Arquivo mensal: junho 2013

Júpiter entra no signo de Câncer

Continuando o seu caminho pelo círculo zodiacal, o planeta Júpiter adentra o signo de Câncer, inaugurando um ciclo de ampliação do sentimento, da emoção e da poética.

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, pode ser considerado, do ponto de vista astronômico, um astro gigantesco. Possui mais de vinte satélites, incluindo Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar. Além disso, Júpiter é o único corpo celeste do sistema, além do Sol, a emitir radiações, o que faz dele uma proto-estrela.

Júpiter

Júpiter

Todos esses fatores, associados à sua simbologia mitológica, fazem de Júpiter o grande amplificador astrológico: regendo as forças de expansão, Júpiter amplifica, expande, tudo o que toca. Segundo a Mitologia Grega, Júpiter é associado a Zeus, o incontestável soberano de todos os deuses e homens, o senhor absoluto e o mais poderoso de todos os imortais. Representa a ordem final do Universo, após o Caos inicial e as sucessivas lutas pelo poder.

O planeta Júpiter tem um período de revolução de aproximadamente 12 anos, ou seja, esse é o tempo que ele leva para dar um giro completo ao redor do Zodíaco.

A cada 12 anos, portanto, Júpiter passa por todo o Zodíaco, amplificando e expandindo os significados do signo por onde estiver transitando. Durante aproximadamente um ano, que é o tempo que ele fica em cada signo, as regências e assuntos relacionados àquele signo são ampliados e realçados, dando ao mundo um colorido particularmente marcado pelos matizes daquela constelação zodiacal.

CâncerAo longo dos próximos doze meses, tempo de duração da sua estada em Câncer, signo da memória, das emoções, dos sentimentos, Júpiter traz uma expansão desses fatores, em todos os níveis. Então é de se esperar que aflorem de forma mais evidente sentimentos como medo, insegurança, alegria, raiva, otimismo, saudades, mágoa, prazer, etc… Mas como Júpiter está também associado à Sabedoria, precisamos ficar atentos para saber o que faremos com toda essa informação emocional, como processá-la, identificar suas origens e usá-las como fonte de autodescoberta.

Poética do sentir no tempo

Também a poética, significativo atributo do signo de Câncer, estará em alta.

Há um poeta argentino chamado Juan Gelman, Lua e Plutão no signo de Câncer, que uma vez se perguntou: “Onde estão os meus contemporâneos?”

E diz que às vezes encontra homens com cheiro de medo em Paris, Buenos Aires ou qualquer outro lugar e sente que

Juan Gelman

Juan Gelman

 esses homens não são seus contemporâneos.

Mas existe um chinês que, há milhares de anos, escreveu um poema sobre um pastor de cabras que está longe, muito longe da mulher amada e mesmo assim pode escutar, no meio da noite, no meio da neve, o rumor do pente passando por seus cabelos.

E lendo esse poema remoto, Juan Gelman comprova que sim, que eles, sim: que esse poeta, esse pastor e essa mulher são seus contemporâneos.

Pois é…

A passagem de Júpiter pelo signo de Câncer é um sinal cósmico de nossa aproximação com aquilo que nos emociona, com aquilo que, de alguma forma, identificamos como sendo a nossa origem, com aquilo  que nos enternece. Ainda que distante de nós, ou, como nos ensina o Gelman, separado de nós por milhares de quilômetros ou milhares de anos.

Atenção Cancerianos, Capricornianos, Arianos e Librianos

Detalhe importante.

Se você tem o Sol nos signos de Câncer, Capricórnio, Áries ou Libra, ou seja, se é nativo de algum desses signos, Júpiter realizará, ao longo dos próximos doze meses, um ângulo duro com o seu Sol.

Fique atento, pois isso pode gerar um momento de crise expansiva. Ou seja, tende a criar uma ilusão de superpoder ou de invencibilidade que pode resultar em verdadeiras tragédias. Vá com calma e busque analisar as coisas com objetividade.

Movimentos Sociais e Sentimentos Pátrios

Um último item para a nossa reflexão…

A face estrelada da Mãe Pátria

A face estrelada da Mãe Pátria

Obviamente, o signo de Câncer está associado ao conceito de maternidade. Tanto que o símbolo deste signo é um glifo que, de alguma forma, remete a um útero. Ou seja, o conceito de mãe, de um modo geral, está associado a Câncer. Inclusive o de mãe pátria. Quem sabe os acontecimentos recentes no Brasil, quem sabe o ímpeto de comoção e entusiasmo demonstrado pelos torcedores brasileiros nos estádios, cantando o Hino Nacional Brasileiro à capela, durante a Copa das Confederações, quem sabe os movimentos que venham a acontecer nos próximos doze meses, sob a égide de Júpiter em Câncer, quem sabe tudo isso possa trazer ao povo brasileiro um resgate da identidade pátria e um orgulho de ser rebento dessa Mãe, uma Mãe de face estrelada, que sabe, sobretudo, que um filho seu não foge à luta.

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Superlua ao anoitecer deste Sábado, dia 22 de Junho de 2013!!!

A Lua Cheia acontece às 08h33 do Domingo, dia 23 de Junho de 2013. Às 08h11 acontece o Perigeu, ou seja, o momento em que a Lua se coloca na posição de máxima aproximação da Terra.

Quando esses dois fenômenos (a Lua Cheia e o Perigeu) acontecem tão próximos um do outro (com diferença de apenas alguns minutos, nesse caso), temos um singular aumento do disco lunar, que se torna entre 10% e 14% maior.  O melhor momento para a observação é após o anoitecer do dia 22. Quando o Sol se puser, no horizonte oeste, você verá a Lua nascer, no horizonte leste, um pouco maior do que o habitual.

Não é uma diferença tão grande assim… Na verdade, só uma pessoa mais afeita à observação celeste perceberá com clareza essa diferença. Porém, obviamente esse fenômeno traz significados simbólicos ricos e dignos de atenção.

Superlua ocorrida em Maio 2012. Fonte: www.dailymail.co.uk

Superlua ocorrida em Maio 2012. Fonte: http://www.dailymail.co.uk

Regente do sino de Câncer,  astro mais próximo da Terra, a sedutora Lua, também chamada de “o luminar das noites”, sempre esteve associada à magia , aos encantamentos e à poesia.

Diana, a deusa caçadora (chamada Ártemis pelos gregos), é irmã gêmea de Apolo (o Sol) e associada à Lua. O templo erigido em seu culto, em Éfeso, era considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Ainda criança, recebeu do pai, o poderoso Júpiter (Zeus), a graça de permanecer sempre virgem, intocável e intocada por qualquer deus ou mortal. Diana representa, portanto, o papel da fêmea indevassável, a donzela arisca, inconquistável, formando, juntamente com Palas Athena e Héstia, o grupo das chamadas “virgens brancas” do Olimpo. E aquele que ousasse ir de encontro a essa castidade era severamente punido. Assim foi com Actéon, o caçador (=buscador; simbolicamente, caçador é sempre representativo do homem, em busca do autoconhecimento, da iluminação, do Sagrado, etc.) que, escondido, pôs-se a contemplar encantado a bela Diana, enquanto esta se banhava nas frescas águas de um regato. O olhar da deusa, treinado pelas caçadas, pode perceber a presença do intruso, que sofreu terrível destino : com um gesto, Diana o transforma em cervo e Actéon é despedaçado e devorado pelos seus próprios cães de caça, que não mais o reconheciam.

Com o arco e as flechas recebidos de presente dos temíveis Ciclopes (gigantes de um só olho), Diana corria pelos

Diana (Ártemis)

Diana (Ártemis)

campos, entretendo-se em movimentadas caçadas, sempre acompanhada de sua matilha de cães de caça e de oitenta ninfas, que lhe faziam as vezes de damas de companhia, todas absolutamente castas como sua senhora. Regente da arte da caça, impunha normas rígidas aos caçadores. Por exemplo, a fêmea prenhe não poderia ser abatida. Quem quer que descumprisse tal lei seria rigorosamente punido.

Tendo nascido antes de seu irmão gêmeo Apolo, Diana ajudou sua mãe quando do parto dele. Por isso, era sempre invocada pelas parturientes  gregas quando do nascimento de uma criança. Além disso, Diana era chamada de Paidotróphos, que quer dizer aquela que alimenta a criança. Por tais motivos, as crianças eram suas protegidas, sobretudo as meninas, que, até os oito anos, lhes eram consagradas, sendo chamadas arktoi (= ursinhas; o urso era um animal consagrado a Diana).

Astrologicamente, a Lua representa a parcela mágica da nossa psiquê, que é capaz de se encantar com as imagens internas e externas, capazes de alimentar e educar a nossa criança interior. Com suas quatro fases distintas, dividindo o seu ciclo zodiacal (de vinte e oito dias, o mais rápido dentre todos os astros), a Lua nos convida a refletir acerca da ciclologia da nossa própria vida e de nossas emoções: ora estamos em pleno processo de inspiração e desenvolvimento, como se fôssemos a Lua Crescente; e então ficamos plenos e inflados, como a própria Lua Cheia; depois, tendemos a minguar e murchar, como a Lua Minguante; e em seguida nos sentimos renovados e prontos a iniciar um novo ciclo, como a Lua Nova.

poesia3Retratando a Poesia e, mais até do que isso, a poética dentro de nossas vidas, a Lua, considerada o astro dos namorados, nos fala, através de sua luz suave, de sutileza e encantamento. Enquanto o Sol, com sua luz forte, é símbolo da consciência, da razão, da objetividade, do masculino, a Lua é símbolo do subconsciente, da magia, da subjetividade, do feminino.

Com a ocorrência dessa Superlua, que testemunhamos hoje, estamos sendo convidados pelo Cosmos a sentir a mágica e a poética dentro de nós, que nos animam a mirar o alvo dos sonhos que buscamos realizar, retesando o arco da Poesia para disparar a flecha encantada da Magia, em direção ao Infinito, recuperando nossa capacidade de transformar abóboras em carruagens, sapos em príncipes, pererecas em princesas, resgatando o nosso dom de voar, buscar, sonhar e de se encantar com a realidade, que sempre pode ser bela.

Uma poça d’água no meio da rua pode ser motivo de queixa para os desanimados e insensíveis. Mas, para quem quer lançar o pó de pirlimpimpim, a mesma poça pode ser o espelho encantado que reflete, no chão, o brilho iridiscente das estrelas, no céu.

E se é assim, com poesia terminemos! Afinal de contas, a Poesia é mais verdadeira do que a História. Portanto, quanto mais poético, mais verdadeiro.

E, em se tratando de Lua e consequentemente de Memória (atributo também ligado à Lua), nada melhor do que  o poema abaixo, de autoria do poeta e pensador pernambucano (e canceriano) João Luiz Martins, para estimular, nessa Lua Cheia de Câncer, o resgate da memória imagética dentro de nós.

O Baú de Mim

I

Abro silenciosamente meu baú,

Retiro de lá a fantasia do meu desejo,

E sua fragrância contida faz com que eu comungue

Aquele saudosismo espelhado em mim,

Nos velhos arlequins passados.

II

Do Arlequim tomo-lhe a audácia,

De mim refaço a alquimia do sonho:

Nesta fusão-de-calores, os amores perfazem,

Com (a) exatidão absurda de um sonho,

Todo o seu desabrochar de ilusões…

III

Com meu baú ainda aberto

Absorvo-me no devaneio de existir

Àqueles que sonham em primeiro serem reais

Para os seus eus,  mas que, por pura

Delinqüência consciente e boa,

Deixam-se levar nas águas das quimeras

Que tanto edificam os momentos felizes;

IV

E por mim tomo-me real,

Visto a máscara alegre a denunciar-me

Faço-me de odores de pierrots:

Lanço o meu brilho a vagar

Inda que seja no simples quarto onde,

Estando,

Escuta calado essa magia dos desejos…

V

Entro então no meu baú,

E caibo dentro dessa imensidão de mim que lá está,

E fico e sinto, por longo tempo,

Todo um romper daquilo que me fazia tímido

Para abrir um baú-de-sonho:

A suave impressão de que me perderia para

Poder-me achar,

Como fiz,

Pois estava dentro do baú de mim mesmo.

João Luiz Martins

Fevereiro de 1990

Urano, Plutão e Movimentos Sociais

A quadratura entre Urano e Plutão, astros significadores de transformações,
instiga os movimentos sociais.

Minha filha Laís Hellena, 19 anos, ariana com ascendente em Capricórnio e Urano-Netuno dominante, publica no Facebook uma instigante mensagem (transcrita mais abaixo), recheada de significados revolucionários, bastante simbólica e representativa do momento hoje vivido pela juventude brasileira.

Reflito, penso no meu papel de orientador e ouso enviar-lhe, pelo mesmo canal, a seguinte resposta:

“Filha,

Como sempre, você faz excelente uso da língua portuguesa!
Parece que a tinta e o papel se tornam instrumentos poderosos, em suas mãos.

Há um grande revolucionário, chamado Eduardo Galeano, autor de um dos livros que mudou a minha vida, “As Veias Abertas da América Latina”, que uma vez pichou em um muro, em Montevidéu: ESTAMOS AQUI SENTADOS, VENDO COMO MATAM NOSSOS SONHOS!

Eduardo Galeano

Eduardo Galeano

Bem, chega uma hora em que o ser humano se sente obrigado a agir, por pura indignação. Ou porque não quer admitir a morte de um de seus direitos inalienáveis: o direito de sonhar.

Parecem existir dois tipos de dominação: a dominação visível, que nos proíbe de dizer, de fazer, de ser. E a dominação invisível, que nos convence que a subserviência é um destino e que a impotência é a nossa natureza. Que nos convence que não é possível dizer, que não é possível fazer, não é possível ser.

Talvez tenha sido papel da minha geração, marcada pela conjunção Urano-Plutão em Virgem, lutar, no Brasil, contra o primeiro tipo de dominação. E talvez esteja cabendo à sua geração, carimbada com a conjunção Urano-Netuno em Capricórnio, liderar a luta contra o segundo tipo.

Hoje, no momento em que Urano e Plutão estão em ângulo de tensão extrema, talvez tenha chegado a hora de algo diferente acontecer. E a juventude cumpre bem o seu papel social, avançando em direção de algo que, talvez, nem esteja muito claro, mas com a certeza do que não se quer mais aceitar ou admitir.

E lembre-se, filha, de que a revolução mais importante que a sua geração pode oferecer ao mundo é a REVOLUÇÃO DA ESPERANÇA, ou seja, a capacidade de, estando na rua ou à janela, abrir uma passagem para um mundo onde as coisas façam mais sentido. E essa é uma revolução que se fará no coração de cada um… ou não se fará.

Portanto, não lamente estar à janela, hoje. Ao contrário, celebre que você poderá usar a sua palavra e a sua influência para, nos próximos dias, fazer valer todo esse movimento e que ele tenha efeitos duradouros e transformadores na consciência de todos nós.”

Pois é…

Ângulos duros entre Urano e Plutão são fortes indicativos de movimentos dessa natureza.

A Conjunção Urano-Plutão e os movimentos na década de sessenta

A vez mais recente em que esses dois astros estiveram em ângulo duro foi a conjunção (encontro) ocorrida ao longo da década de sessenta, época eminentemente marcada por conflitos sociais e revolucionários, ao redor de todo o mundo. Movimentos que exigiam reformas e contaram com a maciça participação popular, especialmente dos estudantes. Vide o movimento que ficou conhecido como a Primavera de Praga, na Tchecoslováquia, em 1968, o ano que não terminou; assim como o movimento que redundou na chegada de Salvador Allende ao poder, no Chile. E no Brasil as lutas pela liberdade, após a subida dos militares ao comando do país, no golpe de 1964.

Milan Kundera, Isabel Allende e Fernando Gabeira

Milan Kundera, Isabel Allende e Fernando Gabeira

Lastimável lembrar que todos esses movimentos foram esmagados pelos tanques e baionetas da forças ditatoriais. Vale a pena ler A Insustentável Leveza do Ser, de Millan Kundera, A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende e O Que É Isso, Companheiro?, de Fernando Gabeira. Cada um desses livros conta, de forma romanceada porém fidelíssima e realíssima, as histórias de lutas, torturas e sofrimentos vividos por aqueles que as protagonizaram.

E a geração nascida aí traz essa marca: a maioria das pessoas nascidas entre 1962 e 1970 traz a conjunção entre Urano e Plutão, no signo de Virgem. E foram essas pessoas que estiveram nas ruas, em 1983 e 1984, quando Plutão acabara de entrar em Escorpião, para lutar pelas eleições diretas no Brasil, após vinte longos anos de chumbo.

Hoje, Urano e Plutão estão em quadratura, mais uma ângulo duro, significador de crises transformadoras.

Na verdade, o movimento sinódico entre dois planetas se inicia na conjunção (angulo de zero graus, ou seja, um encontro) e tem reverberações na quadratura  (ângulo de noventa graus). Ou seja, vivemos hoje as reverberações do ciclo iniciado na década de sessenta.

E quando Mercúrio veio ativar a quadratura, a partir do dia 10 de Junho, houve o início de todas essas movimentações.

A Geração Esperança

E quem está à frente do movimento, hoje?

Os filhos da geração de sessenta, a geração nascida entre 1990 e 1996,  marcada pela conjunção Urano-Netuno em Capricórnio, que inspirou o movimento dos caras pintadas.

A geração Z, chamada Geração Malhação, ou Geração Coca-Cola. Mas que eu prefiro chamar de a Geração Esperança.

Diante disso, podemos imaginar que o movimento que vemos hoje no Brasil pode até ter sido iniciado como uma gata_cartaz_protesto_brasil_mexico_reubrincadeira ou liderado por “riquinhos filhinhos de papai” ou “pseudorrevolucionários de classe média” ou ainda por supostas forças políticas ocultas, interessadas em desestabilizar o governo atual. Mas o fato é que encontrou reverberação, sintonia, por entre diversas camadas populares.

Importante notar que a quadratura Plutão-Urano ativa de forma tensa o Sol do mapa da posse de Dilma. Além disso, Plutão está hoje transitando pela Casa XI do mapa astrológico do Brasil, associada, em Astrologia Mundial, ao Congresso. Não é à toa que exatamente o prédio do Congresso Nacional foi o alvo mais marcante dos protestos, em Brasília.

E o caráter uraniano se faz presente de vária formas:

  1. a natureza espontânea e coletiva do movimento, sem líderes;
  2. a natureza tecnológica das origens do movimento, inteiramente estabelecido, convocado e mobilizado pela internet;
  3. a natureza caórdica do movimento, onde cada manifestante trazia seu cartaz, seu grito e sua causa, formatando um verdadeiro caleidoscópio de fragmentos que se uniram em um só mosaico humano de ideias.

Vamos torcer para que todo esse movimento, cujas consequências ainda é cedo para avaliar, possa trazer mais sentido à nossa vida política e mais consciência às nossas ações.

Detalhe: o planeta Mercúrio, que ativou a quadratura Urano-Plutão desde o dia 10 de Junho, já passou do ponto de tensão. Porém, vai retrogradar (andar aparentemente para trás) a partir do dia 26 de Junho. E, por volta do dia 17 de Julho, volta a ficar bem próximo ao ponto de ativação.

Fiquemos atentos.

Abaixo, transcrevo o texto de Laís Hellena que, independente do ufanismo paterno, representa bem a atitude dos nossos jovens da Geração Esperança.

“Hoje, dia 20/06/2013 vejo a minha cidade entrar para a história! Finalme, nte vejo não só recifenses, mas os brasileiros se manifestarem diante da exploração e violência que sofremos TODOS OS DIAS! De forma pacífica estamos protestando S I M, não por 20 centavos, 10 centavos, mas por milhões de reais que deveriam e devem ser investidos na EDUCAÇÃO da população, na SAÚDE pública, na SEGURANÇA de cada cidadão! Trabalhamos, pagamos impostos e mais impostos pra no final das contas nos depararmos com a educação completamente defasada e ineficaz que temos, com a saúde desumana que é exercida e com a falta de condições de trabalho de tantos profissionais nos hospitais

Mobilização no Recife

Mobilização no Recife

públicos. Hospitais estes que deveriam ser destinados a T O D O S nós cidadãos brasileiros, ricos ou pobres. Mesmo com todos os impostos nos depararmos com segurança, ou melhor, INSEGURANÇA, que presenciamos todos os dias ao sair nas ruas, com o transporte caótico que temos, com as ruas terríveis e descuidadas que temos em que um pedestre precisa desviar buracos enormes para andar nas calçadas. Irônico pensar que o sistema eleitoral do Brasil é um dos mais desenvolvidos do mundo e nossa situação social é esta… Além de vergonhoso, é claro!

Hoje eu não vou/fui para a rua por motivos que ultrapassam a minha vontade. Mas a minha real vontade, real desejo era de estar lá na Praça do Derby com tantos de meus colegas, amigos, professores, enfim, recifenses, pernambucanos, brasileiros me fazendo ouvir, me fazendo respeitar e gritando para quem quisesse ouvir (ou não) que eu não aceito mais! Que eu não estou disposta a abrir mão dos meus direitos por copa do mundo nenhuma, por Arena nenhuma, por título de futebol nenhum!
Isso aí gente, hoje eu estou só na janela, mas vou estar na rua SEMPRE!”

Parabéns, filha!!!

Deus abençoe você e todos os seus companheiros, que têm todo o direito de sonhar com um mundo melhor!!!

O Sol entra em Câncer – Solstício de Inverno

Em sua trajetória zodiacal, o luminoso astro do dia adentra o signo de Câncer, dando início a um ciclo de recolhimento e introspecção, de resgate da memória.

A entrada do Sol em Câncer, neste dia 21 de Junho, às 02h04, estabelece o Solstício de Inverno para o Hemisfério Sul, marco inicial da estação invernal, que se estenderá até o Equinócio de Primavera, que ocorrerá em 22 de Setembro, com a entrada do Sol em Libra.

Primeiro signo do elemento água, segundo signo cardinal, Câncer está associado ao ponto cardeal norte, simbolicamente vinculado ao útero e à caverna, ambientes de transmutação alquímica. Em hebraico, a palavra “saphon”, que significa “norte”, possui também a acepção de “oculto”, “nebuloso” e Câncer está também associado à meia-noite, onde há ausência total de luz.

Mitologicamente, esse signo está associado à aventura do herói Hércules, quando teve de enfrentar a Hidra de Lerna, peçonhento monstro de nove cabeças que, se cortadas, faziam brotar duas em lugar de cada uma. Assim são as nossas emoções: se não forem bem resolvidas, sempre voltam com intensidade dobrada! A enorme serpente possuía ainda um hálito mortal que empestava o ambiente, envenenando homens e animais. Ajudado por seu sobrinho Iolau, o herói consegue destruir a fera, em uma batalha cheia de peripécias. Em meio à luta, antevendo a vitória do herói, a cruel Hera, esposa de Júpiter, faz surgir um enorme caranguejo, que aplica violenta pinçada no tornozelo de Hércules.

Apesar da dor, o herói destrói o bicho com uma impiedosa pisada, quebrando-o em mil pedaços. Reconstituído, o caranguejo é colocado no céu por Hera, na constelação de Câncer (Caranguejo). Também a monstruosa Hidra se transforma numa constelação.

A entrada do Sol em Câncer é um convite a um recolhimento, que nos faz olhar para o passado e, através do quebra-cabeças da Memória, reconstituir o conhecimento. Há uma “mordida” que nos desperta, justamente do caranguejo: é a memória, que nos ajuda a resgatar a Sabedoria Primordial.

Durante a estada do Sol no signo de Câncer, somos convidados a uma maior interiorização, como o caranguejo, que sempre vive recolhido à sua carapaça.

Aproveite a fase para recolher-se um pouco, mergulhar em seu útero, para, vencendo as emoções inferiores, transmutar-se num ser cada vez melhor, mais útil ao próximo, mais em comunhão com o Cosmos.

Hércules vivido nas telas por Steeve Reeves

Hércules vivido nas telas por Steeve Reeves

Um detalhe.

Hércules tinha a obrigação de cumprir dez trabalhos e não doze. Acabaram sendo doze no total pelo fato de que dois deles foram anulados, o que obrigou o herói a compensá-los. E um dos que foram anulados foi exatamente esse, da Hidra de Lerna.

E sabe por qual motivo?

Ao perceber que as cabeças da Hidra se duplicavam, quando eram cortadas, Hércules teve a idéia de cauterizar as feridas. E assim fez, usando um enorme tronco em brasa. Acontece que, para isso, contou com a ajuda de seu sobrinho Iolau, o que invalidou o trabalho.

Assim também com nossas emoções: essa é uma fera que você tem que encarar sozinho. Um bom amigo ou mesmo um terapeuta até podem ajudar, ouvir e se solidarizar. Mas é cada um de nós e mais ninguém o responsável por vencer esse nosso monstro interior

O nosso abraço de parabéns a todos os cancerianos, esses seres magníficos que, mais do qualquer outro, sabem viver as suas emoções.

E a todos os nosso amigos e leitores, um Feliz Inverno!!!

Vênus em conflito com Urano e Plutão

O planeta Vênus faz oposição (ângulo de 180 graus) a Plutão e quadratura (ângulo de noventa graus) a Urano, indicando
a possibilidade de crises afetivas.

 

Essa pesada triangulação entre Vêuns, Urano e Plutão é um indicativo de que nuvens escuras trovejam no horizonte do paraíso.  Vênus está  o momento atravessando o signo de Câncer, o que é um poderoso estímulo ao afeto e ao romance (ver post do dia 02 de Junho de 2013). Porém, a posição que Vênus formará, ao longo sesta semana, traduz a possibilidade de crises desagregadoras.

E, mais interessante, a triangulação se torna exata justamente no dia 12 de Junho, o famigerado Dia dos Namorados…

E agora???

Ora, esta é, na verdade, mais uma data sem o menor sentido simbólico, cuja única finalidade é de aumentar as vendas nos shoppings, perfumarias e floriculturas. Até mesmo Santo Antônio, inspirador da data (o Dia dos Namorados, no Brasil é comemorado na véspera de Santo Antônio, o santo casamenteiro), nem sequer é lembrado…

Santo Antônio, o santo casamenteiro

Santo Antônio, o santo casamenteiro

E a TV enche a cabeça dos incautos com imagens de casais sorridentes e sons de canções românticas, incitando todos a visitar o shopping center mais próximo.

Melhor seria que se fizesse uma ampla análise do significado do namoro e da importância desse tipo de relacionamento no processo de maturação da personalidade e da vivência amorosa em si.

É fácil perceber todo o conjunto de fatores que contribuem para a exaltação dessa que se tornou a maior força emocional do Ocidente: o amor romântico. A literatura, o cinema, a música, enfim, muito do que circula ao nosso redor nos repete, incessantemente, que “é impossível ser feliz sozinho”. Tomados por essa febre, saímos em busca de uma suposta “alma gêmea”. E quando acreditamos encontrar essa criatura, descarregamos nela, impiedosamente, todas as nossas expectativas e ansiedades, construindo uma imagem irreal, composta dos nossos próprios desejos e fantasias. Na maior parte das vezes, a “vítima” não consegue corresponder a essa imagem, o que nos frustra e decepciona, fazendo-nos concluir que “o amor é difícil” ou “amar é sofrer”.

Lastimável…

Bem, neste 12 de Junho, a densa triangulação Vênus-Urano-Plutão nos traz importantes oportunidades de reflexão.

São eventos astrológicos que nos convidam a repensar as questões relacionadas às estruturas de nossos relacionamentos e aos significados que atribuímos a eles. Hora, portanto, de se perguntar: sobre que bases repousa a minha relação? O que há de celestial nesse sentimento que me une ao meu parceiro afetivo? De que forma ele pode ser expresso, sinalizando algo para mim e para o mundo?

Essas reflexões talvez ajudem você a chegar mais perto de compreender e encontrar o amor verdadeiro. Afinal, ele existe sim. Mas lembre-se: o amor verdadeiro não é egoísta nem individualista; ele só se realiza à medida em que a felicidade do outro se realiza e à medida em que temos a coragem de abdicar de nossos próprios excessos egóicos a fim de contemplar, na face do outro, a Obra do Criador.

E, claro, tem que ser conquistado todo dia.

Portanto, nesse Dia dos Namorados, celebre o romantismo, leve flores e presentes para seu namorado/namorada, esposa/marido, faça serenatas, juras Namoradosde amor e escreva poemas. A nossa alma ainda precisa se alimentar de toda essa paixão. Mas lembre-se de que essa alegria poderá ser muito maior e duradoura, se você puder olhar o outro com os olhos e o coração despidos de quaisquer emocionalidades mal resolvidas e projeções fantasiosas.

E não tenha medo de encarar as crises e as lágrimas.

E se tiver que enfrentá-las, lembre-se do que dizia Gibran, o grande poeta do Líbano: a pérola é um templo que a beleza constrói em torno da dor.

Se tiver que haver lágrimas, que, depois de secadas, sejam fertilizadoras, propiciando o impulso para uma relação mais integral e mais bem sedimentada.

Um beijo bem especial no coração de todos aqueles que ainda ousam se aventurar no amor, apesar de seus perigos.

E um beijo ainda mais especial, com a devida licença de todos os meus amigos, leitores e correspondentes, no coração da minha namorada, que me ensina com grande maestria o verdadeiro significado celeste do verbo amar.

Nesta noite, o máximo da chuva de meteoros Omega Scorpiids

Espetáculo nos Céus: os Omega Scorpiids atingem seu máximo. Fácil visualização, em torno das 23h30 dos dias
4, 5 e 6 de Junho de 2013

Uma chuva de meteoros acontece quando o planeta Terra passa pelo rastro de algum cometa. Popularmente conhecidos como estrelas cadentes, os meteoros são, na verdade, traços luminosos causados pela rápida passagem de corpúsculos na alta atmosfera do nosso planeta. No momento em que penetram em nossa atmosfera, sofrem os efeitos do atrito e entram em incandescência, proporcionando um belíssimo espetáculo visual, privilégio reservado àqueles que têm por hábito esquadrinhar as regiões celestes.

Ao longo do ano, há vários momentos em que podemos observar esse belo fenômeno celeste.

Nestes dias 4, 5 e 6 de Junho, os Omega Sorpiids atingem seu máximo, chegando a um gradiente de 6 bólidos por hora.

Esses meteoritos são chamados Omega Sorpiids porque o seu radiante (a região do céu de onde parecem se originar) está localizado próximo à estrela Omega na constelação de Scorpius.

O mapa mostra a posição da constelação da constelação de Escorpião, às 23h30, melhor horário para a observação, vista do Nordeste do Brasil.

ScorpiusEm outras regiões, pode haver algumas pequenas variações, mas deve ser suficiente para um referência.

Se você estiver acordado, vale a pena dar uma olhadinha na direção do alto do céu e procurar o Escorpião.

É fácil identificá-lo!

Guie-se pelo mapa ao lado.

Talvez você tenha a sorte de ver algumas desses belíssimos bólidos (como também são chamados os meteoros). E vale até fazer um pedido!

O planeta Vênus entra no signo de Câncer

Em seu contínuo caminhar pelo círculo zodiacal, o planeta Vênus ingressa, neste dia 02 de Junho de 2013, no signo de Câncer, dando início a um ciclo de interiorização em busca do
sentimento e da afetividade.

Assim como a ostra se recolhe e, em seu interior, elabora a pérola de magnífica beleza, assim como a semente lançada ao solo se recolhe ao interior da mãe terra a fim de fazer brotar a futura plantinha, da mesma forma, o ser humano precisa, por vezes, interiorizar-se, recolher-se, a fim de resgatar a dimensão do belo existente dentro de si

CâncerA entrada de Vênus em Câncer indica que é hora de fazer esse mergulho. E isso não quer dizer que você vá se privar do prazer de estar com quem você ama para ficar paparicando-se a si mesmo, narcisicamente, diante do espelho. Contudo, como dizia Emerson, você pode viajar o mundo inteiro à procura do belo, mas só o encontrará se levá-lo dentro de você.

É esse belo que precisamos o tempo todo resgatar e revitalizar. Esse processo de interiorização, proposto pela passagem do planeta Vênus em Câncer, irá nos ajudar a entender melhor duas coisas: primeira, a poética que podemos conferir ao amor, fazendo da relação uma verdadeira fonte de encanto; segunda, a compreensão da nossa capacidade de receber amor. Sim, porque sempre se fala em dar e saber dar amor, mas também é importante saber recebê-lo de forma simples e boa. Saber receber, portanto, é arte. É a capacidade de fazer belo e importante o que se tenha. É a arte de bastar-se com o real em vez de chorar o impossível. E é, sobretudo, saber fazer feliz quem dá o amor, pois este se sentirá capaz de dar muito.

Reflita…

Importante notar que, ao longo da semana, Vênus faz um ângulo altamente favorável e estimulante com Netuno, Vênustrazendo ao momento ainda mais sensibilidade e afetividade. Então, aproveite: um certo clima de gostosa e nostálgica melancolia paira no ar, durante a estada de Vênus em Câncer. Portanto, ponha para fora o seu seresteiro interior, acorde o seu poeta adormecido, resgate o apaixonado estudante que você foi um dia, pois o romance à antiga ainda tem muito o que nos encantar.  

Dica Cinematográfica O filme Só Precisamos de Amor (Den skaldede frisør ou Love Is All You Need, Dinamarca, França, Itália, 2012), da diretora Dinamarquesa Susanne Bier, que se tornou mundialmente conhecida pelo filme Em Um Mundo Melhor (Hævnen, Dinamarca, 2010).

Love-Is-All-You-NeedUma bela produção, com uma fotografia de tirar o fôlego, em que você vai ver esse mesmo clima melancólico ser o terreno fértil para o cultivo do amor, com todo o seu poder de transformação e renovação.

Você vai ver o ator Pierce Brosnan, famoso por interpretar o James Bond, o agente 007, fazer um improvável e acidentado par romântico com a bela atriz Trine Dyrholm e aprender sobre o poder das escolhas calcadas no amor e respeito próprios, associados a uma justa e saudável valorização do outro.