Arquivo mensal: setembro 2016

O planeta Marte adentra o signo de Capricórnio, iniciando um ciclo de estímulo da força, da coragem e da capacidade combativa.

 

aresO planeta Marte está simbolicamente associado ao deus grego Ares, o senhor da guerra, o mais violento e combativo dos imortais do Olimpo. Marte era acompanhado por um séqüito de divindades guerreiras e seu único prazer eram as batalhas, quaisquer que fossem elas. Era chamado de gradivus, que significa “aquele que marcha a passos largos” e de enyalios, que significa “o belicoso”.

 Astrologicamente, representa a capacidade combativa do ser humano, sua disposição de luta, seu ânimo guerreiro, o impulso emocional. A afirmação da individualidade e da identidade.

A passagem de Marte em Capricórnio (que se iniciou neste dia 27 de Setembro e se estenderá até 09 de Novembro), signo da integralidade, do aperfeiçoamento e da realização, é um convite do Cosmos ao resgate do guerreiro realizador em nós, ativando-o com força total.

Lembre-se sempre de que viver é lutar. Descendo à arena e enfrentando o inimigo, damos o pontapé inicial, desencadeando os processos que permitirão construir o que queremos. Mas é preciso vencer a inércia inicial, que nos enche de medo e nos prostra. Se optamos por ir à luta, a coragem se redobra e se retroalimenta; se, por outro lado,  fugimos do combate, cada vez mais somos tomados pelo pânico, cada vez mais nos imobilizamos e prostramos, tornando-nos vulneráveis aos desafios da vida.

Capricórnio é o signo de exaltação de Marte, ou seja, onde ele alcança suas maiores potencialidades. Portanto, é hora de vencer o medo e agir.

Se você teme o desafio, acabará se escondendo por trás de uma camada de falsa segurança, que só irá adiar a batalha. Lembre-se do que disse o grande escritor Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso!” Viver, portanto, é constantemente arriscar-se e o risco faz parte do jogo da vida.

Para concluir, o conceito alardeado por Kung Fu Tse (o Confúcio) e apropriado por Leonardo da Vinci:

“O maior guerreiro é aquele que vence a si mesmo.”

Sobretudo, completamos, aquele que vence o próprio medo.

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O Sol entra em Libra. Equinócio de Primavera!!!

 

Às  11h21 desta quinta-feira, 22 de Setembro, o astro do dia, em seu eterno caminho ao
longo do Zodíaco, adentra o signo de Libra, dando início à Primavera.

Dentre os muitos e sutis ciclos sobre os quais se baseia a realidade, talvez o que mais sentimos seja o ciclo solar, ou seja, o período de um ano que o Sol leva para completar uma revolução ao redor do Zodíaco. Esse período é tão natural ao ser humano que a própria História é sempre medida em anos ou em seus múltiplos (décadas, séculos, etc.).

tulipasInteressante será notar que esse período tem, também, as suas divisões internas, podendo ser compreendido em quatro etapas distintas, exatamente aquilo a que chamamos de Quatro Estações do Ano.  Em cada uma delas, a Natureza se comporta de uma forma diferente, obedecendo a ciclos que regem o próprio ritmo universal. Obviamente, esses mesmos ciclos ocorrem no interior de nossa própria alma e corpo, uma vez que o Macrocosmos (o Universo) e o Microcosmos (o Homem) são sempre análogos, refletindo este o que aquele retrata.

Isso quer dizer que, também em nossos corações e mentes, existem e existirão sempre as quatro etapas do ano, assim como também as quatro etapas do mês, correspondentes às fases lunares, tudo reflexo do grande Ciclo do Cosmos.

Sendo, por excelência, a Ciência dos Ciclos, um Relógio Qualificador do tempo, a Astrologia estuda esses movimentos cósmicos e, evidentemente, a sua relação com o Homem.

A entrada do astro-rei nos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é o marco astronômico e simbólico do início de cada uma das estações, onde o Cosmo nos convida a uma vivência relativa ao período específico.

Ao entrar em Áries, o Sol dá início à estação do Outono (para o Hemisfério Sul;

Quando chega a Câncer, inicia-se o Inverno.

A Primavera chega quando o radioso astro-rei toca o signo de Libra.

E, finalmente, com a entrada do Sol em Capricórnio, inicia-se o Verão, a estação da plenitude da Natureza, dando seqüência ao interminável e inexorável movimento dos Céus.

Mitologicamente, as quatro estações estão relacionadas com a deusa Ceres e sua filha Core (Perséfone), raptada por Plutão (senhor dos mundosrapeofproserpina infernais) e forçada a tornar-se sua esposa.

Uma inflexível lei determinava que qualquer um que penetrasse nos reinos de Plutão e ali comesse algo estaria condenado a lá permanecer por toda a eternidade. A pobre criança, assediada por Plutão, acabou engolindo um pequeno caroço de romã, o suficiente para que o traiçoeiro Plutão reivindicasse a presença da jovem em seus domínios para todo o sempre.

Um acordo, porém, foi feito: a jovem passaria seis meses do ano com Plutão, nos subterrâneos infernais e os demais seis meses com a mãe, na superfície.

Os antigos gregos entendiam que essa era a representação mitográfica das quatro estações.

Interessante notar que Ceres (chamada de Deméter pelos romanos) era a deusa dos campos cultivados. Já a palavra “core” deriva diretamente do radical grego que significa “grão” (= “semente”).

E assim se desenrola, exatamente como retrata o mito, o ciclo inexorável das estações: nos meses de Outono e Inverno, Core se mantém sob a superfície (a semente, lançada à terra, se nutre e se prepara para o desabrochar), na companhia de seu esposo Plutão; por isso, nesse período, a Natureza, entristecida, murcha e se interioriza; no início da Primavera , a jovem retorna à superfície e aí permanece até o final Verão, e se encontra com a sua mãe, fazendo com que toda a Natureza desabroche (a semente germina e aflora) de pura felicidade e celebração.

Se ficarmos atentos, poremos notar o desenrolar das estações em nossa alma, nossos sentimentos, nossos projetos e mesmo em nossas atividades do cotidiano.

Obviamente, para quem mora muito próximo à linha do Equador, as estações do ano não são assim tão bem delineadas. É mais comum que se pense em duas estações: uma chuvosa e outra seca. Entretanto, qualquer um de nós poderá observar toda essa ciclologia, simplesmente prestando atenção aos nossos próprios ciclos internos.

primavera-despertaHá momentos ou fases de vida em que estamos mais invernais: recolhidos, introspectivos, meditativos. Em outros, estamos mais primaveris: desabrochando, crescendo. Em outros ainda, somos a própria encarnação do outono: descascamos, jogamos fora o que não presta, preparamos para a renovação. Ou podemos ser como um verão: festivos e alegres, celebrando a culminância.

Viver cada uma dessas fases com consciência e sincronicidade aos ritmos cósmicos pode ser um passo para a compreensão da realidade e uma ponte para o auto-conhecimento.

A entrada do Sol em Libra  marca o início da Primavera, ou seja o Equinócio de Primavera para o Hemisfério Sul, momento cosmicamente convidativo para o desabrochar de nossos projetos, de nossas idéias e de tudo aquilo que pretendemos transformar em realidade. Toda essa fase poderá estar permeada de uma serenidade e uma significativa fantasia que permitirá estabelecer nossos objetivos com equilíbrio e vivenciar a paz e a alegria de viver.

Aproveite, portanto, o momento, lembrando-se de que o desabrochar de sua beleza interna, seus potenciais e sua alegria só tem sentido se for para fora, para o mundo, pois com Libra se inicia o ciclo dos signos voltados para o social, para o que está além do eu individual, ciclo que vai até Peixes.

Afinal, não se fala em desabrochar para dentro, não é mesmo?

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores uma Feliz Primavera!

E aos librianos, uma linda celebração de aniversário!!!

Um presente

Para celebrarmos adequadamente, oferecemos um presente poético.

A Canção da Primavera. de Mário Quintana, com quem aprendemos a renascer, a cada Primavera:

Um azul do céu mais alto,

Do vento a canção mais pura

Me acordou, num sobressalto,

Como a outra criatura…

 

Só conheci meus sapatos

Me esperando, amigos fiéis

Tão afastado me achava

Dos meus antigos papéis!

 

Dormi, cheio de cuidados

Como um barco soçobrando

Por entre uns sonhos pesados

Que nem morcegos voejando…

 

Quem foi que ao rezar por mim

Mudou o rumo da vela

Para que eu desperte, assim, como dentro de uma tela?

 

Um azul do céu mais alto,

Do vento a canção mais pura

E agora… este sobressalto…

Esta Nova Criatura!

mario-quintana1

Saturno em quadratura com Netuno

Neste Setembro de 2016, os planetas Saturno (no signo de Sagitário) e Netuno (no signo de Peixes) se posicionam a noventa graus de distância (quadratura), indicando forte crise entre a razão e a fé, a construção e o sonho.

 

Esta é a terceira e última vez que a quadratura entre esses dois planetas fica exata. A primeira ocasião foi em Novembro de 2015. A segunda já em Junho de 2016. E agora, o último momento de exatidão desta importante configuração astrológica.

Por oportuno, trazemos à baila a reflexão contida no artigo publicado em Novembro de 2015.

Existe, em Astrologia, um pressuposto que diz que um evento celeste é impactante na medida direta em que é raro. Ou seja, quanto mais raro o evento, mais impacto ele nos causa.

NeptuneEstamos vivendo hoje um evento raro, que só costuma acontecer, em média, a cada quinze ou vinte anos: a quadratura Saturno – Netuno.

E, sendo assim, quais os impactos de semelhante configuração celeste sobre nós?

Netuno tem inclinação para o espiritual e o místico e facilmente nos deixa levar por vôos da imaginação; Saturno tem seus pés bem fincados no chão, nos domínios da praticidade e do bom senso. Netuno dissolve nossa separatividade e nos torna conscientes de nosso lado universal e sem fronteiras; Saturno define nossa individualidade: onde terminamos e onde os outros começam.

Essas duas energias, obviamente, não são duas grandes amigas.

Ao se colocarem em quadratura, no Céu, Saturno e Netuno vão indicar o conflito, dentro de nós, entre essas duas partes de nossa alma. De um lado, a precisão analítica, o cientificismo, o pragmatismo; de outro, a inspiração idealística, a fé, a entrega.

Enquanto Saturno, com sua natureza edificadora e restritora, representa o princípioSaturn da realidade, Netuno representa o princípio da fé e do idealismo. E esse talvez seja o grande conflito que temos enfrentado, ao longo de 2015 e deveremos continuar enfrentando, ao longo de 2016: o conflito entre aquilo que sonhamos e aquilo que podemos realizar. Nossa fé, mais que tudo, poderá também ser testada, assim como nossa capacidade de abdicar, de auto-restringir-se e, a partir daí, estabelecer um maior contato com a realidade. A quadratura entre Saturno e Netuno nos ensinará (não necessariamente de maneira fácil) que é melhor uma construção pequena, modesta, mas sólida do que uma construção monumental, repousada sobre pés de barro.

O conflito entre a razão e a fé, tão antigo quanto o surgimento do pensamento racional, ganha novos campos de batalha. A esse respeito nos chama a atenção, por exemplo, a recente divulgação  de um pergaminho do Século II de nossa era, que está sendo chamado de “O Evangelho de Judas”. Esse documento faz significativas revelações, que poderão trazer novas fórmulas de se ver o Cristo e o Cristianismo.

Enquanto o Vaticano prefere o silêncio, fiéis cristãos, cientistas, pesquisadores e até ateus do mundo inteiro se debruçam sobre a revelação de que Judas não apenas não traiu Jesus como pode ter sido o seu mais importante apóstolo.

Em paralelo, uma equipe de cientistas da Universidade da Flórida, liderados pelo oceanógrafo Doron Nof, apresenta pesquisa segundo a qual, Jesus não teria, numa das mais famosas e significativas passagens do Evangelho, caminhado sobre as águas, mas sim sobre (pasmem!) um bloco de gelo!

E ainda podemos citar a polêmica causada por filmes como “O Código Da Vinci”, que reacende a antiga (e até agora pouco conhecida) questão sobre o suposto casamento de Cristo com Maria Madalena, sua descendência e o Sangreal.

Se formos refletir sobre essas questões, o Saturno em nós dirá, com o olhar duro: “Esses são fatos inquestionáveis!” ou ainda “Apresente-me provas arqueológicas!”. Já o Netuno em nós dirá, com a fala mansa e um sorriso redentor: “Com tudo isso, o que muda na mensagem do Cristo? Nada!”

O conflito em nós poderá se agravar, a depender dos processos internos de cada um.

Também do ponto de vista emocional, a quadratura Saturno – Netuno pode causar significativos impactos.

Saturno, o construtor de fronteiras, serve para barrar à nossa consciência o acesso àquelas partes de nós mesmos das quais não gostamos e que nos incomodam. Netuno, o destruidor de fronteiras, solapa as defesas de Saturno e expõe o que mantivemos oculto. Essa nunca é uma experiência fácil, sobretudo para o nosso ego. Porém, se tivermos a maturidade e a força para permitir que a nossa auto-imagem se desfaça e para restabelecer a ligação com aquilo que excluímos de nossa identidade, poderemos mudar e crescer.

Lembremo-nos também de que não reprimimos ou negamos apenas os nossos aspectos ditos “negativos”, mas também podemos reprimir muito de nossos potenciais, especialmente recursos criativos e talentos que foram sufocados no decorrer de nosso desenvolvimento. A oposição Saturno – Netuno pode indicar a remoção das barreiras que se interpõem no caminho do desenvolvimento desses nossos dons e talentos.

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela oposição Saturno – Netuno, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Como já comentamos em outros artigos, nesta coluna, o ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

Ciclo Sinódico

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram mais ou menos trinta e cinco anos, como é o caso deste ciclo Saturno – Netuno.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Saturno e Netuno fizeram uma conjunção foi entre 1989 e 1990. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Saturno e Netuno fizeram uma quadratura crescente entre 1998 e 1999. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passou, durante esse momento?

A oposição Saturno – Netuno ocorreu entre Agosto de 2006 e Setembro de 2007. Aqui acontece o apogeu do ciclo. Que frutos você colheu?

A quadratura minguante Saturno – Netuno ocorre agora, entre Novembro de 2015 e Setembro de 2016. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a conjunção Saturno – Netuno ocorrerá em 2026. Somente aí se encerrará o ciclo iniciado em 1989 – 1990 e se iniciará outro.

Obviamente, um ciclo de tal amplitude cronológica afeta muito mais gerações inteiras e mesmo empresas e organizações de longo prazo do que indivíduos. Basta lembrar, por exemplo, que o atentado de 11 de Setembro de 2001, que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center, em New York, ocorreu no apogeu de um ciclo sinódico semelhante a este, desta feita entre Saturno e Plutão.

Porém, se estivermos atentos, poderemos identificar, também em nossas cronologias individuais, circunstâncias ciclológicas as mais variadas, coincidentes com essa movimentação sinódica entre Saturno e Netuno.

E assim caminha a Humanidade, na ignorância de que está sempre mergulhada num mar de ciclos infindáveis, que se mesclam e se interpenetram.

A propósito, se você nasceu nos seguintes períodos (datas aproximadas, só sendo possível confirmá-las exatamente por meio do cálculo do mapa astrológico individual):

Entre Junho de 1944 e Maio de 1945;

Entre Março de 1962 e Fevereiro de 1964;

Entre Agosto de 1979 e Julho de 1980;

Entre Maio de 1988 e Abril de 1999,

é bem possível que você tenha essa quadratura Saturno – Netuno em seu mapa astrológico individual, de sorte que a configuração, no Céu, tem rebatimento em sua alma, reforçando e ativando a configuração que você carrega.

Grande e especial oportunidade para você!

Um Presente

FrancescoComo presente, oferecemos a Oração da Manhã, também chamada de Prece da Boa Vontade, de São Francisco de Assis, talvez os maior dos santos cristãos, que tinha uma oposição entre Saturno e Netuno em seu mapa astrológico e que, mais do que ninguém, soube vencer esse conflito, sabendo erigir e estruturar (Saturno) os ideais de fé e compaixão (Netuno), tornando-se uma inspiração para toda a Humanidade.

Era um homem de uma extrema ternura (Netuno), mas que sabia ser duro (Saturno). E assim, pôde nos ensinar, e até hoje continua ensinando, como equilibrar o rigor e a disciplina de Saturno, de um lado, com a misericórdia e a suavidade de Netuno, do outro.

Senhor,

No silêncio deste dia que amanhece,

Venho pedir-Te a Paz, a sabedoria, a força.

Quero hoje olhar o mundo com os olhos cheios de Amor.

Quero ser paciente, compreensivo, prudente.

Quero ver, além das aparências, Teus filhos como

Tu mesmo os vês, e assim, Senhor, não ver senão o Bem em cada um deles.

Fecha meus ouvidos a toda calúnia, guarda minha língua de toda a maldade.

Que só de bênçãos se encha a minha Alma.

Que eu seja tão bom e tão alegre que todos aqueles que se aproximem de mim sintam

 a Tua presença.

Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia eu Te revele a todos.

Júpiter entra em Libra

O planeta Júpiter entra no signo de Libra, indicando o início de novos ciclos de
impulsos em busca da harmonia e equilíbrio.

Segundo a Mitologia Grega, Júpiter é associado a Zeus, o incontestável soberano de todos os deuses e homens, o senhor absoluto e o mais poderoso de todos os imortais. Representa a ordem final do Universo, após o Caos inicial e as sucessivas lutas pelo poder.

É famosa a passagem mitológica em que, após as lutas pelo domínio do Universo, Júpiter divide entre ele e os dois irmãos (Netuno e Plutão) os cincozeus reinos cósmicos, da seguinte forma: Plutão ficaria com os Infernos, Netuno ficaria com os Mares e ele ficaria “apenas” com o Céu, a Terra e o Olimpo.

Como diz o velho ditado, manda quem pode, obedece quem tem juízo…

Astrologicamente, Júpiter está associado à filosofia e à sabedoria. É um grande expansor e ampliador de tudo o que toca.

O planeta Júpiter tem um período de revolução de aproximadamente 12 anos, ou seja, esse é o tempo que ele leva para dar um giro completo ao redor do Zodíaco.

A cada 12 anos, portanto, Júpiter passa por todo o Zodíaco, amplificando e expandindo (pois essa é a sua função simbólica) os significados do signo por onde estiver transitando. Durante aproximadamente um ano, que é o tempo que ele fica em cada signo, as regências e assuntos relacionados àquele signo são ampliados e realçados, dando ao mundo um colorido particularmente marcado pelos matizes daquela constelação zodiacal.

Agora, Júpiter, continuando seu eterno caminho entre as estrelas, ingressa no signo de Libra, ampliando as questões ligadas ao social, trazendo uma nova onda de harmonia e equilíbrio, aumentando as chances de sucesso em negociações diplomáticas, favorecendo os processos de associação e parcerias.

E, como tudo o que entra em Libra é colocado na Balança, inaugura-se uma nova fase de julgamento das instituições.

Sopesadas na incorruptível Balança de Astreia, as instituições detentoras do poder institucional se vêem julgadas e confrontadas com as reais necessidades daqueles sobre quem esse poder é exercido e mesmo em nome de quem é exercido.

Libra mostra que o poder só é válido se utilizado com sabedoria. E os regentes desse signo, Vênus e Saturno, nos dizem que o poder deve ser fonte de felicidade, desde que exercido com amor e compaixão e efetivado sobre as sólidas bases da Lei e da Justiça.

Ilustrativamente, podemos citar alguns episódios da História, ao longo do Século XX.

getulio-vargasEm 1945, com Júpiter em Libra: no Brasil, o ditador Getúlio Vargas é deposto e chega ao fim o Estado Novo. Na Europa, o Tribunal de Nuremberg julga e pune os líderes nazistas da II Guerra Mundial.

Em 1980, com Júpiter em Libra: no Brasil, o presidente João Baptista de Figueiredo restabelece as eleições diretas para governador. Na Europa, o Sindicato Solidariedade é reconhecido pelo governo polonês.

Em 1992, com Júpiter em Libra: Fernando Collor, primeiro presidente brasileiro a sofrer um processo de impeachment, renuncia ao mandato.

Agora, Júpiter retorna a Libra para nos lembrar que precisamos sempre recolocar na Balança os atos dos poderosos e daqueles que detêm o poder. Mas não fiquemos esperando acontecimentos mirabolantes ou espetaculares, com tais ou quais efeitos políticos. Mais importante do que isso é pesar, na justa Balança, a nossa sabedoria, o nosso poder interno, a nossa autoridade pessoal e nossa capacidade de alterar a realidade, pois, afinal, isso é que é, verdadeiramente, poder. E, enquanto durar esse ciclo, que se estenderá até meados de Outubro de 2017, quando PlatãoJúpiter entrará em Escorpião, que esse julgamento nos conduza a um resgate da Sabedoria, ao lado de quem o poder deve sempre estar.

É válido lembrar que as próximas eleições municipais brasileiras já ocorrem sob a égide deste ciclo, convidando-nos a um maior discernimento e visão, ao optarmos por nossos candidatos.

Júpiter em Libra nos lembra, como diria Platão, que o mundo será um ótimo lugar para se viver, quando os filósofos forem conduzidos ao poder ou quando os reis se tornarem filósofos.