Arquivo mensal: abril 2013

Marte em oposição a Saturno

No próximo dia Primeiro de Maio, esses dois planetas se colocam em posição de conflito, indicando a necessidade de equilibrar força e disciplina.

Sabe qual a grande qualidade de um piloto de corridas? É a capacidade de utilizar, de forma coordenada e eficiente, o pedal do freio e do acelerador; ou seja, acelerar (Marte) demais pode ser causa de acidentes. Por outro lado, frear (Saturno) inadequadamente pode fazer o carro capotar. Mas acelerar na hora certa, reduzir a velocidade no momento exato, brecar quando for necessário, para disparar logo em seguida, isso sim, pode ser a diferença entre a derrota e a vitória.

F1Portanto, se você pretende chegar bem à reta final e subir ao podium (seja qual for a pista que você estiver trilhando), deve estar atento: verifique se você não está acelerando com o freio de mão acionado (sim, pois muitas vezes, sem perceber, nós mesmos vamos obstaculizando o andamento de nossos projetos). É bom verificar, também, se você não está acelerando demais logo na primeira volta e, com isso, gastando excessivamente o combustível (muitas vezes, também sem o perceber, imprimimos excessivas energias ao projeto, sobrecarregando-o e, mais à frente, quando se faz necessária uma nova injeção, não temos como aplica-la).

A oposição entre Marte e Saturno, é um indicativo da necessidade de se equilibrarem, em nosso interior, as nossas capacidades combativas com uma disciplina que nos permita vivenciar mais e melhor as aventuras que quisermos viver. Lembre-se de que ao lado do poderio bélico de um exército está a disciplina de seus soldados; Por trás de uma linha de ataque que marca muitos gols, no futebol, está um sistema tático estruturado e bem ordenado; e assim por diante.

O momento é de crise: você pode ter que enfrentar conflitos (internos e externos) que testem sua capacidade de combate e sua paciência. Procure manter a calma, pois os pavios estarão bastante curtos, nos próximos dias.

Já dizia o sábio Sun Tzu, autor de A Arte da Guerra, que a coragem e a força são atributos da juventude, enquanto que a prudência e a disciplina são frutos da maturidade. Bem, você não tem que ser necessariamente jovem (em termos cronológicos, bem entendido, pois o que define a idade não são os anos) para se sentir forte e impetuoso; nem tem que esperar chegar à velhice para ser prudente e sábio. O ideal é que você encontre o ponto de equilíbrio que lhe permita otimizar e maximizar os seus potenciais.

E siga, com eficácia, inteligência e estratégia, os seus objetivos!

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela oposição Marte-Saturno, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Ciclo Sinódico ConjunçãoComo já comentamos em outros artigos, neste blog, o ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, Ciclo Sinódico Quadratura Crescentepara que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua (em Astrologia, Sol e Lua são considerados planetas, pois são, igualmente, “planos” da alma). Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram aproximadamente dois anos ou dois anos e meio como é o caso deste ciclo Marte-Saturno.

Ciclo Sinódico OposiçãoQuando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Saturno fizeram uma conjunção foi em Agosto de 2012. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Marte e Saturno fizeram uma quadratura crescente em Janeiro de 2013. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passou, durante esse momento?

A oposição Marte-Saturno ocorre agora, em Maio de 2013. Neste momento acontece o apogeu do ciclo. Fique atento aos frutos que surgirão, para serem colhidos. Bons ou maus frutos, dependendo da semeadura que você escolheu fazer.

A quadratura minguante entre Marte e Saturno ocorrerá em Setembro de 2013. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a próxima conjunção ocorrerá apenas em Agosto de 2014, encerrando o ciclo iniciado em Agosto de 2012 e começando outro.

Observe que entre a quadratura minguante e a nova conjunção há um espaço de quase um ano. Isso acontece por conta Ciclo Sinódico Quadratura Minguantedo movimento retrógrado dos planetas (que em dados momentos andam para trás, visualmente falando). Isso quer dizer que o processo de conclusão desse ciclo pode ser lento e arrastado. Muitas vezes as coisas demoram para acabar, não é mesmo?

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

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Eclipse Lunar em 25 de Abril de 2013!!!

Neste dia 25 de Abril, os felizardos que tiverem a chance de olhar para o céu, após o entardecer, poderão assistir a um dos mais belos espetáculos que o Céu pode nos oferecer:
um eclipse lunar penumbral!

Diante desse fenômeno, as grandes questões que se propõem são as seguintes: qual o significado de um eclipse e como se verificam os seus efeitos em nossa vida cotidiana?

A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa, em uma tradução livre, desmaio. Do ponto de vista astronômico, um eclipse ocorre quando a luz de um astro é ocultada por outro ou pela sombra de outro. No caso presente, a Lua será ocultada, pois ficará, no momento da Lua Cheia, dentro do cone de sombra projetada pela Terra. Ou seja, a Terra, entre o Sol e a Lua, impedirá que a luz solar chegue até a Lua que, sem luz própria, refletindo apenas a luz recebida do Sol, ficará parcialmente apagada.

1_7_2_clip_image004Do ponto de vista astrológico, um eclipse significa um desmaio, uma falência de uma das luzes celestes que compõem a totalidade da psique. Afinal, é isso o que os astros representam: partes da alma.

E já que tudo está relacionado entre si, quando uma dessas luzes se apaga, no céu, apaga-se também a correspondente luz dentro de nós.

Um eclipse, portanto, representa um desmaio que ocorre dentro de nossa psique, um apagão emocional que desencadeia uma espécie de black-out daquela parcela de nossa alma.

Um detalhe: após a escuridão, a luz ressurge, após o desmaio, retorna a consciência. Ao retornar a luz, porém, não somos mais os mesmos. Algo foi reformulado, inapelável e inevitavelmente, pela escuridão do eclipse. Ou seja, o pós-eclipse enseja um renascimento e uma transformação.

O eclipse ocorrerá com a Lua a 5 graus de Escorpião e o Sol a 5 de Touro, o eixo da transformação, eixo em que acontecerá a maioria dos eclipses ao longo deste ano. Se você tem o seu mapa astrológico, poderá avaliar que área da vida (que Casa astrológica) será a mais afetada pelo fenômeno.

Lembramos que a palavra transformar significa, no étimo, ir além da forma. Este eclipse é um convite a uma reflexão acerca daquilo a que precisamos dar forma, em nossa vida; assim como, aquilo que precisamos dissolver, destruir, desconstruir em nossa vida e nossos comportamentos.

Ao ressurgir do black-out, a Lua nos traz a possibilidade de ir além da forma de nossa própria estrutura egóica, a fim de redefinir a nossa identidade, especialmente no que diz respeito aos nossos desejos e nossas paixões.

Como disse Chaplin, aquilo que é mais profundo em teu ser, daí emergem os teus mais verdadeiros desejos; e dos teus mais verdadeiros desejos, daí emerge a tua mais inabalável vontade.

E essa vontade será capaz de construir o nosso destino.

Porém, às vezes é preciso demolir para depois reconstruir. E se não demolimos o que precisa der demolido, o destino se encarrega de ajustar as coisas para nós, mesmo que de maneiras nem sempre suaves.

Nós, seres humanos vivemos ofuscados pelo nosso próprio brilho e exuberância ou pela iridiscência da insana sociedade que construímos. Às vezes, é preciso que um pouco dessa luz se apague para que, na suave penumbra de nossa alma, possamos contemplar a inteireza de nossa essência.

Durante os próximos dias, ainda sob impacto do eclipse, você pode aproveitar a oportunidade para refletir sobre a sua necessidade de transformação. E começar a agir de acordo.

E não tenha medo se alguns demoninhos interiores aproveitarem para dar o ar de sua graça. Pois é, eles existem, sim. São os filhos das nossas próprias sombras internas. Nossos medos, ranços, frustrações, negações… E, quando a luz se apaga, eles criam coragem de aparecer à superfície. Aproveite e olhe-os bem de perto!

Sugiro que você acompanhe o fenômeno, nos céus. Além de ser um belíssimo espetáculo celeste (e inteiramente gratuito,diga-se de passagem), o fato de contemplar, do lado de fora, o apagar da Lua, poderá ajudar a compreender, do lado de dentro, o desmaio de nossa Lua interna.

Dicas para observação

Um eclipse penumbral representa uma diminuição gradativa do brilho da Lua, que apresentará uma imagem “cortada”, faltando um pedaço.

Observe a figura abaixo (fonte: http://www.climatempo.com.br).

eclipse

A tabela abaixo, elaborada pelo Professor Marcos Calil, da Climatempo, indica as possibilidades de visualização.

Evento

Horário de Brasília

Condições de observação no Brasil

P1 – Entrada da Lua na Penumbra

15:03

Não visível no Brasil.

U1 – Início do Eclipse Parcial

16:54

Não visível no Brasil.

M – Máximo do eclipse

17:08

Visível em Fernando de Noronha (Hora Local 18:08) e Recife (Hora Local 17:08), durante o nascer da Lua no horizonte leste.

U4 – Fim do Eclipse Parcial

17:21

Visível no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernanbuco, Alagoas, Sergipe e Espírito Santo durante o nascer da Lua no horizonte leste, além de Fernando de Noronha.

P4 – Saída da Lua na Penumbra

19:11

Visível em quase todo o Brasil, exceto no oeste do Amazonas.

E como não poderia deixar de ser, aqui vai uma dica cinematográfica: Eclipse Mortal (Pitch Black, USA, 2000), dirigido por David N. Twohy e estrelado pelo

Cena de Eclipse Mortal

Cena de Eclipse Mortal

saradão Vin Diesel, aparentemente só mais um assustador e eletrizante thriller de terror e ficção científica, porém riquíssimo em símbolos. Levantando, inclusive, questões significativas sobre religião, ética e justiça.

Mas essa dica é só para quem tiver a coragem necessária para olhar bem de perto a cara de seus demoninhos interiores, que o apagar das luzes às vezes mostra!

Sol e Vênus fazem trígono com Plutão

Intensa triangulação entre esses três planos da alma, no dia 24 de Abril de 2013, indicando a possibilidade de transmutação do amor, em suas mais sublimes formas.

Há um interessante mito, uma das mais belas páginas da mitografia grega, que vale a pena conhecer: a história de Orfeu e Eurídice.

Orfeu diante de Plutão e Perséfone

Orfeu diante de Plutão e Perséfone

O belo Orfeu chamava a atenção pelo seu magnífico talento musical. A suave música da sua lira tocava, com sua plangência poética, o coração de quem quer que a ouvisse. Apaixonado por sua esposa, Orfeu tem, na beleza de Eurídice, a fonte de sua inspiração. O cruel destino, porém, não permitiria que por muito tempo mais perdurasse essa felicidade.

Orfeu se vê vítima da mais terrível tragédia: ao fugir de um importuno pretendente, a desafortunada jovem corria pelos campos quando pisa, em sua desabalada carreira, numa serpente que se ocultava na relva. O traiçoeiro réptil reage imediatamente, picando-a e inoculando-lhe o seu peçonhento veneno.

Eurídice morre, não sem antes murmurar, com seu último alento, o nome do amado.

Inconformado com a perda, Orfeu parte em direção ao Hades, o reino do inferno, região sombria governada por Plutão, para onde iam os mortos, decidido a trazer de volta a sua Eurídice ou morrer tentando.

Ao chegar ao coração do reino das sombras, Orfeu é recebido por Plutão e sua esposa Perséfone, a quem faz o pedido de ter de volta a sua esposa. Imaginando que a sua música poderia falar melhor, Orfeu toma de sua lira e canta a mais terna canção de amor. O dedilhar do amante arranca do instrumento acordes que ressoam por todo o Hades, a ponto de aquecer, por um instante, o sombrio reino. Nem mesmo o impiedoso Plutão deixa de ser tocado pela arrebatadora melodia e concede que Orfeu possa levar de volta ao mundo dos vivos a sua esposa, com uma condição: ela deveria seguir atrás dele, em silêncio, e ele não poderia olhar para trás, sob pena de ser desfeito o trato.

E assim partiu Orfeu, na longa viagem de volta à superfície, seguido pela silenciosa Eurídice. Na iminência de alcançar a saída, Orfeu acaba sucumbindo à desconfiança: com medo de ter sido enganado, olha para trás, apenas para ver Eurídice

Orfeu perde Eurídice

Orfeu perde Eurídice

desaparecer diante de seus olhos.

Desperdiçada a última chance, Orfeu vive infeliz até o fim de seus dias.

Essa história nos traz uma significativa lição: no que diz respeito ao amor e à qualidade das nossas relações, de vez em quando é preciso mergulhar fundo a fim de resgatar a originalidade dos sentimentos, a intensidade do amor e do companheirismo.

Durante esta semana, com a configuração entre Vênus, Sol e Plutão, nós teremos a possibilidade de lançar a luz da compreensão sobre os obscuros meandros das nossas emoções a fim de trazer de volta à superfície, revitalizada, a essência do afeto verdadeiro.

Portanto, aproveite o momento para aquela conversa séria, para aquele recomeço, para dar um fim naquela crise que não tem mais sentido, enfim, para resgatar o romantismo que, afinal de contas, só morre se você permitir.

Mas lembre-se: não cometa o mesmo pecado de Orfeu, ou seja, não olhe para trás. Não fique trazendo as mágoas do passado, os ranços emocionalísticos, os ciúmes egocêntricos, os obstáculos, enfim, que impedem a paz que o amor precisa para florescer. A luz do Sol permitirá dissolver os ranços e mágoas, permitindo um novo começo.

Rupert Everett e Michelle Pfeifer em cena de Sonho de Uma Noite de Verão

Rupert Everett e Michelle Pfeifer em cena de Sonho de Uma Noite de Verão

E, se a conjunção entre Vênus e Sol acontece no signo de Touro, tudo será sempre melhor se houver celebração: risos, alegria e festa serão a mais perfeita marca de momentos que têm tudo para ser sublimes.

Aproveite o astral desse momento e arme situações assim.

E aproveite!

Dica literário-cinematográfica: Sonho de uma noite de verão, de W. Shakespeare. Ou sua versão cinematográfica (A Midsummer Night’s Dream, de Michel Hoffman. USA, 1999. Uma bela adaptação, muito bem dirigida e estrelada). E você terá a chance de entender (ou ao menos vislumbrar) os estranhos e muitas vezes cômicos mecanismos do amor.

O Sol entra em Touro

Seguindo a trilha do Zodíaco, eterna estrada construída pelo Criador, o luminoso astro do dia adentra, no próximo dia 19 de abril, o signo de Touro, iniciando um ciclo de efetivação da consciência que, após o impulso inicial de Áries, busca uma Taurusmaior concretude. É como se Áries representasse o ovo primordial, a semente que dará origem a mil florestas, enquanto Touro representará a terra, acolhedora e fértil, que dará guarida àquela semente.

Mitologicamente, o signo de Touro é associado aos mitos de Io e Europa. Io era filha do rio Ínaco e desempenhava as funções de sacerdotisa de Hera, até

Mercúrio liberta Io

Mercúrio liberta Io

que Zeus, deslumbrado por sua beleza, tornou-a sua amante. Para subtrair a jovem aos ciúmes destruidores de sua esposa Hera, o pai dos deuses e dos homens a transformou em belíssima novilha, que a desconfiada Hera, intuindo algo de errado, aprisionou sob a guarda de Argos, um monstro que tinha cem olhos. Libertada por Mercúrio, por ordem de Zeus, a pobre novilha foge por toda a Hélade, perseguida por um moscardo (enorme mosquito) enviado por Hera, que lhe picava os flancos. Apesar disso, não se deteve em seu caminho, correndo incessantemente, até chegar ao Egito, onde recebeu honras divinas.

Europa, filha de Agenor, também desperta as paixões de Zeus que, metamorfoseado em magnífico touro, aproxima-se da jovem que brincava num jardim. Encantada, ela inocentemente acaricia o animal, orna-lhe o Europapescoço com uma guirlanda de flores e resolve montá-lo. Mal o faz, o touro adentra o mar, não obstante os gritos da jovem e a conduz, numa incessante corrida sobre as águas, até a ilha de Creta, onde retoma sua forma divina e a seduz.

Em ambos os mitos, temos a figura do Touro, animal que, nos primórdios da civilização, puxava o arado em incessante trabalho, numa corrida que o levará, sem olhar para os lados, ao objetivo. Esse é o símbolo do trabalho incessante, que não se detém diante de nada.

A estadia do Sol no signo de Touro, que se estenderá até o dia 20 de Maio, quando inicia-se o período geminiano, simboliza uma fase em que devemos nos conscientizar da necessidade de agir determinadamente, se quisermos que a semente de Áries brote e cresça.

Aproveitamos para desejar a todos os taurinos, desde já, uma feliz celebração de aniversário!

Luz Zodiacal: Espetáculo Exclusivo Para os Amantes da Madrugada

Para aqueles que sabem para onde dirigir o olhar, o Céu reserva inúmeras surpresas e incomparáveis espetáculos. Estrelas cadentes, constelações que se desenham em formas as mais belas e surpreendentes, eclipses e ocultações, cometas…

O exercício de observar o Céu e suas maravilhas nos preenche de um sentimento de comunhão e uma infinitude que não encontraremos em qualquer outra atividade.

Pois bem, um dos belos espetáculos que o Céu nos oferece é a Luz Zodiacal.

Trata-se de fenômeno óptico causado por uma finíssima poeira interplanetária,

Luz Zodiacal Fonte: www.astrophoto.com

Luz Zodiacal Fonte: http://www.astrophoto.com

refletindo a luz do Sol. Essa poeira é formada por detritos de cometas e pequenos meteoros, provavelmente originários da própria formação do Sistema Solar.

Nos dias próximos aos Equinócios, podemos observar esse belo fenômeno, que se manifesta como um cone de luz, com uma base na linha do horizonte leste, pouco antes do amanhecer (no Equinócio de Março) ou do horizonte oeste, pouco depois do anoitecer (no Equinócio de Setembro).

Até o dia 15 deste abril, poderemos observar a Luz Zodiacal.

É fácil!

Olhe para o leste, ou seja, para o nascente, pouco antes do amanhecer. Você deverá ver o lindo cone luminoso da Luz Zodiacal.

Você precisará estar em um lugar sem poluição luminosa, ou seja, longe das luzes das cidades. E certifique-se de que o horizonte leste não esteja contaminado por luzes de cidades distantes.

Se você tiver o privilégio de estar em um lugar afastado das luzes urbanas, até o dia 15 de Abril, olhe para o nascente, antes do amanhecer. E banhe sua alma e seu coração com a luz que vem do leste.

E lembre-se: somos feitos do mesmo material de que são feitas as estrelas, dessa mesma poeira brilhante que irradia beleza e transcendência.

 

Sol, Vênus e Marte em conjunção

Tendo como pano de fundo o fogoso signo de Áries, encontram-se hoje dia 07 de Abril, esses três astros, indicando a possibilidade de união entre razão, força e sensibilidade.

 

Há uma interessantíssima passagem da Mitologia Greco-Latina, eterna e inesgotável fonte de sabedoria, que vale a pena conhecer.

Conta-se que a belíssima deusa Vênus, chamada Afrodite pelos gregos, deusa do amor e da beleza, era dada, como não podia deixar de ser, a entregar-se aos jogos da conquista e da sedução. E linda e exuberante como era, não lhe faltavam pretendentes, que ela convertia em amantes, ao seu bel prazer. Mas, dentre todos esses pretendentes, dois se destacavam, pela fama, pela insistência e pela rivalidade que devotavam um ao outro, na disputa pela preferência da magnífica deusa.

O primeiro era Apolo, o deus Sol: belo, garboso, sedutor, poético, voltado às artes e à música.

O segundo era Marte, o deus da guerra: bruto, violento, agressivo, grosseirão, voltado às lutas e à pancadaria.

E qual dos dois ela vai preferir?

Errou quem pensou em Apolo!

Era o violento Marte o preferido da deusa.

Imagem

Vênus e Marte

Surpreendente? Talvez… Mas o fato é que só nos braços da doce Vênus é que o bravo Marte repousava. Dessa “complexio oppositorum” (= união dos opostos), nascem vários filhos, entre eles Phobos (o pavor), Deimos (o espanto) e Éris (a discórdia), que passaram a acompanhar o pai nos campos de batalha.

Aliás, o romance entre Vênus e Marte tem nuances quase hollywoodianos.

Preterido pela amada, Apolo se vinga, delatando o casal adúltero a Hefesto (Vulcano), deus do fogo, esposo de Vênus. Indignado, Hefesto prende os dois numa rede, finíssima, porém indestrutível, expondo-os à humilhação pública, flagrados em pleno adultério.

Lamentável. E imperdoável.

Apolo

Apolo

Vênus retaliará de forma terrível: decreta que Apolo jamais será feliz no amor. E o luminoso deus, ainda que belíssimo em todos os sentidos, será sempre rejeitado por aquelas por quem se apaixona. Ou rejeitará aquelas que o amam.

E assim caminham essas três partes de nossa alma: de um lado Vênus, que retrata o amor e a beleza; do outro, o Sol, que espalha no universo a luz da consciência. E ainda Marte, nosso lado agressivo e combativo. E que, muitas vezes, não se entendem, não se misturam, não se reconhecem. Como se não pudessem nunca andar juntas razão, força e sensibilidade.

A conjunção entre estes três planetas, ocorrendo entre os dezoito e os vinte graus de Áries, signo da renovação e do impulso, traz uma mensagem clara: a possibilidade de resgatar a união entre esses brigões, como se Apolo, Marte e Vênus resolvessem fazer as pazes, oferecendo-nos a junção de suas forças, para ajudar-nos no processo de crescimento interior.

A propósito, o quarto fruto da união entre Marte e Vênus é a doce Harmonia, símbolo do equilíbrio, síntese da virilidade combativa do pai e da fertilidade e beleza da mãe.

Durante os próximos dias, poderemos testemunhar pessoas se valorizando mais, desenvolvendo sua auto-estima, mas ao mesmo tempo valorizando o outro, cultivando mais as relações saudáveis, maduras, estimulantes.

Aproveite, portanto, o momento, para efetuar a transformação que você quer em você e em sua vida afetiva. O Cosmos resolveu dar uma mãozinha.