Arquivo mensal: maio 2016

Trígono entre Plutão e a Conjunção Júpiter – Cabeça do Dragão

Caros Amigos,

Estamos num momento particularmente marcante, em termos astrológicos.

O trígono entre Plutão e a conjunção Júpiter – Cabeça do dragão atinge seu ponto ápice.

Esse é um momento raro e de extrema significância para nós.

Tem relação com o nosso eterno exercício de reflexão sobre quem somos e o que viemos realizar aqui em nosso simpático planetinha azul.

Você sabe qual a sua missão pessoal? Tem clareza acerca de qual seja o seu propósito?

Para saber o significado desse importante evento, convido vocês a assistirem a um vídeo sobre o tema, clicando na imagem baixo.

 

Capa Artigo Trígono

 

Paz e Luz a todos!

P.S.:

Você quer saber se já cumpriu sua missão?

Há um teste I N F A L Í V E L para descobrir isso.

Clique na imagem, assista ao vídeo e descubra. Ou clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=cU_opbbd_dk&feature=youtu.be

Haroldo

Anúncios

O Sol entra em Gêmeos

Continuando sua caminhada pelo Zodíaco, o Sol adentra o signo de Gêmeos, neste 20 de Maio, dando início a um ciclo de expansão mental e de integração entre as diversas partes que formam um todo.

Castor & Pólux

Castor & Pólux

Mitologicamente, o signo de Gêmeos, primeiro do elemento ar, está associado ao mito de  Castor e Pólux, chamados “os Dióscuros”.

Enamorado da bela Leda, esposa do rei Tíndaro, Zeus (Júpiter), senhor dos homens e dos deuses, metamorfoseia-se em cisne para seduzi-la. Da insólita união nascem, da semente de Zeus (e portanto imortais), Pólux e Helena; e da semente de Tíndaro (e portanto mortais) Castor e Cliptemnestra.

Estranhamente, ainda sendo filhos de pais diferentes, Castor

Leda e o Cisne

Leda e o Cisne

e Pólux eram absolutamente idênticos e cresceram unidos por profundo amor. Foram educados nas artes da guerra pelo centauro Quíron e tornaram-se grandes heróis e valorosos guerreiros.

 

 

Um dia, numa peleja fatal, Castor é mortalmente ferido. Vendo o amado irmão perecer em seus braços, Pólux é tomado de desesperada dor: não pode viver sem o irmão e até pretende dar cabo da própria vida. Porém, imortal que é, sequer isso lhe é permitido. Implora, então, a Júpiter que divida sua imortalidade com Castor, fazendo-o voltar à vida. O soberano dos deuses atende ao pedido e, mais tarde, tocado por tal demonstração de amor fraternal, resolve premiar os irmãos, catasterizando-os, isto é, transformando-os em constelação, no caso, na constelação de Gêmeos, onde permanecerão amorosamente abraçados para sempre, servindo, inclusive, de exemplo para os mortais.

Constelação de Gêmeos

Constelação de Gêmeos

A entrada do Sol em Gêmeos vem assinalar o início de um ciclo onde podemos e devemos promover o abraço entre as coisas que aparentemente são as mais díspares e contrastantes, buscando a inspiração espiritual, divina (representada por Pólux, o imortal) que nos permitirá realizar o material, o concreto (simbolizado por Castor, o mortal), casando o transcendente com o imanente.

E como Gêmeos é o primeiro signo de ar, regido por Mercúrio, pode ser por meio da palavra que se dê esse abraço, essa comunhão entre os opostos. Portanto, cuide para que a sua palavra seja veículo dessa comunhão, nunca de divisão.

Interessante notar que, pouco antes da sua entrada em Gêmeos, o Sol se encontrou com o planeta Vênus, o que indica a possibilidade de um resgate da beleza em nós.

Hora, portanto, de desengavetar o artista dentro de você, colocar para fora o lado criador, o que é capaz de fazer o belo se apresentar, colocando duas colherinhas a mais de açúcar na receita da vida, gerando gentileza, afeto e suavidade.

Essa será a importante arma com que enfrentaremos os grandes desafios que por aí virão.

Como reflexão geminiana, as palavras do filósofo Soren Kierkgaard:

As verdades superficiais têm opostos necessariamente falsos; as verdades profundas têm opostos tão verdadeiros quanto elas

Kierkgaard

Kierkgaard

próprias.

Um abraço de parabéns a todos os geminianos!!!

Vênus em trígono com Plutão

Intensa triangulação entre esses dois planos da alma, indicando a possibilidade de transmutação do amor, em suas mais sublimes formas.

Há um interessante mito, uma das mais belas páginas da mitografia grega, que vale a pena conhecer: a história de Orfeu e Eurídice.

Orfeu diante de Plutão e Perséfone

Orfeu diante de Plutão e Perséfone

O belo Orfeu chamava a atenção pelo seu magnífico talento musical. A suave música da sua lira tocava, com sua plangência poética, o coração de quem quer que a ouvisse. Apaixonado por sua esposa, Orfeu tem, na beleza de Eurídice, a fonte de sua inspiração. O cruel destino, porém, não permitiria que por muito tempo mais perdurasse essa felicidade.

Orfeu se vê vítima da mais terrível tragédia: ao fugir de um importuno pretendente, a desafortunada jovem corria pelos campos quando pisa, em sua desabalada carreira, numa serpente que se ocultava na relva. O traiçoeiro réptil reage imediatamente, picando-a e inoculando-lhe o seu peçonhento veneno.

Eurídice morre, não sem antes murmurar, com seu último alento, o nome do amado.

Inconformado com a perda, Orfeu parte em direção ao Hades, o reino do inferno, região sombria governada por Plutão, para onde iam os mortos, decidido a trazer de volta a sua Eurídice ou morrer tentando.

Ao chegar ao coração do reino das sombras, Orfeu é recebido por Plutão e sua esposa Perséfone, a quem faz o pedido de ter de volta a sua esposa. Imaginando que a sua música poderia falar melhor, Orfeu toma de sua lira e canta a mais terna canção de amor. O dedilhar do amante arranca do instrumento acordes que ressoam por todo o Hades, a ponto de aquecer, por um instante, o sombrio reino. Nem mesmo o impiedoso Plutão deixa de ser tocado pela arrebatadora melodia e concede que Orfeu possa levar de volta ao mundo dos vivos a sua esposa, com uma condição: ela deveria seguir atrás dele, em silêncio, e ele não poderia olhar para trás, sob pena de ser desfeito o trato.

E assim partiu Orfeu, na longa viagem de volta à superfície, seguido pela silenciosa Eurídice. Na iminência de alcançar a saída, Orfeu acaba sucumbindo à desconfiança: com medo de ter sido enganado, olha para trás, apenas para ver Eurídice

Orfeu perde Eurídice

Orfeu perde Eurídice

desaparecer diante de seus olhos.

Desperdiçada a última chance, Orfeu vive infeliz até o fim de seus dias.

Lamentável…

Essa história nos traz uma significativa lição: no que diz respeito ao amor e à qualidade das nossas relações, de vez em quando é preciso mergulhar fundo a fim de resgatar a originalidade dos sentimentos, a intensidade do amor e do companheirismo.

Durante esta semana, com o trígono (ângulo de cento e vinte graus) entre Vênus e Plutão, nós teremos a possibilidade de lançar a luz da compreensão sobre os obscuros meandros das nossas emoções a fim de trazer de volta à superfície, revitalizada, a essência do afeto verdadeiro.

Portanto, aproveite o momento para aquela conversa séria, para aquele recomeço, para dar um fim naquela crise que não tem mais sentido, enfim, para resgatar o romantismo que, afinal de contas, só morre se você permitir.

Mas lembre-se: não cometa o mesmo pecado de Orfeu, ou seja, não olhe para trás. Não fique trazendo as mágoas do passado, os ranços emocionalísticos, os ciúmes egocêntricos, os obstáculos, enfim, que impedem a paz que o amor precisa para florescer. A luz do Sol permitirá dissolver os ranços e mágoas, permitindo um novo começo.

Rupert Everett e Michelle Pfeifer em cena de Sonho de Uma Noite de Verão

Rupert Everett e Michelle Pfeifer em cena de Sonho de Uma Noite de Verão

E, se o trígono entre Vênus e Sol acontece no signo de Touro, tudo será sempre melhor se houver celebração: risos, alegria e festa serão a mais perfeita marca de momentos que têm tudo para ser sublimes.

Aproveite o astral desse momento e arme situações assim.

E aproveite!

Dica literário-cinematográfica: Sonho de uma noite de verão, de W. Shakespeare.

Ou sua versão cinematográfica (A Midsummer Night’s Dream, de Michel Hoffman. USA, 1999.

Uma bela adaptação, muito bem dirigida e estrelada). E você terá a chance de entender (ou ao menos vislumbrar) os estranhos e muitas vezes cômicos mecanismos do amor.

Sol em trígono com Júpiter

Nesta semana, o Sol e Júpiter (com uma ajudinha de Plutão)

nos trazem excelentes condições celestes para boas decisões.

Uma das mais importantes habilidades para quem quer ser bem sucedido na vida é a capacidade de tomar decisões. Todos os grandes líderes, realizadores e conquistadores eram, antes de tudo, firmes e rápidos em tomar decisões, às vezes em circunstâncias as mais desfavoráveis possíveis.

Decidir bem, rápida e firmemente é, portanto, sinônimo de eficácia.

Se você precisa decidir algo, tenha a certeza de que dispõe de todas as informações necessárias sobre o assunto. Se não as tiver, trate de consegui-las. Mas se você as tiver, então decida! Passar mais de sessenta minutos para tomar qualquer decisão, em qualquer nível, quando você tem todas as informações necessárias para tal, já é um processo de “viagem na maionese” e não de reflexão.

decisãoNa verdade, segundo estudos realizados por pesquisadores do comportamento humano, um número muito pequeno (aproximadamente 5%) da humanidade tem essa habilidade bem desenvolvida (isso talvez explique porque 5% da população mundial concentrem 80% das riquezas produzidas).

Mas, se temos todas as informações necessárias, se sabemos que devemos decidir, por que não decidimos, afinal? O que nos impede de dar esse importante passo?

Certamente, o mais importante fator que atrapalha as nossas decisões é o medo.

O medo nos paralisa, congela nossas capacidades, minimiza nossos talentos.

Temos medo, sobretudo, de quatro possibilidades: o medo do fracasso, o medo do ridículo, o medo da rejeição e (pasme!) o medo do sucesso. Cada decisão nos traz medo, pois nos obriga a dar direção à nossa vida. E nem sempre estamos prontos ou nos julgamos preparados para dirigir a nossa vida. Preferimos muitas vezes não decidir, para não corrermos o risco de sermos responsáveis por fracassar. Podemos suportar facilmente um fracasso causado por terceiros, mas não admitimos um fracasso causado por nossas próprias escolhas.

E assim caminhamos, vagando na sombra morna da letargia que o medo nos impõe. E com isso protegemo-nos dos riscos de fracassar, de sermos rejeitados, de passarmos ridículo e das responsabilidades que o sucesso nos traz. Mas também protegemo-nos da própria essência de viver.

Nesta semana, forma-se nos céus uma configuração que traz importantes significados para nós.

O Sol, no signo de Touro, toma emprestada a sabedoria de Júpiter e a profundidade de Plutão, para nos oferecer a lucidez necessária para tomarmos as melhores decisões.

E nos dá força suficiente para realizá-las.Grande Trígono Sol, Júpiter, Plutão

Na verdade, forma-se uma configuração que chamamos de “Grande Trígono“, que desenha no Céu um lindo triângulo azul.

E como os vértices desse triângulo estão nos signos de terra (o Sol em Touro, Júpiter em Virgem e Plutão em Capricórnio), o Céu nos confere, nesse momento, um notável poder de concretização, de realização.

Portanto, aproveite o momento. Aquelas velhas pendências que estão se acumulando no armário de seu coração, já juntando teias de aranha e traças enquanto esperam por uma decisão sua, podem ser agora encaminhadas com eficácia.

No momento em que se torna exata a configuração, o Sol estará a treze graus de Touro.

Se você já tem o seu mapa astrológico, observe a casa de seu mapa onde estará esse ponto do Zodíaco. Essa pode ser uma boa indicação da área da vida para onde você poderá direcionar suas energias para decidir e mudar os padrões, para melhor.

FordMas, fique atento.

Conscientize-se de que só aprendemos, de verdade, com os erros. Tome as rédeas de seu destino e lembre-se do que dizia Henry Ford, um dos homens mais talentosos do mundo e um grande tomador de decisões: “Devo meu sucesso às minhas boas decisões. Devo minhas boas decisões à minha experiência. E devo a minha experiência às minhas más decisões do passado”.

Os efeitos dessa configuração devem perdurar até aproximadamente o dia 10 de Maio.

Algo para você pensar:

Cinco sapos estão num tronco que flutua ao sabor da correnteza de um rio. Quatro decidem pular. Quantos sobraram no tronco?