Arquivo mensal: setembro 2014

O planeta Mercúrio entra no signo de Escorpião

Em seu contínuo caminhar pelo Zodíaco, o planeta Mercúrio adentra o signo de Escorpião,
iniciando um ciclo de mergulho no mistério das coisas.

Monja Reiko 2Por anos e anos, a monja Reiko estudou, sem conseguir chegar à Iluminação. Uma noite, estava ela a carregar um velho pote cheio de água. Enquanto caminhava, ia observando a imagem da lua cheia refletida na água do pote. De repente, as tiras de bambu que seguravam o pote inteiro partiram-se e o pote despedaçou-se. A água escorreu e o reflexo da lua desapareceu… e Reiko iluminou-se.

Ela escreveu estes versos:

De um modo ou de outro, tentei segurar o pote inteiro

Esperando que o frágil bambu nunca se partisse.

De repente, o fundo caiu. Não havia mais água.

Nem mais lua na água. Apenas o vazio em minhas mãos.

E seu significado em minha alma.  

A história zen acima, adaptada do livro “Nem água, nem Lua”, de B.S. Rajneesh, o Osho, ilustra lindamente o significado da passagem de Mercúrio em Escorpião. Cada um de nós carrega, por assim dizer, um pote de água, que reflete a luz da lua. Esse pote é a nossa mente, repleta de pensamentos que tentam a tudo controlar. No entanto, sabemos que há dimensões em nossa vida que não poderemos abarcar com a razão ou o pensamento. A essa dimensão chamamos de mistério, ou seja, algo que não pode ser enquadrado racionalmente e que, antes de ser compreendido ou formulado, deve ser vivenciado e experienciado. Não me refiro a conceitos metafísicos ou transcendentais, mas a coisas que fazem parte da nossa vida cotidiana: o amor, a fé, a paixão, a alegria.

Se tentarmos explicá-los racionalmente, jamais chegaremos a um resultado totalmente satisfatório, pois sempre haverá Signo de Escorpiãopartes desses conceitos que não podem ser alcançadas pela mente. Se nos propusermos, por outro lado, a vivenciá-los em toda a sua intensidade, poderemos sentir o sopro de Deus em nossas ações.

Portanto, desista de compreender e controlar tudo o que acontece ao seu redor, permitindo-se, porém, viver seus significados. Só assim, do mesmo jeito que Reiko só encontrou o que buscava ao ver dissolvida a realidade, bem à sua frente, você poderá assimilar o doce mistério da vida e preparar-se para vôos mais altos.

E, após todo esse simbolismo, uma dica bem prática: durante a estada de Mercúrio em Escorpião, atente para as mensagens interpessoais que podem estar sendo passadas silenciosamente. Uma verdadeira batalha e conflitos de poder podem ser travados sem que uma única palavra seja proferida e sem que os participantes tenham consciência disso.

Cuidado, portanto, com o que você mesmo pode estar comunicando nos níveis não-verbais.

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Um detalhe: Mercúrio entra no signo de Escorpião hoje, 27 de Setembro, às 19h39 (Hora de Brasília). Retrograda (inicia um movimento “para trás”) em 04 de Outubro. E acaba retornando ao signo anterior, Libra, nesse movimento retrógrado, em 10 de Outubro. Reinicia o movimento direto em 25 de Outubro e ingressa definitivamente em Escorpião no dia 08 de Novembro. Portanto, entre os dias 10 de Outubro e 08 de Novembro, Mercúrio entra em uma vibração diferente, mais aberta e voltada ao outro, preparando-nos para o mergulho definitivo nos mistérios escorpiônicos em 08 de Novembro, onde permanece até o dia 27.

Atente a esse período.

E lembre-se: Mercúrio em Escorpião nos diz que há segredos que devem ser desvelados; outros, porém, nasceram para serem ocultados.

Portanto, antes de botar a boca no trombone, lembre-se do que nos diz o Zohar, livro sagrado da Tradição Judaica: o mundo subsiste pelo segredo.

 

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O Sol entra em Libra. Início da Primavera!

O astro do dia, em seu eterno caminho ao longo do Zodíaco, adentra o signo de Libra, dando início à Primavera.

Os quatro signos cardeais, também chamados impulsivos, estão ligados às quatro estações do ano solar. Portanto, a entrada do Sol em cada um desses signos assinala o início de uma estação, estabelecendo um novo ciclo. Assim, ao entrar o Sol em Áries, inicia-se o Outono, para o Hemisfério Sul do planeta; em Câncer, inicia-se o Inverno; em Libra, a Primavera; e em Capricórnio, o Verão.

É importante, talvez, observar os ciclos da Natureza e seus significados. Durante o Outono e o Inverno, a Natureza míngua, contrai-se, aparentemente até morre, pois a folhas caem, muitos animais se entocam e tudo parece árido. Nesse momento, a semente que foi lançada à terra está se nutrindo, desenvolvendo-se, preparando-se para germinar; igualmente, os animais preparam suas futuras ninhadas. Quando chega a Primavera, todo esse potencial desabrocha, germina e a Natureza irá colorir-se das cores da alegria e da luz. As flores se abrem, as plantas se arriscam a emergir da terra em busca do calor do Sol. Chegado o Verão, essa potência desabrochada atinge a plenitude, a maturidade e é chegada, então, a hora da colheita.

Obviamente, para quem mora muito próximo à linha do Equador, as estações do ano não são assim tão bem delineadas. É mais comum que se pense em duas estações: uma chuvosa e outra seca. Entretanto, qualquer um de nós poderá observar toda essa ciclologia, simplesmente prestando atenção aos nossos próprios ciclos internos, pois cada um de nós passa, já que o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) são reflexo um do outro, por essas mesmas quatro etapas, em cada fase, idéia ou projeto que empreender.

A entrada do Sol em Libra, sétimo signo do Zodíaco, do ritmo cardinal e do elemento ar, acontece neste dia 22 de Setembro, precisamente às 23h29, hora de Brasília e marca o início da Primavera, ou seja o Equinócio de Primavera para o Hemisfério Sul, momento cosmicamente convidativo para o desabrochar de nossos projetos, de nossas idéias e de tudo aquilo que pretendemos transformar em realidade. Toda essa fase poderá estar permeada de uma serenidade e uma significativa fantasia que permitirá estabelecer nossos objetivos com equilíbrio e vivenciar a paz e a alegria de viver.

Aproveite, portanto, o momento, lembrando-se de que o desabrochar de sua beleza interna, seus potenciais e sua alegria só tem sentido se for para fora, para o mundo, pois com Libra se inicia o ciclo dos signos voltados para o social, para o que está além do eu individual, ciclo que vai até Peixes. Afinal, não se fala em desabrochar para dentro, não é mesmo?

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores uma Feliz Primavera!

O Baile do Sonho Ao Luar

Um encontro entre pessoas interessadas pelo Céu e pelos significados que ele nos traz.

 

Perto de sessenta pessoas compareceram, na noite da sexta-feira, dia 12 de Setembro, ao Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, à primeira edição do Baile do Sonho ao Luar.

Baile Blog

 

O título do nosso Baile é inspirado no Hino da Cidade do Recife, que, em seu refrão, afirma que o “Recife sonha ao luar”.

E a noite foi de fato inspiradora, quase onírica…

O evento se dividiu em três partes.

Haroldo Baile

Haroldo Barros (Foto by Fábia Siqueira)

Na primeira, chamada “Os Astros e Nós”, desenvolvemos uma discussão orientada acerca do seguinte tema: “Crise: Perigo ou Oportunidade – O significado das fases críticas à luz da Astrologia”

O debate foi intenso. Discutimos sobre os trânsitos dos planetas mais lentos (Urano, Netuno e Plutão) e como podem indicar crises e mudanças de rota em nossa vida, às vezes de maneira drástica.

Discutimos também sobre o medo da mudança: porque reagimos tanto?

Fizemos ainda a análise de alguns eventos astrológicos próximos.

A partir de uma lista tríplice, o grupo escolheu o tema da próxima discussão orientada: “Missão Espiritual: A Casa XII e os mendigos existenciais”, temática a ser debatida na próxima edição do Baile do Sonho ao Luar, no dia 10 de Outubro.

Na segunda parte, chamada “A Face de Urano”, deveríamos fazer um exercício de observação celeste. As condições climáticas, no entanto, impediram o olhar o Céu, de forma que fizemos uma “observação metafórica”, apenas nos mapas projetados do computador.

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Estudo celeste (Foto by Fábia Siqueira)

Obviamente, isso deixou todo o grupo com uma “fome de Céu” danada…

 

Fizemos o encerramento poético com o poema “O Início”, de Carlos pena Filho, lindamente interpretado por Emerson Pontes, educador do Museu.

 

A terceira parte, chamada “Semeando Estrelas”, foi o Baile de Danças Circulares Sagradas, onde todos fomos à Praça D’Armas do Forte, para celebrar a vida e a harmonia do Céu, na Terra, por meio das Danças Circulares Sagradas.

Foi um momento prá lá de mágico!

Iniciamos com uma dança folclórica da Croácia, de celebração da colheita. Depois, dançamos o Halleluya, uma coreografia de Sirlene Barreto, pesquisadora, focalizadora e coreógrafa de Danças Circulares, radicada na Bahia, sobre uma canção folclórica judaica. Foi lindo! O som das palmas dessa coreografia inundou o Forte e gerou um astral fantástico!

A essa altura, pedi aos dançantes que dissessem, em uma palavra, como se sentiam. “Alegre” e “leve” foram as palavras mais repetidas. Mas ouviu-se também “energizado”, “extasiado” e outras.

Em seguida, dançamos uma bem meditativa e introspectiva, coreografada sobre uma linda canção céltica, interpretada por Loreena McKennitt.

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Roda de Danças Circulares (Foto by Fábia Siqueira)

Um Baile no Recife, só pode terminar de duas maneiras: com Frevo ou com ciranda! Assim, lançamos mão da nossa Ciranda, que também é uma dança circular.

Sob a orientação da coreógrafa, bailarina e artista plástica Ana Melo, que nos honrou com a sua presença, dançamos a Ciranda da Rosa Vermelha! No meio da Ciranda, a chuva, que até então tinha se mantido afastada, resolveu participar do Baile e abençoar a todos os dançantes que, por incrível que pareça, não se intimidaram com o banho e continuaram no passo e na emoção da Ciranda.

Terminamos com um grande abraço coletivo, molhados e felizes!

Agradeço a minha esposa Fábia Siqueira, pela ideia de realização do Baile e pelo apoio.

Agradeço a toda a equipe do Museu da Cidade do Recife, pelo apoio e acolhimento, e a Betânia Correia, diretora do Museu, pelo patrocínio.

Agradeço efusivamente a todos os amigos que compareceram ao nosso Baile.

Espero vê-los todos na próxima edição do Baile do Sonho ao Luar, no dia 10 de Outubro de 2014.

Até lá!

Link para vídeo no Youtube (Gravado e editado por Fábia Siqueira):

 

Link para vídeo no Youtube (Gravado e editado pela equipe jornalística do Blog Recife 0800 – http://recife0800.wordpress.com/):

 

Luz Zodiacal: Espetáculo Exclusivo Para os Amantes do Céu

Para aqueles que sabem para onde dirigir o olhar, o Céu reserva inúmeras surpresas e incomparáveis espetáculos. Estrelas cadentes, constelações que se desenham em formas as mais belas e surpreendentes, eclipses e ocultações, cometas…

O exercício de observar o Céu e suas maravilhas nos preenche de um sentimento de comunhão e uma infinitude que não encontraremos em qualquer outra atividade.

Pois bem, um dos belos espetáculos que o Céu nos oferece é a Luz Zodiacal.

Trata-se de fenômeno óptico causado por uma finíssima poeira interplanetária,

Luz Zodiacal Fonte: www.astrophoto.com

Luz Zodiacal Fonte: http://www.astrophoto.com

refletindo a luz do Sol. Essa poeira é formada por detritos de cometas e pequenos meteoros, provavelmente originários da própria formação do Sistema Solar.

Nos dias próximos aos Equinócios, podemos observar esse belo fenômeno, que se manifesta como um cone de luz, com uma base na linha do horizonte leste, pouco antes do amanhecer (no Equinócio de Março) ou do horizonte oeste, pouco depois do anoitecer (no Equinócio de Setembro).

Até o final deste mês de Setembro, poderemos observar a Luz Zodiacal.

É fácil!

Olhe para o oeste, ou seja, para o poente, pouco antes do amanhecer. Você deverá ver o lindo cone luminoso da Luz Zodiacal.

Você precisará estar em um lugar sem poluição luminosa, ou seja, longe das luzes das cidades. E certifique-se de que o horizonte leste não esteja contaminado por luzes de cidades distantes.

Se você tiver o privilégio de estar em um lugar afastado das luzes urbanas, até o dia 30 de Setembro, olhe para o poente, logo após o anoitecer. E banhe sua alma e seu coração com a luz que vem do Céu.

E lembre-se: somos feitos do mesmo material de que são feitas as estrelas, dessa mesma poeira brilhante que irradia beleza e transcendência.