Arquivo mensal: novembro 2013

Triangulação Tensa entre Sol, Júpiter e Netuno


Sol e Netuno, em quadratura (ângulo de noventa graus), posicionam-se em sesquiquadratura (ângulo de cento e trinta e cinco graus) a Júpiter, indicando um momento de necessidade
de revalorização da espiritualidade e da fraternidade.

Na península do Kathiawar, na Índia, manhã cedinho, o sono de um garoto de 12 anos, de casta superior indiana e filho de ministro do príncipe de Rajkot, é interrompido pelo ruído causado pelas rodas de duas carroças sobre o calçamento irregular do pátio externo da esplêndida residência. Curioso, da janela do seu quarto, o jovenzinho observou dois homens, pai e filho igualmente maltrapilhos, despejarem os latões de lixo nas carroças por eles próprios tracionadas.

Minutos após, escovado e limpo, devidamente acomodado para o chá matinal, o garoto indagava da sua mãe sobre os dois catadores de lixo. A reprimenda é severa, posto que ele, segundo a mãe, como filho de ministro de príncipe e de casta superior, não deveria sequer olhar para aqueles dois párias imundos, devendo manter-se à distância daquele tipo de gente.

Gandhi

Gandhi

No dia seguinte, idêntico horário, os latões são descarregados por três pessoas, os mesmos de ontem e mais o jovem filho de ministro do príncipe. Diante do alerta honesto de um dos lixeiros – “afaste-se de nós, somos párias” – a resposta ainda hoje ecoa nos tímpanos dos bem nascidos que possuem consciência social consolidada numa prática transformadora conseqüente: “Eu sei disso. Mas isso não me importa nada“.

O desmaio da mãe ao ver o filho carregando lixo, bem como a surra tamanho família ministrada pelo pai, de nada valeram para aquele menino de nome Mohandas Karamchand Gandhi, consagrado universalmente, décadas mais tarde, como Mahatma Gandhi, o profeta da Índia livre.

“Sem jamais omitir meus balizamentos gandhianos, alertaria fraternalmente todos aqueles que buscam ampliar a dignificação do Ser Humano para uma data que não deveria findar relegada ao baú do esquecimento: 30 de janeiro de 1948. Naquele dia, Gandhi era assassinado. Um dos maiores baluartes da não-violência ativa tombava, três tiros disparados por um sectário que certamente não entendia o significado das suas palavras: ‘O amor é a força mais humilde, e também mais poderosa, que o mundo possui. O mundo está cansado de ódio’ ”.

O trecho acima, extraído de ensaio do escritor, pensador, consultor e (Querido!) professor pernambucano Fernando Antônio Gonçalves, mostra-nos a força marcante e a personalidade do Mahatma, (expressão indiana que significa “a grande alma”).

Continua o professor:

“Ecumênico, universalmente aberto a todos aqueles que buscavam Justiça e Paz, Gandhi era aprofundado nos grandes

Fernando Antônio Gonçalves

Fernando Antônio Gonçalves

livros da Humanidade: a Bíblia, o Alcorão, os Vedas e os filósofos gregos, tornando-se empolgado, conforme suas palavras, com o Novo Testamento, principalmente com o Sermão da Montanha. Sem abdicar dos seus parâmetros religiosos, não titubeou em proclamar certa feita: ‘Cristo é a maior fonte de força espiritual que o homem conheceu. Ele é o exemplo mais nobre de um que deseja dar tudo sem pedir nada. Cristo não pertence somente ao Cristianismo, mas ao mundo inteiro’. ”

Poderíamos continuar tecendo comentários significativos acerca daquele que foi chamado por alguns de “o maior cristão do Séc XX”, mas não é essa a nossa intenção. O que pretendemos, é a utilização de Gandhi como exemplo ilustrativo do evento astrológico sobre o que pretendemos chamar a atenção: a triangulação extremamente tensa entre Sol, Júpiter e Netuno.

Esse evento astrológico nos convida a uma reflexão mais profunda acerca de nossa prática de vida, de nossa ação espiritual e de nossa fé. O mundo será aquilo que nós construirmos com nossos comportamentos, nossas ações e com aquilo em que acreditarmos.

As ações espirituais são de interesse universal porque na natureza intrínseca da totalidade dos seres humanos estão as ânsias de liberdade, igualdade e dignidade, que todos têm o direito de desfrutar e exercitar.

Triangulação Tensa Sol, Júpiter, Netuno

Triangulação Tensa Sol, Júpiter, Netuno 24.11.2013

Numa época em que cada vez mais se fala de espiritualidade, ao mesmo tempo em que menos se pratica, a triangulação Sol-Júpiter-Netuno nos lembra que não basta apenas declarar que todos os seres humanos devem desfrutar de uma mesma dignidade, mas isto deve ser traduzido em ações.

O Cosmos nos lembra que temos a responsabilidade de encontrar caminhos para conseguir uma distribuição mais eqüitativa dos recursos materiais.

E que cada um de nós deve aprender a trabalhar não apenas para si próprio, para sua própria família ou por seu país, mas também em benefício da humanidade inteira.

Há que se refletir, também, nestes tempos de Netuno em Peixes, sobre as diferenças entre a religião e o que consideramos espiritualidade ou prática espiritual. Afinal, muito se tem matado e destruído em nome da religião e pouco se tem agido em nome da espiritualidade.

Nessa complexa reflexão, pedimos ajuda, mais uma vez, ao Professor Fernando, esse pernambucano e cristão gota serena de bom, que sabe falar de coisas sérias de forma leve faz do humor e da alegria uma forma de espiritualidade.

Dele o texto abaixo.

DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE
Fernando Antônio Gonçalves
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e culpa.
A espiritualidade lhe diz “aprenda com com o erro”
A religião reprime tudo, te faz falso…
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto, é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de livros sagrados.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é meditação.
A religião sonha com a glória e o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade nos faz encontrar Deus em nosso interior durante a vida.
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O Sol entra em Sagitário

Continuando o seu inexorável caminhar pelo círculo zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Sagitário,neste dia 22 de Novembro, dando início a um ciclo de busca da transcendência e da expansão consciencial, onde, após o mergulho nos mistérios da transmutação (em Escorpião), a consciência busca vôos mais elevados.

Mitologicamente, o signo de Sagitário, último dos signos do elemento fogo, está associado ao mito do centauro Quíron, o grande sábio e médico, que habitava uma gruta na Tessália. As mais importantes famílias da Grécia enviavam-lhe seus filhos para que os educasse. Assim, os maiores heróis da Mitologia passaram por suas mãos, recebendo ensinamentos em Medicina, Matemáticas, Música, Astrologia, Dança e também nas artes da equitação e caça.

Seu mais famoso discípulo foi o grande Hércules, que se tornou também seu maior amigo.

Um dia, num conflito com os outros centauros, Hércules dispara uma de suas temíveis flechas, envenenadas com o mefítico sangue da Hidra de Lerna, um monstro tão peçonhento que qualquer criatura, ao ser contaminada com seu sangue, morreria instantaneamente. Isso se o ser em questão fosse mortal. Mas, se fosse imortal, seria acometido de uma ferida atroz, incurável, que o acompanharia por toda a eternidade.

Acidentalmente, a flecha resvala e vai se cravar na coxa de Quíron que se torna vítima da mais terrível ferida.

E o grande cirurgião, que a todos curava, não pode curar a si próprio.

O arqueiro dispara a flecha na direção do Infinito!

Quíron abdica de sua imortalidade, para encontrar a paz entre os mortos, no reino de Plutão. Mas, percebendo que aquele não é o lugar para um ser tão divinal, Plutão o reenvia para Zeus, o soberano dos deuses, que resolve catasterizá-lo, ou seja, transformá-lo em constelação, para que os homens sempre tivessem um exemplo, no Céu, de que a eterna sabedoria não morre jamais. E assim surge a constelação de Sagitário, o arqueiro.

O centauro, animal mítico metade homem, metade cavalo, utilizado para representar o signo de Sagitário, simboliza três níveis evolutivos: em primeiro lugar, a bestialidade, representada pelas patas do cavalo; depois, a racionalidade, que vence a animalidade e é representada pela metade humana; e, finalmente, a busca da transcendentalidade, simbolizada pela flecha que o centauro dispara em direção ao Infinito e que está para além da própria razão. A flecha (palavra oriunda do vocábulo frâncico “fliugika” = aquilo que voa”) é o veículo simbólico através do qual a consciência se aparta do indivíduo a fim de unir-se ao seu Alvo, o Céu, em cuja direção viaja, lançada pelo arco certeiro do Centauro.

A entrada do Sol em Sagitário é um convite do Cosmos a que lancemos nossa consciência em direção ao Infinito, buscando o conhecimento que nos permite desapegar-nos das contingências da realidade e transcender aos verdadeiros valores do Sagrado. Mas lembre-se de que a vivência do Sagrado não é necessariamente uma vivência religiosa, pois a religião não detém o monopólio do Sagrado.

Aproveite. Pois há uma dimensão de sua alma que só pode ser preenchida e plenificada através desse sentimento de busca do eterno.

Sol em trígono com Júpiter

Nesta terça-feira, dia 12 de Novembro, o Sol e Júpiter (com uma ajudinha de Saturno) nos trazem excelentes condições celestes para boas decisões.

Uma das mais importantes habilidades para quem quer ser bem sucedido na vida é a capacidade de tomar decisões. Todos os grandes líderes, realizadores e conquistadores eram, antes de tudo, firmes e rápidos em tomar decisões, às vezes em circunstâncias as mais desfavoráveis possíveis.

Decidir bem, rápida e firmemente é, portanto, sinônimo de eficácia.

Se você precisa decidir algo, tenha a certeza de que dispõe de todas as informações necessárias sobre o assunto. Se não as tiver, trate de consegui-las. Mas se você as tiver, então decida! Passar mais de sessenta minutos para tomar qualquer decisão, em qualquer nível, quando você tem todas as informações necessárias para tal, já é um processo de “viagem na maionese” e não de reflexão.

decisãoNa verdade, segundo estudos realizados por pesquisadores do comportamento humano, um número muito pequeno (aproximadamente 5%) da humanidade tem essa habilidade bem desenvolvida (isso talvez explique porque 5% da população mundial concentrem 80% das riquezas produzidas).

Mas, se temos todas as informações necessárias, se sabemos que devemos decidir, por que não decidimos, afinal? O que nos impede de dar esse importante passo?

Certamente, o mais importante fator que atrapalha as nossas decisões é o medo.

O medo nos paralisa, congela nossas capacidades, minimiza nossos talentos.

Temos medo, sobretudo, de quatro possibilidades: o medo do fracasso, o medo do ridículo, o medo da rejeição e (pasme!) o medo do sucesso. Cada decisão nos traz medo, pois nos obriga a dar direção à nossa vida. E nem sempre estamos prontos ou nos julgamos preparados para dirigir a nossa vida. Preferimos muitas vezes não decidir, para não corrermos o risco de sermos responsáveis por fracassar. Podemos suportar facilmente um fracasso causado por terceiros, mas não admitimos um fracasso causado por nossas próprias escolhas.

E assim caminhamos, vagando na sombra morna da letargia que o medo nos impõe. E com isso protegemo-nos dos riscos de fracassar, de sermos rejeitados, de passarmos ridículo e das responsabilidades que o sucesso nos traz. Mas também protegemo-nos da própria essência de viver.

Nesta semana, forma-se nos céus uma configuração que traz importantes significados para nós.

O Sol, já no transmutador signo de Escorpião, toma emprestada a sabedoria de Júpiter e a firmeza de Saturno, para nos oferecer a lucidez necessária para tomarmos as melhores decisões. E nos dá força suficiente para realizá-las.

Portanto, aproveite o momento. Aquelas velhas pendências que estão se acumulando no armário de seu coração, já juntando teias de aranha e traças enquanto esperam por uma decisão sua, podem ser agora encaminhadas com eficácia.

No momento em que se torna exata a configuração, o Sol estará a vinte graus de de Escorpião. Se você já tem o seu mapa astrológico, observe a casa de seu mapa onde estará esse ponto do Zodíaco. Essa pode ser uma boa indicação da área da vida para onde você poderá direcionar suas energias para decidir e mudar os padrões, para melhor.

FordMas, fique atento.

Conscientize-se de que só aprendemos, de verdade, com os erros. Tome as rédeas de seu destino e lembre-se do que dizia Henry Ford, um dos homens mais talentosos do mundo e um grande tomador de decisões: “Devo meu sucesso às minhas boas decisões. Devo minhas boas decisões à minha experiência. E devo a minha experiência às minhas más decisões do passado”.