Arquivo mensal: março 2019

Vênus entra no signo de Peixes

Continuando seu eterno caminho pelo círculo zodiacal, o planeta Vênus adentra o signo de Peixes, neste dia 27 de Março de 2019, indicando o início de uma fase de entrega e sensibilidade afetiva.

Senhora dos risos e das graças, inspiradora dos afetos e das paixões, a bela Aphrodite é a deusa da Beleza e do Amor. O planeta Vênus, associado a este arquétipo mitológico, vai simbolizar exatamente a dimensão do afeto e da beleza em nós.

Fowler_AphroditeCom a entrada de Vênus em Peixes, inaugura-se um ciclo em que o Amor atinge o grau máximo de entrega e dissolvência, convidando-nos a abraçar-nos serenamente nele, contemplando-o.

A Aphrodite Pandêmia era a inspiradora dos amores carnais; a Aphrodite Urânia, por outro lado, era a que revelava os amores etéreos, sublimes. Ambos são manifestados através de seu filho Eros  (= “o desejo incoercível dos sentidos”), o Amor, amálgama do Universo.

Vênus em Peixes vai nos instigar a buscar a compreensão deste sentimento etéreo, que nos aproxima de Deus e sem o qual a vida perde seu sentido, como nos ensina São Paulo em sua II Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu fale a linguagem dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. (…)Agora , pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém, o maior deles é o Amor”.

Durante a estada de Vênus em Peixes, o Cosmos nos convida a uma contemplação da Beleza e do Amor, refletindo acerca da dimensão desse sentimento dentro de nós e acerca do nível de entrega a que nos submetemos por conta dele, em qualquer nível de relacionamento, seja familiar, seja de amizade, seja afetivo.

Detalhe:

Após entrar em Peixes, Vênus fará um sêxtil, ou seja, um ângulo de sessenta graus com o planeta Urano, que está no signo de Touro, trazendo à baila uma possibilidade de inovações e surpresas, pois Urano tem o caráter do revolucionário, do renovador, daquele que cria e recria a realidade.

Portanto, fique atento.

Nas relações, temos a chance de reinventar nossas histórias, conferindo um novo significado ao sentimento.

Também as nossas tendências artísticas, nossa criatividade deverá se exaltar, durante os próximos dias.

Aproveitemos!

Dica Cinematográfica

O filme Ben-Hur, (Ben-Hur, USA, 2016), com direção de Timur Bekmambetov e estrelado por Jack Huston e Morgan Freeman, contando com a ben-hurparticipação especialíssima do ator brasileiro Rodrigo Santoro, no papel de Jesus.

Trata-se da refilmagem de uma clássico épico do cinema, de 1959, com o grande Charlton Reston no papel principal.

Você vai conhecer a história de Judah Ben-Hur, um nobre judeu injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Muitas reviravoltas depois, ele retorna a sua terra e busca vingança.

Mas, diferentemente da versão original, a versão de 2016 tem um final absolutamente surpreendente e que tem tudo haver com a passagem de Vênus em Peixes.

Vale a pena conferir.

O Sol Entra em Áries: Equinócio Vernal!

Equinócio de Outono, assinalado pela entrada do Sol no signo de Áries,
primeiro do Zodíaco.

A escolha do dia 1º de Janeiro como data inicial do ano civil e primeiro dia do calendário nada mais é do que uma mera convenção social. A Astrologia, como “relógio qualificador do tempo” e ciência que estuda os ciclos cósmicos, indica-nos de forma diferente o início do ano, apontando-o para o momento em que o Sol entra no signo de Áries, primeiro do Zodíaco, símbolo do início e do impulso, da aventura do começar.

EquinócioPrecisamente às 138h58, neste dia 20 de Março, ocorre o Equinócio de Outono (para o Hemisfério Sul; de Primavera para o Hemisfério Norte), coincidindo com o momento em que o Sol chega a 0º (zero graus) de Áries. Esse momento marcante caracteriza-se por um interessante fenômeno astronômico (e simbólico): o dia e a noite têm exatamente a mesma duração (a palavra “equinócio” é oriunda de “aeque nocte” =  “noite igual” ao dia).

O signo de Áries, simboliza o fogo inicial da Criação, o impulso da Aventura.

Mitologicamente, Áries está associado ao mito da busca do Velocino de Ouro, em que o herói grego Jasão organiza uma expedição composta por mais de cinqüenta dos maiores e melhores heróis da Grécia, entre eles, Hércules, Castor e Pólux, Peleu, Orfeu. A bordo da nau Argo, os aventureiros, cognominados “Argonautas”, viajam até a Cólquida, na Ásia Menor, passando por mil peripécias para conquistar a pele de ouro do carneiro Crisômalos, filho de Netuno, que tinha poderes miraculosos. O leme da nau fora construído com madeira do bosque sagrado de Dodona, consagrado a Palas Athena, que lhe conferiu a capacidade de falar, guiando os navegadores.

A entrada do Sol em Áries inaugura, portanto, um ciclo em que o Cosmos nos convoca à aventura, ao arriscar-se, ao lançar-se.

Com a entrada do Sol em Áries comemoramos a Primavera Cósmica, mesmo que o Equinócio seja de Primavera apenas para o Hemisfério Norte, enquanto que, no Hemisfério Sul, inicia-se o Outono.

É que o signo de Áries está associado ao conceito do grande impulso e por isso Carneiroà Primavera. Importante ressaltar que a palavra “primavera” vem do latim “primus + veritas” (= primeira verdade).

Áries é, portanto, a primeira verdade expressa pelo sagrado círculo do Zodíaco. E, durante a estada do Sol neste signo, temos a mais propícia época para iniciar novos projetos, lançar novas sementes ou mesmo reativar velhos projetos que andavam meio adormecidos.

Aproveitamos para desejar a todos um Feliz Outono e um Ano Novo Solar pleno de crescimento e prosperidade!!!

E aos arianos, feliz aniversário!!!

Carnaval Mágico!!! Conjunção entre Lua e Vênus

Lua e Vênus, se encontram, trazendo magia,
irreverência e encanto ao Carnaval.

Talvez você já tenha ouvido falar da história que conta o famoso triângulo amoroso entre o Arlequim, o Pierrot e a Colombina. Essa bela e clássica história foi imortalizada através do famoso poema “As Máscaras”, de Menotti del Picchia.

A bela Colombina

Conta essa linda história que o Arlequim e o Pierrot se apaixonaram, sem o saber, pela mesma mulher, uma linda e loira Colombina, sedutora e romântica. Puseram-se a contar, um ao outro, as venturas e desventuras de seus respectivos amores. O Arlequim, ousado e sensual, falava do ardente beijo que, uma noite, por entre rubras tulipas e brancos lírios, trocara com a misteriosa Colombina, que desaparecera logo após, deixando atrás de si um rastro de volúpia.

Já o Pierrot, melancólico e sonhador, contou ao Arlequim do olhar profundo e apaixonado, silencioso e sutil, que arrancara suspiros de sua Colombina, em um banco de jardim. E ambos se queixavam do destino, que lhes afastara de suas amadas, sem que nunca mais as vissem.

Nem sequer desconfiavam que falavam da mesma mulher.

Pierrot

A Colombina, por sua vez, tinha o seu coração dividido: seu corpo ansiava pelo toque ousado e quente do Arlequim; sua alma sonhava como o olhar meigo e triste do Pierrot. Lamentava não ver reunidas, em um só ser, a sensualidade das carícias de um e a profundidade do olhar do outro.

Quando finalmente os três se encontram, num fatal acaso, e fica desnudada toda a inebriante trama, a Colombina se diz apaixonada por ambos e declara que encontraria a paz se pudesse ofertar ao Arlequim o seu corpo e ao Pierrot a sua alma.

Esta fascinante história ocorre constantemente, no carnaval de nossas almas. O nosso Arlequim interior, que nos liga à terra, ao prazer e à beleza, nos convoca à concretude e ao  pé-no-chão; por sua vez, o nosso Pierrot interior, que nos liga ao Céu, à magia e ao encantamento, nos chama ao sonho e à poesia. E sabemos que nem sempre os dois se entendem lá muito bem, não é verdade?

Neste Sábado de Carnaval, teremos um momento em que os dois personagens interiores poderão estar mais em evidência. Vênus (que podemos associar ao nosso Arlequim interior) e Lua (que podemos relacionar ao nosso lado Pierrot) se encontram, no primeiro grau do signo de Aquário, gerando uma aura de encanto: o terra-a-terra do Arlequim e o sonho do Pierrot se afinam, numa conjunção extremamente estimulante e mágica.

O Cosmos nos convida, portanto, a fazer trabalhar em conjunto esses dois pedaços de nossa alma, a fim de aproveitar o melhor de cada um.

Ao longo do reinado momesco, destemperos emocionais, porém, poderão colocar em teste essa harmonia, fazendo aflorar em nós as partes mais obscuras de ambos os personagens.

Arlequim

Fique atento, portanto.

Realize, mas com o coração e os olhos voltados para o seu sonho; sonhe, mas com as mãos voltadas para a realização desse sonho. E assim, seu Arlequim e seu Pierrot estarão em paz.

De quebra, um trecho do poema Máscaras do Céu e da Terra, os versos de um desconhecido poeta pernambucano, que bem retratam esse conceito:

 

( … )

Como Deus e o Diabo em meu peito,

Sinto a presença de Pierrot e Arlequim

Um clama ao Céu e o outro chama à Terra

Duelando por você dentro de mim.

 

Meu Arlequim dentro de mim é só desejo

Meu Pierrot a tua luz quer contemplar

No carnaval das emoções em que eu me vejo

Como fazer para esses dois apaziguar?

 

Mas, nos astros descobri esse segredo

Que permitiu a mais completa alquimia

E foi assim que conquistei teu coração

Me colorindo das cores da alegria

 

Pois, minha linda Colombina, te ofereço,

Unificados pelos fluidos do Amor,

A volúpia do meu beijo de Arlequim

E a magia de meu olhar de Pierrot.

 

Vênus entra em Aquário

Continuando o seu eterno caminhar pela roda zodiacal, o planeta Vênus adentra, neste dia 01 de Março de 2019,  o signo de Aquário, inaugurando um ciclo em que o amor nos convida a dimensões mais elevadas.

 Símbolo do Amor, em todas as suas formas e em seus diversos níveis, o planeta Vênus está associado à deusa grega Aphrodite, filha da semente do Céu com a espuma do Mar.

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

Observe-se, porém, que, apesar de se originar das águas, a lindíssima deusa delas se eleva e é conduzida ao Olimpo, onde haverá de reinar como soberana inconteste (ou quase) da Beleza. Aliás, um dos numerosos epítetos de Vênus (nome latino de Aphrodite), é  Anadiomene, que quer dizer “a que se levanta das águas” ou ainda “a que sai do mar”.  Isso significa que o Amor, por incrível que possa parecer aos incautos, está acima das emoções, simbolizadas pelas águas do mar. Ou seja, o mais nobre dos sentimentos, que, mais até do que isso, é uma lei universal, uma força capaz de “movimentar o Sol e as demais estrelas”, como dizia Dante, não pode (ou não deveria) ser confundido com mera emocionalidade  ou sentimentalismo.  É claro que a emoção pode até ser um combustível ou um estímulo para o Amor, mas, fique claro, ele está muito além.

A passagem de Vênus pelo signo de Aquário,  que se estenderá até o dia 26 de Março deste 2019, é um convite do Cosmos a que possamos Aquariusresgatar as dimensões mais elevadas do Amor, a sua celestialidade; nós só poderemos saber o que verdadeiramente é o Amor quando pudermos nos tornar permeáveis ao seu significado para (no bom sentido) revolucionar os nossos sentimentos.

E lembremo-nos de que estamos falando do verdadeiro amor, o amor não condicionado, ou seja, liberto de quaisquer fatores condicionantes. É muito comum, por exemplo, que os pais demonstrem seu amor pelo filho quando este segue determinados padrões de comportamento que considerem corretos ou adequados; isso irá condicionar aquela criança com a ideia de que só merecerá o amor dos seus semelhantes quando puder repetir os padrões impostos pelas crenças de outras pessoas, adotando-os para agradar aqueles de quem quer receber esse amor.

Isso é o que chamamos de amor condicionado.

Mas dar o seu amor àqueles que lhe rodeiam, independente de qualquer coisa, não como uma troca por algo que lhe interessa, mas sim por que, verdadeiramente, você

Fiodor Dostoievski

Fiodor Dostoievski

ama, (e principalmente) quando essas pessoas cometem erros, falhas ou atos que você considere apartados de uma verdade ou bom senso, mesmo quando elas agem de encontro à sua vontade, aí sim, existirá o amor liberto de condicionamentos, mais próximo da essência verdadeira da lei divina. Mesmo por que, como disse Dostoievski, amar alguém significa vê-lo como Deus pretendia que ele fosse.

 

 

 

Dica cinematográfica

O filme Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera (Bom yeoreum Primavera, verão...gaeul gyeoul geurigo bom, Coreia do Sul, 2003), uma bela produção, com linda fotografia, dirigida e estrelada pelo jovem Kim Ki-Duk, onde você vai conhecer a história de um homem que, depois de viver mil experiências e cometer mil erros, descobriu como Deus queria que ele fosse. Ou pelo menos encontrou o caminho para essa descoberta.

E, na indecisão entre o agora e o eterno, redescobriu que o amor é a mais perfeita casa para o repouso do espírito.

Vale a pena!