Arquivo mensal: fevereiro 2016

O Sol entra no signo de Peixes

Dando continuidade ao seu eterno caminhar pela roda do Zodíaco, o Sol adentra o signo de Peixes, iniciando uma fase de contemplatividade e busca espiritual.

Terceiro signo do elemento água, do ritmo mutável, o último signo do Zodíaco, Peixes representa o final de um ciclo, o momento em que, ao fim de uma jornada, alcançamos o resultado esperado e quedamos a contemplar a Obra da criação.Pisces

Mitologicamente, o signo de Peixes está associado aos dois delfins que, penalizados com o sofrimento de Netuno, o deus dos mares, ajudaram-no a conquistar a bela Amphritite, filha do titã Oceano. Os dois dedicados animais cruzaram os sete mares, vencendo a fome, os perigos e o cansaço, até conseguirem trazer Amphritite para os braços do amado.

Agradecido pelo sacrifício feito pelos delfins, Netuno houve por bem premiá-los, imortalizando-os nos céus, como um exemplo de doação e altruísmo, transformando-os na constelação de Pisces (os Peixes).

Trata-se de uma bela constelação, de visualização difícil, dividida em duas constelações menores, o Peixe Austral e o Peixe Boreal, unidas por uma estrela chamada Al Rischa, que, em árabe, significa o nó.

PiscesArquetipicamente, Peixes está associado ao Mar, o Grande Mar, berço de toda a Vida, de onde a Vida vem e para onde a Vida retornará.

Como gotinhas no caudal de um rio, vamos trilhando o curso que nos leva a esse Grande Mar. E quando lá chegamos, deixamos de ser gotinhas para, dissolvendo-nos no Oceano, confundirmo-nos com ele.

A entrada do Sol no signo de Peixes, neste dia 19 de Fevereiro de 2016, nos convoca, portanto, para observarmos a Vida e natureza com os olhos do contemplador, a fim de preparar-nos para a grande aventura que se começará quando o Sol entrar em Áries, o Iniciador. E nos convida a uma maior e mais efetiva busca espiritual, lembrando-nos que o eu não é a última instância do real; e que a realidade superficial das coisas é muito menos importante do que a Ordem superior em que ela se baseia.

Importante lembrar que, logo após a sua entrada em Peixes, o Sol faz conjunção com o planeta Netuno, regente do signo de Peixes, num encontro que propiciará multiplicar, em nossa alma, os fatores de percepção ampliada da realidade.

Isso nos traz uma outra possibilidade: a de tomarmos consciência do significado transcendente das coisas que nos cercam.

A esse respeito, conta-se uma linda história sobre uma aventura vivida pelo grande poeta Olavo Bilac.

Conta-se que o dono de um pequeno estabelecimento comercial, amigo do poeta, abordou-o na rua, dizendo:

“Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor conhece muito bem. olavo_bilacSerá que o Senhor poderia ajudar-me a redigir o anúncio?”

Bilac pegou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda”.

Meses depois, o poeta encontra novamente o homem e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

“Desisti dessa ideia”, respondeu o homem. “Depois que li o anúncio que o Senhor redigiu, é que percebi o grande tesouro que tinha”.

Assim como o personagem dessa história, às vezes ficamos apartados de uma visão mais profunda e ampla da realidade que nos cerca. E perdemos muitas oportunidades por isso. Com a conjunção entre o Sol e Netuno, em Peixes, talvez possamos ter mais clareza acerca daquilo que, verdadeiramente, importa. E nos conduzir a mais perto de Deus.

Nossos parabéns e votos de uma feliz celebração de aniversário
a todos os piscianos.

 

Dica cinematográfica

O filme Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna, Itália/Reino Unido, fratello_sole_sorella_luna_1971_vhs-it1972), dirigido por Franco Zefirelli.

Um belo filme, onde você vai conhecer a história de um homem que sabia direitinho o que era mais importante e tinha uma visão claríssima do nosso papel no Universo e do trabalho que devemos realizar em prol de nossos irmãos. E inspirou e continua inspirando milhões de pessoas até hoje.

O nome desse homem: Giovanni di Pietro di Bernardone. Mais conhecido com São Francisco de Assis.

Franco Zefirelli

Franco Zefirelli

Detalhe: o diretor Franco Zefirelli tem, no seu mapa natal astrológico, o planeta Urano no signo de Peixes, recebendo excelentes influxos de Plutão e Júpiter. Talvez por isso tenha sabido usar tão bem uma arte pisciana por natureza (o cinema) para retratar uma personalidade tão lindamente pisciana como a de Francisco.

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Astrologia: Conceitos, Alcances, Limites e Significados

Caros Amigos,

Muitos dos nossos leitores, tanto aqui do blog como de outras paragens, de vez em quando me solicitam informações mais conceituais acerca da milenar Ciência dos Céus.

Bem, eu acabei de publicar um vídeo com essa temática, relacionado ao nosso curso de astrologia Os Argonautas do Infinito.

Nesse vídeo discutimos um pouco a natureza da Astrologia e oferecemos um conceito do que seja essa incrível ciência.

E também os benefícios que podemos usufruir ao conhecer melhor o nosso próprio modelo celeste.

Clique no link abaixo e assista ao vídeo no Youtube:

 

Video Argonautas Imagem I 3

 

Aproveite e deixe lá seu comentário, sugestão ou crítica.

A sua opinião é importantíssima para mim.

Paz, Luz e Prosperidade!

Haroldo Barros

P.S.:

Talvez seja importante, antes mesmo de conceituar a Astrologia, refletir acerca do que NÂO É a Astrologia.

Clique na imagem e descubra.

Haroldo

 

 

 

 

Vênus entra em Aquário

Continuando o seu contínuo caminhar pela roda zodiacal, o planeta Vênus adentra, neste dia 17 de Fevereiro de 2016,  o signo de Aquário, inaugurando um ciclo em que o amor nos
convida a dimensões mais elevadas.

Símbolo do Amor, em todas as suas formas e em seus diversos níveis, o planeta Vênus está associado à deusa grega Aphrodite, filha da semente do Céu com a espuma do Mar.

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

Observe-se, porém, que, apesar de se originar das águas, a lindíssima deusa delas se eleva e é conduzida ao Olimpo, onde haverá de reinar como soberana inconteste (ou quase) da Beleza. Aliás, um dos numerosos epítetos de Vênus (nome latino de Aphrodite), é  Anadiomene, que quer dizer “a que se levanta das águas” ou ainda “a que sai do mar”.  Isso significa que o Amor, por incrível que possa parecer aos incautos, está acima das emoções, simbolizadas pelas águas do mar. Ou seja, o mais nobre dos sentimentos, que, mais até do que isso, é uma lei universal, uma força capaz de “movimentar o Sol e as demais estrelas”, como dizia Dante, não pode (ou não deveria) ser confundido com mera emocionalidade  ou sentimentalismo.  É claro que a emoção pode até ser um combustível ou um estímulo para o Amor, mas, fique claro, ele está muito além.

A passagem de Vênus pelo signo de Aquário,  que se estenderá até o dia 12 de Março, é um convite do Cosmos a que possamos Aquariusresgatar as dimensões mais elevadas do Amor, a sua celestialidade; nós só poderemos saber o que verdadeiramente é o Amor quando pudermos nos tornar permeáveis ao seu significado para (no bom sentido) revolucionar os nossos sentimentos.

E lembremo-nos de que estamos falando do verdadeiro amor, o amor não condicionado, ou seja, liberto de quaisquer fatores condicionantes. É muito comum, por exemplo, que os pais demonstrem seu amor pelo filho quando este segue determinados padrões de comportamento que considerem corretos ou adequados; isso irá condicionar aquela criança com a ideia de que só merecerá o amor dos seus semelhantes quando puder repetir os padrões impostos pelas crenças de outras pessoas, adotando-os para agradar aqueles de quem quer receber esse amor.

Isso é o que chamamos de amor condicionado.

Mas dar o seu amor àqueles que lhe rodeiam, independente de qualquer coisa, não como uma troca por algo que lhe interessa, mas sim por que, verdadeiramente, você

Fiodor Dostoievski

Fiodor Dostoievski

ama, (e principalmente) quando essas pessoas cometem erros, falhas ou atos que você considere apartados de uma verdade ou bom senso, mesmo quando elas agem de encontro à sua vontade, aí sim, existirá o amor liberto de condicionamentos, mais próximo da essência verdadeira da lei divina.

Mesmo por que, como disse Dostoievski, amar alguém significa vê-lo como Deus pretendia que ele fosse.

Dica cinematográfica

O filme Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera (Bom yeoreum Primavera, verão...gaeul gyeoul geurigo bom, Coreia do Sul, 2003), uma bela produção, com linda fotografia, dirigida e estrelada pelo jovem Kim Ki-Duk, onde você vai conhecer a história de um homem que, depois de viver mil experiências e cometer mil erros, descobriu como Deus queria que ele fosse.

Ou pelo menos encontrou o caminho para essa descoberta. E, na indecisão entre o agora e o eterno, redescobriu que o amor é a mais perfeita casa para o repouso do espírito.