Arquivo mensal: setembro 2011

Marte em quadratura com Júpiter

Marte, Deus da Guerra

A partir do dia 03, esses dois importantes arquétipos masculinos atingem um apogeu de  crise, ativando sérios conflitos internos que, se não bem trabalhados, tendem a se manifestar externamente.

E como a vida e as relações são reguladas pela freqüência vibratória de nossos sentimentos e anseios mais íntimos, você poderá acabar atraindo algo ou alguém que vibre na mesma freqüência e que dará vazão a essa sua necessidade não resolvida (consciente ou, o que é pior, inconsciente) de conflito.

Durante esta semana, fique atento: você pode estar, mesmo sem perceber, “comprando briga” à-toa.

Mas lembre-se: você não precisa exacerbar a sua força para

Júpiter Irado

demonstrar o seu poder. Ao contrário, aquele que é verdadeiramente sábio e poderoso, normalmente é calmo e benevolente, embora tenha dentro de si a energia de um guerreiro. Agressividade, portanto, só servirá para denunciar a sua impotência, que você pode estar querendo disfarçar. Cuidado!

A quadratura (ângulo de noventa graus) entre Marte e Júpiter traduz um alerta do Cosmos, de forma que possamos ordenar a nossa força interior e aplicar de forma mais efetiva a nossa sabedoria. E o herói em você poderá ser ativado a partir da suavidade, a serena suavidade dos verdadeiramente poderosos.

Você tem agora o desafio de direcionar adequadamente os seus potenciais combativos, fazendo emergir o bom guerreiro interior, aquele capaz de travar o bom combate.

Preferencialmente, adie para a próxima semana todas as decisões difíceis, que demandam conhecimento e responsabilidade. E lembre-se: se você quer que os outros façam, faça primeiro.

Observação:

Para os nativos dos primeiros dias de Escorpião e Aquário, cuidado dobrado. Para os nativos dos primeiros dias de Touro e de Leão, cuidado triplicado!

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Equinócio de Primavera!!!

O Sol entra em Libra.  Início da Primavera!

 

Às  6h04min desta sexta-feira, 23 de Setembro, o astro do dia, em seu eterno caminho ao longo do Zodíaco, adentra o signo de Libra, dando início à Primavera.

 

Os quatro signos cardeais estão ligados às quatro estações do ano solar. Portanto, a entrada do Sol em cada um desses signos assinala o início de uma estação, estabelecendo um novo ciclo. Assim, ao entrar o Sol em Áries, inicia-se o Outono, para o Hemisfério Sul do planeta; em Câncer, inicia-se o Inverno; em Libra, a Primavera; e em Capricórnio, o Verão.

É importante, talvez, observar os ciclos da Natureza e seus significados. Durante o Outono e o Inverno, a Natureza míngua, contrai-se, aparentemente até morre, pois a folhas caem, muitos animais se entocam e tudo parece árido. Nesse momento, a semente que foi lançada à terra está se nutrindo, desenvolvendo-se, preparando-se para germinar; igualmente, os animais preparam suas futuras ninhadas. Quando chega a Primavera, todo esse potencial desabrocha, germina e a Natureza irá colorir-se das cores da alegria e da luz. As flores se abrem, as plantas se arriscam a emergir da terra em busca do calor do Sol. Chegado o Verão, essa potência desabrochada atinge a plenitude, a maturidade e é chegada, então, a hora da colheita.

Obviamente, para quem mora muito próximo à linha do Equador, as estações do ano não são assim tão bem delineadas. É mais comum que se pense em duas estações: uma chuvosa e outra seca. Entretanto, qualquer um de nós poderá observar toda essa ciclologia, simplesmente prestando atenção aos nossos próprios ciclos internos, pois cada um de nós passa, já que o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) são reflexo um do outro, por essas mesmas quatro etapas, em cada fase, idéia ou projeto que empreender.

A entrada do Sol em Libra  marca o início da Primavera, ou seja o Equinócio de Primavera para o Hemisfério Sul, momento cosmicamente convidativo para o desabrochar de nossos projetos, de nossas idéias e de tudo aquilo que pretendemos transformar em realidade. Toda essa fase poderá estar permeada de uma serenidade e uma significativa fantasia que permitirá estabelecer nossos objetivos com equilíbrio e vivenciar a paz e a alegria de viver.

Aproveite, portanto, o momento, lembrando-se de que o desabrochar de sua beleza interna, seus potenciais e sua alegria só tem sentido se for para fora, para o mundo, pois com Libra se inicia o ciclo dos signos voltados para o social, para o que está além do eu individual, ciclo que vai até Peixes.

Afinal, não se fala em desabrochar para dentro, não é mesmo?

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores uma Feliz Primavera!

Vênus entra em Libra


O planeta Vênus, continuando seu caminho pelo círculo zodiacal, adentra o signo de Libra, inaugurando uma fase de ponderação e equilíbrio dos afetos e da beleza.

É sempre bom relembrar os ensinamentos eternos da Mitologia. Pois bem, há uma interessantíssima passagem da Mitologia Grega que conta a história das mulheres da ilha da Lemnos, onde florescia uma avançada civilização, cujo comércio marítimo era altamente desenvolvido.

As mulheres desse povo gozavam de especial favorecimento da deusa Vênus, que dotava suas protegidas com tal graça, charme e sensualidade que a sua fama se espalhava pelo mundo: as belíssimas mulheres da ilha de Lemnos não tinham que lhes fizesse frente, em termos de beleza e encanto. Em troca, as beldades prestavam o mais intenso e devoto culto em honra à deusa: mantinham sempre limpo e arrumado o seu templo, ofereciam-lhe holocaustos, acendiam-lhe incensos e velas, elevavam-lhe cantos e louvores.

Porém, com o passar dos anos, as mulheres de Lemnos foram, gradativamente, esquecendo-se de suas obrigações devocionais: já não cantavam com tanto ardor, esqueciam-se de limpar o templo, deixaram de fazer sacrifícios.

Indignada, a vingativa Vênus aplicou em suas ex-protegidas uma terrível punição: fez com que fossem acometidas por uma fedentina tal que os próprios maridos não mais as suportavam, a ponto de fugirem com as escravas trácias que, mesmo sem serem tão belas, pelo menos não eram tão fedorentas!

Inconformadas, as mulheres de Lemnnos mataram todos os maridos (e até as escravas!) e fundaram uma república só de mulheres guerreiras.

Sem dúvida, uma lamentável transformação…

A entrada de Vênus no signo de Libra, seu signo de regência, nos convida a refletir sobre algo que é interessante notar: sejamos homens ou mulheres, todos temos a parcela feminina da psique (astrologicamente representada pelo planeta Vênus), que devemos constantemente resgatar e cultuar, sob pena de uma “fedentina” emocional que nos impeça de enxergar a nossa própria beleza e a beleza do Universo.

É uma boa hora, portanto, para uma série de reflexões venusianas.

Avalie, em primeiro lugar se o excesso de rigidez ou mesmo os excessos do seu ego não estão sendo um entrave à vivência e à expressão de seus afetos. Ao contrário, você pode usar a sua criatividade e inventividade para manter acesa a chama da paixão, sem que, para isso, você tenha que cobrar tanto do outro ou de si mesmo.

Mergulhe fundo em seus sentimentos e lembranças e você poderá encontrar a causa de algumas sensações desagradáveis de desencanto e insegurança, que, muitas vezes, são provenientes de relacionamentos anteriores, não muito bem resolvidos, que teimam em nos assombrar, como fantasmas que nos impelem a despejar no (a) companheiro(a) nossos próprios sentimentos destrutivos.

Saiba que a felicidade pertence aos que se bastam, já disse alguém. Ou seja, se você está feliz, até pode compartilhar dessa felicidade com alguém; por outro lado, atrelar a sua felicidade, necessariamente, à presença de outrem é suicídio emocional e não amor.

E lembre-se: como dizia Aristóteles, a virtude está no meio-termo. Durante a estada de Vênus em Libra, o Cosmos nos convida a revisar e reavaliar os parâmetros sob os quais compreendemos o amor e colocá-los na balança. Uma tentativa de comedir e ponderar o amor, torná-lo virtuoso e equilibrado.

Uma dica: o excepcional filme “Apenas Uma Vez” (Once), produção irlandesa de 2008, que traz uma poderosíssima e deslumbrante trilha sonora, personagens intensos e atores tão bons quanto desconhecidos. E nos leva a belas reflexões sobre esta temática venusiana. Detalhe: assista a  esse filme acompanhado.

A Lua entra em Áries

Lua entrando no signo de Áries, na madrugada desta terça-feira, dia 13 de Setembro,  precisamente às 03h50.

E como Áries representa o começo, o início das coisas, todas as vezes que a Lua entra nesse signo, a nossa vida ganha um tom vermelho.

Vermelho de fogo, de ação, mas também de paixão.

Hora de agir, hora de arriscar, hora de meter as caras. O tom emocional é de movimento, de dinamismo de não conseguir ficar parado.

Ação, pois.

Mas a Lua, em seu mister de assinalar a nossa vida emocional, cruza os céus em muito elevada velocidade.

Portanto, aproveite. Pois no dia 15, às 16h26, a Lua já estará no signo de Touro. Para aterrar um pouco as coisas e dar forma àquilo que iniciarmos sob os auspícios impulsionantes de Áries.

Mercúrio em oposição a Netuno

Os planetas Mercúrio e Netuno fazem oposição (ângulo de 180 graus), desencadeando crises de percepção e de fé.

Há uma linda história, contada pelo poeta indiano Rabindranat Tagore, que vale a pena conhecer.

Era uma vez um lavrador que, indo a caminho de casa, com a colheita do dia, notou que, em sentido contrário, vinha suntuosa carruagem, revestida de estrelas. Contemplando-a, fascinado, viu-a estacar, junto dele, e, estarrecido, reconheceu a presença do Senhor do Universo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas…

“O quê?”, refletiu, espantado; “o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca passei de mísero escravo, na aspereza do solo?”

Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.

O Senhor agradeceu e partiu.

Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento… O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente…

Deslumbrado, gritou:

“Louco que fui!… Por que não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida?”

A oposição entre Mercúrio e Netuno pode nos fazer cair em semelhantes esparrelas: não conseguir olhar além das aparências.

Até a próxima sexta-feira, portanto, fique atento: pode ser que sua percepção fique distorcida e prejudicada. Uma certa neblina pode atrapalhar seu raciocínio e sua comunicação. E, como o lavrador da história, talvez você só consiga enxergar a verdade tarde demais.

Por outro lado, a oposição Mercúrio – Netuno nos convida a uma reflexão acerca daquilo que escolhemos realmente priorizar. Tudo aquilo que entregamos ao Senhor do Mundo (o Sagrado) retorna valorizado e multiplicado. O grão de trigo pode simbolizar nosso tempo, dinheiro, espaço, energia e movimento, ou seja, as grandezas variáveis de que dispomos para construir nossas vidas. Quanto mais desses bens oferecermos ao Sagrado, mais retorno teremos, em tesouros eternos.

Dica: Irmão Sol, Irmã Lua, disponível nas locadoras.

Lua em Escorpião

A Lua está no signo de Escorpião, desde ontem à tardinha. Aprofundando nosso sentimentos, intensificando paixões, resgatando e regenerando partes de nossa alma. Momento bom para remexer questões que nos incomodam, desde que estejamos dispostos a encará-las. Caso contrário, melhor ficar quieto e esperar a Lua entrar em Sagitário, o que deverá ocorrer amanhã ,Sábado,  por volta das 18h00.

Sobre buracos, música sinfônica, cultura e Júpiter em ascensão!!!

A noite de ontem, dia 31 de Agosto,  foi impregnada de boa música, para os recifenses.

No Teatro de Santa Isabel, o maestro Nenéu Liberalquino conduzia a Banda Sinfônica da Cidade do Recife em mais um concerto, esbanjando Mozart, Ravel e Lenine, entre outros.

A poucas centenas de metros dali, praticamente ao mesmo tempo, na Igreja da Madre de Deus, a Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, sob a regência de José Renato Aciolly, fazia uma belíssima apresentação!

Como ainda não possuo a capacidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, tive que optar por um dos eventos e fui ver a Orquestra Jovem.

Por volta das 21h00, quando Júpiter ascendia no horizonte, o Maestro Aciolly atacou com uma belíssima peça de Dvörák, certamente bem jupiteriana: grandiloqüente, inspiradora, enlevante. Soberba!

Gostaria de saber o que o Maestro Nenéu tocava nessa hora. Se alguém tiver ido lá, por favor, informe. Mas eu aposto que terá sido algo parecido: jupiterianamente soberbo.

A propósito, critiquemos os nossos buracos. Mas não esqueçamos de celebrar nossa cultura. Quantas capitais do Brasil podem se gabar de ter, simultaneamente, duas exibições sinfônicas?

Com Júpiter e tudo!