Arquivo mensal: dezembro 2012

Mercúrio entra em Capricórnio

Continuando o seu ciclo através do Zodíaco, o planeta Mercúrio ingressa, nesse dia 31 de Dezembro, no signo de Capricórnio, inaugurando um ciclo de concretização e solidificação do pensamento.

MercúrioAo transitar pelo signo de Sagitário, o planeta Mercúrio, símbolo das nossas habilidades mentais,  busca mais sabedoria e espiritualidade para as realizações que se darão durante sua estada em Capricórnio. E agora, adentra em Capricórnio, mais pleno de conhecimentos, pronto para nos convidar às realizações e edificações.

Durante a estada de Mercúrio em Capricórnio, que se estenderá até o dia 19 de Janeiro, estejamos atentos, portanto, aos nossos pensamentos, fazendo as seguintes reflexões:

1 . o que eu tenho construído, para mim e meus semelhantes, com os meus pensamentos?

2 . em que esses pensamentos se transformam, de que forma eles se cristalizam?

3 . O que estou fazendo para que meus pensamentos e idéias possam ser aproveitados de maneira melhor?

No início de um novo ano, é sempre bom lembrar o exemplo do povo japonês, que, arrasado pelo trauma de uma guerra insana, com duas bombas atômicas detonadas sobre suas cidades, hoje, pouco mais de sessenta e cinco anos depois, é uma das maiores potências econômicas mundiais. Isso se conseguiu com muito trabalho, investindo forte em educação e adotando uma filosofia simples de crescimento e evolução espiritual, conhecida como kaizen, que se tornou mundialmente conhecida e serviu de base para a implantação, no Ocidente, do que se convencionou chamar de Qualidade Total, nas empresas e organizações.

A filosofia do kaizen consiste em perguntar-se, ao final de cada dia: “O que eu aprendi hoje? Que crescimento esse dia Kaizenme trouxe? Que novo pequeno valor eu aprendi hoje que posso incorporar ao meu patrimônio (mental, emocional, espiritual) e me fará ser uma pessoa melhor amanhã?”.

E assim, valorizando os pequenos melhoramentos contínuos, ao invés de só valorizar as grandes vitórias, vamo-nos construindo e edificando para um futuro melhor. Melhorando em alguma coisa um pouquinho a cada dia, estaremos desencadeando a espiral de mudanças que nos permitirá realizarmos nossos sonhos amanhã.

E, em se tratando de Mercúrio, em Capricórnio, oferecemos os seguintes pensamentos mercuriais:

“Jamais haverá ano novo, se você continuar a cometer os mesmos erros do ano velho” (anônimo).

“A melhor maneira de servir a Deus é indo ao encontro de seus próprios sonhos. Só quem é feliz pode espalhar felicidade” (Paulo Coelho).

“A mente é como um pára-quedas: só funciona aberto” (anônimo).

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A Astrologia e o Simbolismo dos Contos de Fadas

Às vésperas de (mais um) fim do mundo, celebramos hoje uma importante efeméride: os duzentos anos de publicação do livro “Contos da Criança e do Lar“, a primeira coletânea de contos e histórias dos Irmãos Grimm.

Rebuscando antigos alfarrábios, encontro os primeiros capítulos de “A Viagem Mágica“, um livro sobre a função terapêutica e transformacional das histórias, que comecei a escrever há uns dez anos e até hoje não consegui encontrar a melhor forma de concluir.

Assim sendo, enquanto “A Viagem Mágica” não vai para o prelo, vou aproveitar o bicentenário dos Irmãos Grimm e partilhar, com meus amigos e leitores um excerto do Capítulo II, intitulado “A Estrutura Mítica da Realidade“, especificamente a parte que fala sobre os contos de fada.

Em meu curso de formação profissional em Astrologia, os meus alunos passavam, obrigatoriamente, pelo estudo simbólico dos contos de fada, dada a importância desse tipo de narrativa, especialmente nesse nosso mundo impregnado da cultura do video-clip e de símbolos invertidos (vide a saga Crepúsculo e outros absurdos simbólicos semelhantes).

Eis o texto e, ao final, um desafio.

Contos-de-fada

O conto-de-fada é um tipo específico de mito, que possui estruturas próprias. Consiste de uma narrativa de caráter “mágico”, que retrata um drama cósmico ou uma vivência iniciática.

Segundo Renè Guénon, um dos maiores estudiosos e conhecedores da tradição, os contos-de-fada não são “meras

René Guènon

René Guènon

fabulações infantis”, mas preservam, em seu conteúdo, um conjunto de dados doutrinais que cobrem a sabedoria dos antigos tempos, debaixo de uma fábula preservada de qualquer deformação.

Ou seja, os contos-de-fada são um meio através do qual as camadas populares poderiam ter acesso aos maravilhosos segredos de uma sabedoria arcana, superior. Não sendo possível alcançar esses conhecimentos de modo direto, quer pela limitação cognitiva, quer pela indisponibilidade dos mesmos, o grosso da população conhecia e reconhecia as lições dessa sabedoria através de contos populares, que instigam a imaginação e atraem pelo lúdico.

Os mais famosos contos-de-fada do Ocidente são aqueles compilados pelos Irmãos Grimm.

Os irmãos Grimm

Eram grandes estudiosos, os irmãos Grimm. Dedicaram-se à literatura e à pedagogia; foram professores universitários, filólogos, críticos, bibliotecários, pesquisadores e contistas. Lecionavam, trabalhavam e escreviam sempre em regime de colaboração um com o outro.

Jacob Ludwig Karl Grimm, o mais velho, nasceu em Hanau, no ano de 1785 e faleceu em Berlim, em 1863. Seu irmão, Wilhelm Grimm, nasceu na mesma cidade alemã, em 1786. Faleceu também em Berlim, no ano de 1859.

Nas suas viagens, os irmãos Grimm percorriam os mais distantes lugarejos da Alemanha e recolhiam junto às pessoas

Jacob e Wilhelm Grimm

Jacob e Wilhelm Grimm

rudes do campo as velhas histórias que se mantinham ainda vivas através da tradição oral. A partir de 1812, publicaram suas Histórias da Criança e do Lar, uma reunião dos numerosos textos compilados dos antigos. Com a publicação de seus contos, tornaram-se conhecidos na Europa e no mundo inteiro. Seu trabalho de pesquisa durou cerca de treze anos, tempo em que, incansavelmente, tornaram-se ouvintes de centenas de histórias.

O grandioso trabalho de compilação dos irmãos Grimm nos rendeu histórias famosas, tais como:

A Gata Borralheira (Cinderela)

Chapeuzinho Vermelho

A Bela Adormecida

Branca de Neve

Os Músicos de Bremem

A raposa e o gato

O Lobo e os Cabritos

O Pequeno Polegar

e inúmeros outros contos que têm povoado e alimentado a imaginação de milhares de pessoas ao longo das gerações.

Significado simbólico

Os contos dos Grimm representam, por excelência, a essência dos contos-de-fada, com seu caráter didático-simbólico, uma vez que foram recolhidos diretamente de sua fonte mais pura: a tradição oral. E se soubermos ler nas entrelinhas, poderemos colher de cada uma dessas pérolas, preciosos ensinamentos de caráter superior, além da ludicidade natural das histórias infantis. Como já dissemos acima, o cenário onde se desenrola o drama cósmico retratado pelos contos-de-fada é a própria alma humana e cada um dos personagens representa uma parcela dessa alma.

Como disse Horácio, em suas “Sátiras”de te fabula narratur.

Vejamos, a título de exemplo, o mais famoso dos contos dos Grimm, Branca de Neve.

Branca de Neve, na versão de Walt Disney

Branca de Neve, na versão de Walt Disney

Branca de Neve representa a alma humana, pura, doce, sempre retratada como possuidora de uma beleza ímpar. Ela perde os pais e é transformada em criada, o que traduz, de início, uma carência, uma falta. Ela terá que vencer o lado negro dela mesma (a Bruxa malvada, sua madrasta, pois, acreditem, todos nós temos o nosso lado “sombra”) , a fim de celebrar o casamento sagrado com o Príncipe, representativo do Princípio Divino. Diga-se de passagem, a palavra “príncipe” deriva diretamente de “Princípio”. O Príncipe, portanto, é aquele que encarna os Princípios divinos, sagrados, os conceitos “principiais”, como os chamava Guènon.

Para alcançar esse objetivo, Branca de Neve irá valer-se da ajuda dos sete anões, representativos das diversas forças da psique e associados aos planetas da Astrologia.

Assim auxiliada, Branca de Neve terá que passar por três provas, simbolizadas pelas tentativas de assassinato que lhe impetra a malvada madrasta.

Na primeira dessas provas, associada ao domínio das emoções, a Bruxa, disfarçada de vendedora, amarra-lhe um cordão à cintura e por pouco a Princesa não morre asfixiada.

Na segunda, associada ao desenvolvimento mental, a Bruxa, novamente disfarçada, põe-lhe nos cabelos um pente envenenado. Desmaia e teria morrido se os anões não a acudissem, retirando o pente.

Na terceira prova, associada à oralidade e ao discurso (e, por tabela, também à sexualidade), a Bruxa oferece a Branca de

Os sete anões: gênios planetários

Os sete anões: gênios planetários

Neve a famosa maçã envenenada e dessa vez, a Princesa não tem escapatória. Cai num sono letárgico, representativo da inconsciência humana diante das coisas do Sagrado. Mas, algum tempo mais tarde, o Príncipe a encontra e resolve levá-la, mesmo “morta” ao seu palácio. E durante o transporte, como que por milagre, ela expele o pedaço de maçã envenenada, despertando e recuperando a lucidez.

Casa-se com o Príncipe e todos são felizes para sempre.

Esse enredo de proporções cósmicas relata o macro-drama da existência humana: a busca incessante da nossa alma pelo Sagrado e todas as provações que precisamos vivenciar para alcançar esse objetivo. O cenário no qual se desenrola esse drama é o micro-cosmos humano (o homem em seu processo evolutivo), que nada mais é do que reflexo e refletor do macro-cosmos (o Universo).

De te fabula narratur. A história é sobre você.

Com vimos, o conto-de-fadas representa uma narrativa mágica, que nos remete a uma sabedoria maior, antiga, advinda de uma memória ancestral, ou, poderíamos dizer, uma sobrememória, porque essa memória imanente forma o resíduo incompreendido de uma Sabedoria antiga e superior.

O conto-de-fadas é, portanto, o sobrenatural em seu estado mais puro.

Não entenda, porém, a palavra “sobrenatural” como sinônimo de fenômenos inexplicáveis, fantasmagóricos, parapsicológicos ou coisas do gênero. Neste texto, utilizamos essa palavra para descrever a dimensão ou dimensões mais elevadas da realidade transcendente, metafísica, algo que, por não estar presente de forma visível em nosso dia-a-dia, consideramos “não natural” ou “além do natural”.

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Agora, um desafio para os que gostam de Astrologia.

Se os anões representam gênios planetários, o seja, representam as forças da alma, associadas aos planetas, então cada um deles deverá ser associado a um dos planetas da Astrologia clássica.

Então, a que planeta cada anão deverá ser associado?

Hora de puxar pela memória, trazer de volta as emoções da infância e  fazer associações.

Aguardamos respostas!!!

Mercúrio em trígono com Urano

O trígono entre Mercúrio e Urano é uma poderosa configuração celeste que nos estimula a mudanças radicais, de forma equilibrada.

 Há uma interessante historinha, na verdade uma metáfora de algumas das mais lamentáveis condições humanas: o apego e a inflexibilidade.

Vale a pena conhecer.

Um grupo de cientistas coloca em uma jaula cinco gorilas, da espécie mais inteligente. Após alguns dias de interação e sociabilização, a rotina do grupo é alterada por um novo evento: os cientistas penduram, no teto da jaula, fora do alcance de seus habitantes, um grande e perfumado cacho de bananas. Por mais que pulassem, os símios não alcançavam as frutas.

Depois, exatamente abaixo do apetitoso cacho, é colocada uma escada, de forma a permitir alcançar as bananas.

GorilaAnimados por essa possibilidade, os gorilas tentam subir a escada. Porém, a cada vez que um dos macacos tentava alcançar as bananas, os cientistas aplicavam uma ducha de água gelada nos outros macacos.

Criou-se um impasse entre o grupo: todos os macacos desejavam as bananas, mas, com medo da gélida ducha, ninguém se atrevia a subir a escada. E cada vez que um deles tentava, os demais se reuniam e lhe aplicavam uma surra.

E assim, surra após surra, uma norma de procedimento se instaurou entre os habitantes daquele microcosmos: nenhum dos gorilas tentava mais apanhar as bananas, por maior que fosse a necessidade ou o desejo.

Num dado momento, um dos gorilas é retirado da jaula e em seu lugar um novato é introduzido. Claro que a primeira providência deste incauto foi de tentar pegar as apetitosas bananas. E deve ter ficado muito surpreso com a violenta sova que recebeu dos demais companheiros.

Mas a linguagem da violência é eloqüente: mesmo sem entender o porquê, o novato logo se adapta à regra do grupo.

Em seguida, um segundo gorila é substituído por um novato. E o processo se repete: tentativa de pegar as bananas e surra. Nova tentativa, nova surra. E a acomodação à regra.

Um a um, todos os gorilas do grupo original vão sendo substituídos por novatos, até que, no final, temos uma nova geração de habitantes, que nunca tomou uma ducha gelada. Mas, mesmo assim, eles continuam repetindo o padrão que aprenderam: qualquer tentativa de pegar as bananas era punida com uma bela surra.

Evidentemente, aqueles macacos não poderiam falar. Mas se pudessem e lhe perguntássemos por que agem assim, provavelmente responderiam: “Não sabemos. Mas sempre foi assim!”

Em nossa vida, muitas vezes nos comportamos como os macacos da história. Apegamo-nos de tal forma aos nossos hábitos, sentimentos, pensamentos, idéias, conceitos, que nunca lembramos de parar para refletir sobre a validade de tudo isso ou para uma análise crítica de nosso comportamento.

Esse apego e inflexibilidade se espalham pelas diversas áreas de nossa vida: o trabalho, os relacionamentos afetivos, as amizades, os estudos, etc… Somos Robotizadosseres padronizados e padronizantes, seguimos roteiros que estabelecemos (ou que permitimos estabelecerem para nós, como os gorilas da história) e ficamos irritados quando encontramos pessoas que não querem seguir os mesmos padrões ou, o que é muito pior, quando encontramos pessoas que querem modificar nossos padrões.

Por isso, são sempre considerados loucos aqueles que tentam mudar algo. Ou são tachados de subversivos, revolucionários ou algo parecido. Porque são pessoas que trazem a possibilidade (desconfortável) da mudança.

A configuração que se mostra no céu, com Mercúrio fazendo trígono (ângulo de 120º) com Urano, é um poderoso convite que nos faz o cosmos a uma reflexão sobre os nossos padrões e a melhor maneira de quebrá-los.

Comece por você.

Depois, procure estender essa ação aos grupos a que você pertence. Não tenhaWilliams e Adams medo de ser chamado de louco. Talvez você seja mesmo e deve se orgulhar disso. E aproveite a força que Mercúrio estará lhe dando: o discurso bem concatenado será a mais poderosa arma para quem quer romper com o que está estabelecido. A sua palavra terá força para chutar os baldes da mesmice.

Aproveite, portanto, o momento, sobretudo porque o evento acontece com Urano em Áries, o signo do impulso e da ação.

DPatch Adamsica cinematográfica: Patch Adams, O Amor é Contagioso (Patch Adams, USA, 1998, dirigido por Tom Shadyac e estrelado por Robin Williams), onde você vai conhecer a história verdadeira de Hunter Doherty Adams, um médico (bem louco!) que ousou fugir do normal e quebrar padrões. E com isso construiu e cultivou a possibilidade de um mundo melhor.

Sol, Júpiter, Marte, Vênus e Plutão formam a ponta do diamante

Os planetas acima se posicionam de maneira a formar essa rara configuração planetária, indicando a possibilidade de     aprendizados ou decisões difíceis.

 Muitas das técnicas de interpretação astrológica se baseiam nas figuras geométricas formadas pelos aspectos (ângulos) entre os planetas. Ao analisar essas figuras, devemos, portanto, levar em conta, entre outras coisas, as cores desses aspectos. Dessa maneira, os aspectos facilitadores (trígono e sêxtil), normalmente grafados em azul, significam facilidades e talentos, enquanto os aspectos desafiadores (quadratura e oposição), normalmente grafados em vermelho, indicam obstáculos a serem vencidos, assim como a energia necessária para os impulsos às nossas conquistas. Já os aspectos de ajuste (semi-sêxtil e quincúncio), normalmente grafados em verde, representam aprendizados e/ou necessidade de ajustar algo, para que os potenciais possam aflorar.

Portanto, num mapa astrológico pessoal (falando de maneira superficial, é claro), uma figura geométrica inteiramente azul traduz uma ampla fluência de talentos; já uma figura totalmente vermelha pode significar uma grande energia, ao lado de uma boa dose de desafios; e uma figura formada apenas por linhas verdes indica algo a ser aprendido ou ajustado.

As figuras mais fascinantes e mais cheias de significados são as mistas (aquelas formadas por linhas de mais de uma cor), pois podem significar marcantes oportunidades de crescimento e aprendizado.

Neste dia 02, o Sol, em Sagitário, se coloca em oposição (ângulo de 180º) a Júpiter, em Gêmeos; por outro lado, o par Plutão-Marte, em Capricórnio, se Pontacoloca em sêxtil (ângulo de 60º) a Vênus, em Escorpião. Essas linhas se cruzam, formando uma figura angulosa e aguda, com a ponta no planeta Júpiter, aos onze graus de Gêmeos, chamada por muitos de “ponta de diamante”.

Essa figura é significadora de crises e oportunidades de mudança, ainda que de modo não muito fácil.

Ficou mundialmente famosa uma pesquisa realizada pela Dra. Elizabeth Kübler-Ross, médica psiquiatra que trabalhou com doentes terminais. Segundo a Dra. Kübler-Ross, existem cinco estágios pelos quais os pacientes terminais passam, antes de aceitar a morte iminente. Primeiro, o estágio da

Doutora Elizabeth Kübler-Ross

Doutora Elizabeth Kübler-Ross

negação. O paciente não aceita a idéia e nega a possibilidade, mesmo diante de evidências. O segundo estágio é o da cólera: o paciente esbraveja e grita contra o destino ou contra Deus. Fica realmente zangado porque sua vida está chegando ao fim. O terceiro estágio é o da barganha: o paciente começa a oferecer um novo tipo de comportamento (um nova dieta, um novo modo de lidar com as pessoas, uma nova chance à religião) em troca de um prolongamento de sua vida. O quarto estágio é o da depressão: a tristeza que se instala diante do inevitável. E finalmente, vem o estágio final da aceitação: consciente dos fatos, o paciente reconcilia-se com a vida e com a morte iminente e pode usufruir de seus últimos instantes em paz.

Em Astrologia, normalmente não estudamos a morte física, por considerar que ela está fora do alcance de nosso livre-arbítrio. Mas entendemos que as mesmas fases da morte detectadas por Kübler-Ross podem ser encontradas nos processos de mudança pelos quais passamos, ao longo de nossas vidas. Investimos muito de nosso tempo e energia para evitar a dor e a crise. A maior parte de nós abomina a idéia de perder ou de se desligar de qualquer coisa à qual estejamos ligados, mesmo aquelas coisas que sabemos prejudiciais, mas que, pela força do hábito, mantemos.

Nutrimos e alimentamos um medo especial por perder aquelas coisas que representam o nosso senso de identidade: relacionamentos, empregos, salários, ideais, conceitos religiosos, etc.

E muitas vezes, diante da mudança inevitável (= morte do ego), reagimos A Roda da Vidaexatamente como os pacientes terminais estudados pela Dra. Kübler-Ross: primeiro, negamos que algo tão característico de nossa ego-identidade esteja prestes a desmoronar; depois, esbravejamos a nossa cólera contra tudo e contra todos; em seguida, tentamos barganhar (tarde demais!) a sobrevivência dessa nossa parte tão desgastada de nossa composição psíquica: “vou passar a me comportar assim ou assado”, “vou me emendar e mostrar serviço”; depois, ficamos profundamente deprimidos pela inexorabilidade da mudança; e finalmente, aceitamos a mudança e somente a partir daí, podemos agir para criar o destino que desejamos e merecemos.

A ponta de diamante, formada nos céus nesse dia 02 de Dezembro, é um poderoso indicativo de que o Cosmos nos dá a chance de compreender a mudança e seus porquês, seja pela consciência, seja pela dor. Não necessariamente o desenvolvimento se dá pela dor. Isso só acontece quando teimamos em não tomar consciência da necessidade de mudança. Daí surge a crise e a dor que faz aprender.

Se você já tem o seu mapa astrológico, observe a figura formada pelo retângulo e veja que casa do seu mapa é tocada pela ponta do diamante (os onze graus de Gêmeos, onde está Júpiter) e assim você terá uma indicação da área da vida onde você pode vir a passar por testes de vida que lhe trarão consciência e aprendizado.

Dica literária: “A Roda da Vida” ou “Sobre a Morte e o Morrer”, da Dra. Kübler-Ross. Esse ou qualquer outro dos títulos de sua autoria farão você ter uma perspectiva diferente sobre a vida e a morte.

Julia Roberts e Susan Sarandon, no portfólio de "Lado a Lado"

Julia Roberts e Susan Sarandon, no portfólio de “Lado a Lado”

Dica cinematográfica: Lado a Lado (Stepmom, USA, 1998, dirigido por Chris Columbus), onde você vai ver um super elenco (Julia Roberts, Susan Sarandon e Ed Harris) encenar uma luta pela vida diante da inevitabilidade da morte e a busca da adaptação para as novas realidades impostas pelas mudanças (=pequenas mortes) que a vida traz.

Ah, prepare um lenço… Você pode chorar um pouco, ao ver que a história é sobre você.