Arquivo mensal: novembro 2018

O Sol entra em Sagitário

Continuando o seu inexorável caminhar pelo círculo zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Sagitário, neste dia 22 de Novembro, dando início a um ciclo de busca da transcendência e da expansão consciencial, onde, após o mergulho nos mistérios da transmutação (em Escorpião), a consciência busca vôos mais elevados.

Mitologicamente, o signo de Sagitário, último dos signos do elemento fogo, está associado ao mito do centauro Quíron, o grande sábio e médico, que habitava uma gruta na Tessália. As mais importantes famílias da Grécia enviavam-lhe seus filhos para que os educasse. Assim, os maiores heróis da Mitologia passaram por suas mãos, recebendo ensinamentos em Medicina, Matemáticas, Música, Astrologia, Dança e também nas artes da equitação e caça.

Seu mais famoso discípulo foi o grande Hércules, que se tornou também seu maior amigo.

Um dia, num conflito com os outros centauros, Hércules dispara uma de suas temíveis flechas, envenenadas com o mefítico sangue da Hidra de Lerna, um monstro tão peçonhento que qualquer criatura, ao ser contaminada com seu sangue, morreria instantaneamente. Isso se o ser em questão fosse mortal. Mas, se fosse imortal, seria acometido de uma ferida atroz, incurável, que o acompanharia por toda a eternidade.

Acidentalmente, a flecha resvala e vai se cravar na coxa de Quíron que se torna vítima da mais terrível ferida.

E o grande cirurgião, que a todos curava, não pode curar a si próprio.

O arqueiro dispara a flecha na direção do Infinito!

Quíron abdica de sua imortalidade, para encontrar a paz entre os mortos, no reino de Plutão. Mas, percebendo que aquele não é o lugar para um ser tão divinal, Plutão o reenvia para Zeus, o soberano dos deuses, que resolve catasterizá-lo, ou seja, transformá-lo em constelação, para que os homens sempre tivessem um exemplo, no Céu, de que a eterna sabedoria não morre jamais.

E assim surge a constelação de Sagitário, o arqueiro.

O centauro, animal mítico metade homem, metade cavalo, utilizado para representar o signo de Sagitário, simboliza três níveis evolutivos: em primeiro lugar, a bestialidade, representada pelas patas do cavalo; depois, a racionalidade, que vence a animalidade e é representada pela metade humana; e, finalmente, a busca da transcendentalidade, simbolizada pela flecha que o centauro dispara em direção ao Infinito e que está para além da própria razão. A flecha (palavra oriunda do vocábulo frâncico “fliugika” = aquilo que voa”) é o veículo simbólico através do qual a consciência se aparta do indivíduo a fim de unir-se ao seu Alvo, o Céu, em cuja direção viaja, lançada pelo arco certeiro do Centauro.

A entrada do Sol em Sagitário é um convite do Cosmos a que lancemos nossa consciência em direção ao Infinito, buscando o conhecimento que nos permite desapegar-nos das contingências da realidade e transcender aos verdadeiros valores do Sagrado. Mas lembre-se de que a vivência do Sagrado não é necessariamente uma vivência religiosa, pois a religião não detém o monopólio do Sagrado.

Aproveite. Pois há uma dimensão de sua alma que só pode ser preenchida e plenificada através desse sentimento de busca do Eterno.

Detalhe importante: logo após entram no signo de Sagitário, o Sol se encontrará com o planeta Júpiter, que lá acaba de entrar. Esse encontro acontece uma vez por ano. Mas só a cada doze anos acontece no signo de Sagitário!

Estamos diante, portanto, de um evento raro e significativo, que pode indicar a ativação, dentro de nós, de potenciais dos quais nem sequer desconfiamos. É uma boa hora, portanto, para avançar, com ousadia e arrojo, na direção do que desejamos ou necessitamos.

E lembre-se de que a Fortuna sorri aos ousados.

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores sagitarianos uma feliz celebração de aniversário. E muitas felicidades no novo ciclo que se inicia!!!

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O planeta Júpiter entra no signo de Sagitário

Continuando o seu caminhar pela roda do Zodíaco, o planeta Júpiter ingressa, neste dia 08 de Novembro de 2018, o signo de Sagitário, seu signo de regência, dando início a um ciclo de autoconsciência e ampliação do saber.

 

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, pode ser considerado, do ponto de vista astronômico, um astro gigantesco. Possui mais de vinte satélites, incluindo Gamimedes, a maior lua do Sistema Solar. Além disso, Júpiter é o único corpo celeste do sistema, além do Sol, a emitir radiações, o que faz dele uma proto-estrela.

Todos esses fatores, associados à sua correlação mitológica com Zeus, o mais poderosos de todos os deuses do panteão grego, faz de Júpiter o grande amplificador astrológico: regendo as forças de expansão, Júpiter amplifica, expande, tudo o que toca.

Segundo a Mitologia Grega, como dissemos, Júpiter é associado a Zeus, o incontestável soberano de todos os deuses e homens, o senhor absoluto e o mais poderoso de todos os imortais. Representa a ordem final do Universo, após o Caos inicial e as sucessivas lutas pelo poder.

O planeta Júpiter tem um período de revolução de aproximadamente 12 anos, ou seja, esse é o tempo que ele leva para dar um giro completo ao redor do Zodíaco.

A cada 12 anos, portanto, Júpiter passa por todo o Zodíaco, amplificando e expandindo os significados do signo por onde estiver transitando. Durante aproximadamente um ano, que é o tempo que ele fica em cada signo, as regências e assuntos relacionados àquele signo são ampliados e realçados, dando ao mundo um colorido particularmente marcado pelos matizes daquela constelação zodiacal.

Durante a sua estada em Sagitário, signo da Sabedoria, da Liberdade e da Transcendência, Júpiter traz uma expansão desses fatores, em todos os níveis.

Centralizando os Princípios

O signo de Sagitário simboliza o a dimensão da busca transcendente do Homem, a sabedoria universal, a Sophia Perennis, emanada diretamente das potencias celestiais.

Por sua vez, o planeta Júpiter está associado à filosofia, à sabedoria e também à fortuna, ou seja, a dimensão humana do saber. A palavra saber, no entanto, não é sinônimo de inteligência ou erudição. Essas são apenas algumas das manifestações do saber. Muito mais importante do que isso, Júpiter representa a nossa capacidade de usar o saber para interferir na realidade, interna ou externa, modificando-a para melhor, sempre que isso se faz necessário. É a faculdade de agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para se fazer escolhas e tomar decisões. A isso chamamos de saber, mas podemos perfeitamente chamar de poder.

Ao ingressar no signo de Sagitário, Júpiter nos convida a uma importante reflexão: o poder deriva diretamente da nossa sabedoria; e a nossa sabedoria se manifesta em função do que consideramos central em nossas vidas. O que estiver no centro de nossas vidas será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e, conseqüentemente, de nosso poder.

Talvez você possa se perguntar a si mesmo: onde está o centro de sua vida?

Algumas pessoas colocam o dinheiro no centro de suas vidas; outras, colocam os filhos; outras ainda, o prazer; outras o trabalho; ou o cônjuge; ou o eu; e assim por diante. Mas a questão é que cada uma dessas coisas, ao ser colocada no centro, quase sempre cria desequilíbrios emocionais que desencadeiam, a longo prazo, resultados opostos aos desejados originariamente.

Ou quem sabe você vá perceber que o seu centro varia de acordo com o momento ou as necessidades do momento. E enquanto a pessoa oscila de um centro para outro, o resultado relativo é uma montanha russa pela vida. Em um momento, a pessoa está por cima, em outro está por baixo, esforçando-se para compensar as fraquezas e buscando força em outras fraquezas, pois o centro de nossas vidas só pode ser algo imutável e pleno: os princípios.

Ao colocar os princípios no centro, criamos a base para o desenvolvimento de uma vida eficaz a curto e a longo prazo, pois os princípios não mudam. Alinhados aos nossos valores mais significativos, traduzem-se em um sentido de orientação seguro para a nossa realização pessoal e transpessoal.

Podemos colocar no centro o princípio da realização e do serviço à comunidade; o princípio da cooperação e do companheirismo; o princípio do sacrifício pelo outro; da ética nos negócios; e assim sucessivamente. E isso nos trará uma libertadora sensação de estabilidade, imutabilidade e poder. Teremos um centro, um ponto que não muda, por mais que a nossa vida e as nossas necessidades mudem, o que possibilitará uma maior capacidade de ação, permitindo-nos focar a atenção no que podemos mudar em nossa vida, em vez de ficarmos chorando o que não podemos mudar.

Mas para isso, temos que ter consciência clara acerca de nossos próprios valores e critérios de vida.

A entrada de Júpiter em Sagitário, fenômeno que só ocorre a cada doze anos, impõe-nos uma reflexão séria e profunda acerca de nosso saber e o centro de nosso poder, o que equivale dizer, o centro focal de nossa vida.

Dica literária

O clássico romance Os Miseráveis (Les Miserables),  de Victor Hugo, onde você vai conhecer a magnífica história de Jean Valjean, um homem que conheceu e viveu o que há de mais podre na sociedade. Mas que, ao receber um único ato de bondade, restaurou sua fé em si mesmo, na Humanidade e em Deus.

E colocou os princípios no centro de sua vida.

E com isso, foi capaz de gerar felicidade para as pessoas e paz e redenção para si mesmo.

Detalhe 1

Victor Hugo tem Lua em Sagitário em ângulo altamente estimulante com Júpiter, em Leão. E ascendente em Escorpião. Isso talvez explique a inspiração desse grande escritor, que foi capaz de criar essa história de enredo e personagens tão marcantes. Uma história de fé, honra e superação. Uma história cujas lições se constituem em um dos maiores presentes que a Humanidade recebeu.

Se você nunca leu Os Miseráveis, vale a pena ler.

Detalhe 2

Há muitas versões cinematográficas, mais ou menos fiéis, desta magna obra literária. Cada uma rivalizando com a outra, em termos de qualidade e força interpretativa. A mais recente, porém, apresenta tal força emocional que chama a atenção.

Se você não assistiu, valerá muito a pena conhecer essa produção de 2012, uma versão musical, dirigida por Tom Hooper, com Hugh Jackman, o Wolwerine dos X-Men, no papel de Jean Valjean.

A propósito, prepare um lenço…