelação, continuam inimigos: quando uma das constelações nasce, nos céus, a outra se põe. E assim, o Escorpião e Órion nunca estão visíveis no firmamento, ao mesmo tempo.

Simbolicamente, o signo de Escorpião representa esse veneno, capaz de matar (= transformar, transmutar), para fazer transcender para algo que está “mais além”. No livro O Pequeno Príncipe, de Exupèry, é o veneno de uma serpente do deserto que faz o jovem principezinho viajar de volta ao seu pequeno planeta; do mesmo modo, a borboleta “mata” a lagarta, ao transformar-se de uma para outra. Assim também o feto, dentro do útero, “morre” para renascer um ser vivo independente; assim também o adulto “mata” o jovem, quando atinge a maturidade.Viver, portanto, é sinônimo de nascer, evoluir, morrer e renascer, numa interminável seqüência, consoante os ciclos cósmicos.

Compreender Escorpião é compreender o Mistério da evolução, da regeneração e da morte; é compreender a liberação das energias necessárias à transformação. E é, sobretudo, compreender o erro sobre o qual se construiu a nossa civilização: a ilusão de que o eu é a última realidade; de que o progresso contemporâneo e finito é mais importante do que os ciclos infinitos e sutis, muito mais sutis, que se mesclam com a realidade; de que podemos acender as luzes do inconsciente sem venerar o Incognoscível; e de que a realidade superficial das coisas é mais significativa do que a ordem oculta em que ela se baseia.

E lembre-se: já que o Universo e dinâmico e eternamente em estado de metamorfose, a mudança invariavelmente acontece, quer você goste disso ou não. É melhor que as transformações aconteçam sob seu controle e sua opção. Aproveite, portanto, a estada do Sol em Escorpião para detonar as mudanças de que você necessita e que, às vezes, fica adiando, por acomodação ou mesmo por (desculpe a franqueza!) covardia.

Duas dicas importantes para você.

Primeira dica:

Pode valer a pena contemplar o Escorpião e Orion, nos céus. São duas das mais belas constelações e facilmente identificáveis.

A partir do dia em que o Sol entrar em Escorpião, você poderá contemplar ambas as constelações, seguindo esse esqueminha simples:

Logo após o pôr do Sol, você poderá avistar Escorpião, na direção do poente.

Posição do Escorpião, logo após o por do Sol.

 

A partir das 22h, mais ou menos, você avistará Orion, na direção do nascente e poderá acompanhar a trajetória do caçador pelos céus, até o amanhecer.

Posição de Orion por volta das 22h

 

Posição de Orion por volta das duas da manhã.

Posição de Orion pouco antes do amanhecer

Observe que os horários indicados não estão considerando o Horário de Verão.

Se você não conseguir ver esses belos espetáculos celestes hoje, não se preocupe: durante os próximos dias, você poderá acompanhar essa mesma movimentação, em horários muito parecidos aos que estão sendo indicados.

Vale a pena! Contemplar os céus e perseguir as constelações é um exercício de infinitude e eternidade. Abastece a nossa alma e faz um contraponto à finitude terrena onde estamos aprisionados.

Segunda dica:

O eterno livro “O Pequeno Príncipe”, de onde extraímos o conceito do veneno da transmutação, acima indicado e de onde podemos colher a pérola abaixo, grande e imorredoura lição de senso de mistério:

“Sõ se vë bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos!”

Quadratura T entre Marte, Netuno e Júpiter

Forma-se no Céu uma configuração tensa entre esses três planetas, gerando crises de fé e ações irrefletidas.

Neste dia 14 de Setembro de 2019, esses três importantes arquétipos masculinos atingem um apogeu de  crise, ativando sérios conflitos internos que, se não bem trabalhados, tendem a se manifestar externamente.

E como a vida e as relações são reguladas pela freqüência vibratória de nossos sentimentos e anseios mais íntimos, você poderá acabar atraindo algo ou alguém que vibre na mesma freqüência e que dará vazão a essa sua necessidade não resolvida (consciente ou, o que é pior, inconsciente) de conflito.

Durante os próximos dias, fique atento: você pode estar, mesmo sem perceber, “comprando briga” à-toa.

Mas lembre-se: você não precisa exacerbar a sua força para demonstrar o seu poder. Ao contrário, aquele que é verdadeiramente sábio e poderoso, normalmente é calmo e benevolente, embora tenha dentro de si a energia de um guerreiro. Agressividade, portanto, só servirá para denunciar a sua impotência, que você pode estar querendo disfarçar. Cuidado!

A Quadratura T é uma triangulação tensa envolvendo três pontos do Zodíaco e gera conflitos e crises.

Neste caso, os planetas envolvidos são Marte, Netuno e Júpiter, o que traduz um alerta do Cosmos, de forma que possamos ordenar a nossa força interior e aplicar de forma mais efetiva a nossa sabedoria. E o herói em você poderá ser ativado a partir da suavidade, a serena suavidade dos verdadeiramente poderosos.

Você tem agora o desafio de direcionar adequadamente os seus potenciais combativos, fazendo emergir o bom guerreiro interior, aquele capaz de travar o bom combate.

Preferencialmente, adie para a próxima semana todas as decisões difíceis, que demandam conhecimento e responsabilidade. E lembre-se: se você quer que os outros façam, faça primeiro.

E lembre-se, sobretudo, que o primeiro passo para a felicidade (ou o estado de não-sofrimento) está em aceitar as situações que a vida, muitas vezes, nos apresenta, e que certamente representam desafios evolutivos.

Observe que aceitar não significa necessariamente concordar. Significa que nos serenizamos diante de um fato ou circunstância, acolhendo-a como realidade.

Aceitar também não significa não fazer nada a respeito. Ao contrário, aceitar nos traz a paz necessária para uma ação mais efetiva e competente para transformar.

Portanto, pacifique o seu coração, serenize-se diante dos fatos e circunstâncias e aja para mudar. Sem medo. Sem raiva. Sem apegos. Sem culpas.

Dica cinematográfica

O filme Minha Vida (My Life, USA, 1993), dirigido por Bruce Joel Rubin e estrelado por Michael Keaton e a bela Nicole Kidman. Uma bela e emocionante história, sobre amor, família e o sentido da vida, onde você vai conhecer um homem que aceita e perdoa. E por isso encontra a paz, mesmo diante da morte iminente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Efeitos desta Quadratura T entre 10 e 27 de Setembro)