Arquivo mensal: fevereiro 2019

O Sol entra no signo de Peixes

Dando continuidade ao seu eterno caminhar pela roda do Zodíaco, o Sol adentra o signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro, iniciando uma fase de contemplatividade e busca espiritual.

Terceiro signo do elemento água, do ritmo mutável, o último signo do Zodíaco, Peixes representa o final de um ciclo, o momento em que, ao fim de uma jornada, alcançamos o resultado esperado e quedamos a contemplar a Obra da criação.

Mitologicamente, o signo de Peixes está associado aos dois delfins que, penalizados com o sofrimento de Netuno, o deus dos mares, ajudaram-no a conquistar a bela Amphritite, filha do titã Oceano. Os dois dedicados animais cruzaram os sete mares, vencendo a fome, os perigos e o cansaço, até conseguirem trazer Amphritite para os braços do amado.

Agradecido pelo sacrifício feito pelos delfins, Netuno houve por bem premiá-los, imortalizando-os nos céus, como um exemplo de doação e altruísmo, transformando-os na constelação de Pisces (os Peixes).

Trata-se de uma bela constelação, de visualização difícil, dividida em duas constelações menores, o Peixe Austral e o Peixe Boreal, unidas por uma estrela chamada Al Rischa, que, em árabe, significa o nó.

Arquetipicamente, Peixes está associado ao Mar, o Grande Mar, berço de toda a Vida, de onde a Vida vem e para onde a Vida retornará.

Como gotinhas no caudal de um rio, vamos trilhando o curso que nos leva a esse Grande Mar. E quando lá chegamos, deixamos de ser gotinhas para, dissolvendo-nos no Oceano, confundirmo-nos com ele.

A entrada do Sol no signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro de 2019, convoca-nos, portanto, para observarmos a Vida e a natureza com os olhos do contemplador, a fim de preparar-nos para a grande aventura que se começará quando o Sol entrar em Áries, o Iniciador. E nos convida a uma maior e mais efetiva busca espiritual, lembrando-nos que o eu não é a última instância do real; e que a realidade superficial das coisas é muito menos importante do que a Ordem superior em que ela se baseia.

Importante lembrar que, durante sua passagem pelo signo de Peixes, o Sol faz conjunção com o planeta Netuno, regente do signo, num encontro que propiciará multiplicar, em nossa alma, os fatores de percepção ampliada da realidade.

Isso nos traz uma outra possibilidade: a de tomarmos consciência do significado transcendente das coisas que nos cercam.

A esse respeito, conta-se uma linda história sobre uma aventura vivida pelo grande poeta Olavo Bilac.

Conta-se que o dono de um pequeno estabelecimento comercial, amigo do poeta, abordou-o na rua, dizendo:

“Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor conhece muito bem. olavo_bilacSerá que o Senhor poderia ajudar-me a redigir o anúncio?”

Bilac pegou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois, o poeta encontra novamente o homem e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

“Desisti dessa ideia”, respondeu o homem. “Depois que li o anúncio que o Senhor redigiu, é que percebi o grande tesouro que tinha”.

Assim como o personagem dessa história, às vezes ficamos apartados de uma visão mais profunda e ampla da realidade que nos cerca. E perdemos muitas oportunidades por isso. Com a conjunção entre o Sol e Netuno, em Peixes, talvez possamos ter mais clareza acerca daquilo que, verdadeiramente, importa. E nos conduzir a mais perto de Deus.

Nossos parabéns e votos de uma feliz celebração de aniversário
a todos os piscianos.

 

Dica cinematográfica

O filme Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna, Itália/Reino Unido, fratello_sole_sorella_luna_1971_vhs-it1972), dirigido por Franco Zefirelli.

Um belo filme, onde você vai conhecer a história de um homem que sabia direitinho o que era mais importante e tinha uma visão claríssima do nosso papel no Universo e do trabalho que devemos realizar em prol de nossos irmãos. E inspirou e continua inspirando milhões de pessoas até hoje.

O nome desse homem: Giovanni di Pietro di Bernardone. Mais conhecido como São Francisco de Assis.

Franco Zefirelli

Franco Zefirelli

Detalhe: o diretor Franco Zefirelli tem, no seu mapa natal astrológico, o planeta Urano no signo de Peixes, recebendo excelentes influxos de Plutão e Júpiter. Talvez por isso tenha sabido usar tão bem uma arte pisciana por natureza (o cinema) para retratar uma personalidade tão lindamente pisciana como a de Francisco.

Marte em conjunção com Urano

Um explosivo encontro entre Marte e Urano, neste dia 13 de Fevereiro, indicando possibilidade de intensas ativações revolucionárias.

Você sabe o significado da palavra “revolução”?

Normalmente, quando se fala em revolução, logo pensamos em movimentos armados, golpes de estado, convulsões sociais, etc. Neste sentido, o revolucionário é sempre visto como alguém que, disruptiva e violentamente, faz emergir uma nova realidade.

Porém, o significado de “revolucionário” é bem mais amplo do que isso.

Revolucionário é aquele que, por ter uma visão mais abrangente da realidade, consegue ver um pouco mais longe, além dos limites impostos pela sociedade, pelos costumes ou mesmo pela ciência.

O simbolismo astrológico planetário atribui a Urano as características do revolucionário, do inventor, do que cria e recria a realidade, do que rompe os padrões e limites.

Já o planeta Marte é simbolicamente associado ao nosso lado guerreiro, conquistador, desencadeador de processos, o detonador.

Ao se encontrarem esses dois planetas, aos 29 graus do signo de Áries, o Cosmos nos dá um inequívoco sinal de que é hora de ativarmos as nossas habilidades revolucionárias. Teremos a possibilidade, durante os próximos dias, de ver um pouco além dos limites habituais e, o que é melhor, teremos a força e as coragem necessárias para implementar as mudanças desejadas.

O conceito-chave do momento é energizar para revolucionar.

Por isso, tire da gaveta aquele projeto, tire do arquivo mental aquela ideia, tire do armário aquele plano e ponha tudo isso para funcionar. A hora é essa.

Por outro lado, o caráter explosivo da conjunção Marte-Urano deve ser zelosamente observado: durante estes dias, devemos tomar cuidado com acidentes de qualquer espécie, mas principalmente acidentes envolvendo eletricidade ou aparelhos elétricos.

Mas sobretudo lembre-se de que Marte e Urano nos falam de força e ativação, sobretudo no que diz respeito a encarar e a desencadear o novo, o diferente, em nossas vidas e em nossas ações. E nos tempos em que vivemos, quem não faz o novo é atropelado por ele.

Análise ciclológica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Urano, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Ciclo Sinódico ConjunçãoO ciclo sinoidal entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo novo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciados na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.Ciclo Sinódico Quadratura Crescente

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram entre dois anos e dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Urano.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Urano fizeram uma conjunção foi em Fevereiro de 2017. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Ciclo Sinódico OposiçãoMarte e Urano fizeram uma quadratura crescente em Julho de 2017. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Urano ocorreu em Novembro-Dezembro de 2017. Aí aconteceu o apogeu do ciclo. Pergunte-se: que frutos você pôde colher nessa fase?

A quadratura minguante Marte-Urano ocorreu em Maio de 2018. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo. E por conta do movimento retrógradp de Marte, essa quadratura minguante se repetiu, em Agosto-Setembro de 2018.

E a  conjunção Marte-Urano ocorre agora,, neste Fevereiro de 2019, encerrando este ciclo e iniciando outro. que deverá desenrolar-se da seguinte maneira:

Quadratura Crescente: em Julho de 2019.;

Oposição: em Novembro de 2019

Quadratura Minguante: em Abril de 2020

Nova conjunção: Janeiro de 2021.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

Marte em quadratura com Plutão

 

Neste dia 01 de Fevereiro de 2019, conflito entre os planetas Marte e Plutão
indicando a possibilidade de exacerbação de forças ocultas em nosso interior, de forma destrutiva ou agressiva.

Atenção! A quadratura Marte-Plutão é sinal de processos explosivos.

O planeta Plutão é o catalisador e desencadeador dos processos de transformação: ele destrói, aniquila, para que outra coisa possa existir.  Marte, por sua vez, representa os nossos potenciais combativos, guerreiros, que, se não canalizados de forma correta, tornam-se em agressividade gratuita, fruto de uma raiva contida.

Sabemos, porém, que a raiva nunca é à-toa; ela é, isso sim, filha de algum sentimento desagregador, mais notadamente, o medo.

O medo é um inimigo poderoso, pois pode até nos paralisar, impedindo-nos de avançar em busca de nossos objetivos. Em outras circunstâncias, ele nos deixa com a sensação de impotência, o que nos faz sentir fragilizados, levando-nos a nos defender do mundo que, aparentemente, nos ameaça. E daí vêm a agressividade e a raiva.

O que é interessante é fazer o exercício, nem sempre tão simples, de analisar, de forma imparcial e objetiva, a raiz emocional oculta, que normalmente está por trás dessas explosões ou desses sentimentos agressivos. Essa raiz oculta pode estar associada ao medo, mas será também fruto, por exemplo, da frustração, da impotência, do sentimento de rejeição e vai por aí afora.

Portanto, antes de despejar em cima de alguém toda uma carga de violenta emocionalidade, pare para contar até dez e pense com serenidade em sua próprias frustrações. Aumente um pouco o tamanho de seu pavio, pois, nesta semana, por conta da quadratura Marte-Plutão, o que nós pensávamos ser uma simples bombinha de São João pode ter o efeito de uma bomba atômica, catalizando os nossos excessos emocionais, nossa raiva e nosso medo. E as pessoas ao nosso redor não têm culpa de nossas limitações e ranços internos.

Vença seus medos, controlando, assim, sua raiva. Encare-os como desafios a serem vencidos e não como algo que pode paralisar as suas ações. Ou, ao contrário, condene-se a um eterno vagar pelas impossibilidades e pela infelicidade.

Dica Cinematográfica

O filme Voltando a Viver (Antwone Fisher, USA, 2002), o primeiro dirigido por Denzel Washington, em que você irá aprender as consequências de disparar indiscriminadamente a nossa ira.

E, o mais importante, como fazer para transmutá-la.

 

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Plutão, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Como já comentamos em outros artigos, nesta coluna, o ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

Ciclo Sinódico

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram dois anos a dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Plutão.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Plutão fizeram uma conjunção foi em Abril/Maio de 2018. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Marte e Plutão fazem uma quadratura crescente agora, com efeitos até metade de Fevereiro de 2019. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Plutão ocorrerá em Junho de 2019. Aqui acontecerá o apogeu do ciclo. Que frutos você estará colhendo?

A quadratura minguante Marte-Plutão ocorrerá em Outubro/Novembro de 2019.  Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a próxima conjunção Marte-Plutão só ocorrerá em Março de 2020, encerrando o ciclo iniciado em Abril/Maio de 2018 e começando outro.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.