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O Sol entra em Aquário

Continuando seu eterno caminhar pela roda Zodiacal, o radioso astro do dia ingressa, no dia 20 de Janeiro de 2019, às 05h59 (desconsiderado o Horário de Verão),  no signo de Aquário, iniciando um ciclo de busca das significações
celestiais, quando a consciência atinge níveis mais ideais.

 

Último signo do elemento ar e do ritmo fixo, Aquário está mitologicamente associado a Ganimedes, um jovem pastor da Frígia, que guardava os rebanhos de seu pai, o rei Trós.

Dotado de extraordinária beleza, a ponto de ser considerado o mais belo dos mortais, o jovem chamou a atenção de Júpiter (Zeus), o mais poderoso de todos os imortais e soberano do Olimpo. Num arroubo, apaixonado pelo belo pastor, o deus transmuda-se em águia (um dos atributos de Zeus, símbolo da Sabedoria) e o arrebata, conjugando-se carnalmente com ele, em pleno vôo e conduzindo-o ao Olimpo, morada dos imortais.

Ganimedes passa a desempenhar as funções de divino garçom, servindo aos deuses o néctar e a ambrosia, o vinho da imortalidade e da eterna juventude. Após o banquete dos imortais, o generoso Ganimedes despejava as sobras do licor celestial sobre a terra, inundando-a de benfazeja emanação.

Da mesma maneira que o divino escanção derrama sobre a terra o licor da imortalidade, devemos entender que o Céu faz recair sobre nossas cabeças toda uma chuva de harmonias e significações celestiais, fazendo-nos perceber que essas mesmas harmonias e significações podem (e devem) operar-se também na Terra.  Aquário representa, portanto, por excelência, o significado do famoso axioma atribuído a Hermes Trismegisto: “assim como encima é embaixo”. Ou seja, o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) nada mais são do que reflexo e refletor um do outro. No interior do Homem subsistem, pois, todas as harmonias e infinitudes celestiais.

A entrada do Sol em Aquário é uma indicação de que a nossa própria luz interior nos torna permeáveis às bênçãos que o Céu derrama sobre nossas cabeças, convidando-nos a perceber, como reza o aforismo da Sagrada Ordem Gladius Archangelis Dei, as estrelas como pequenos furos num tecido escuro, através dos quais podemos vislumbrar a infinita Luz que o Criador nos reserva.

Reconhecendo essa mesma Luz em nosso interior, estamos aptos às grandes ações, idéias e revoluções. Portanto, aproveite o momento para dar vazão às suas próprias loucuras, ir além dos limites que, normalmente, nos atrapalham e impedem os passos.

Interessante notar que, ao longo de sua passagem no signo de Aquário, o Sol faz oposição com a Lua, desencadeando um eclipse lunar total, um fenômeno sempre controverso, mas que tem significados astrológicos bem claros: uma luz se apaga e dá lugar às trevas, ainda que momentaneamente. Obviamente, após o apagar, essa lua volta a se acender. mas não será mais a mesma…

E se isso acontece no Céu, acontece também dentro de nós.

Isso nos trará a possibilidade de olhar mais atentamente a nossa própria alma, com todos os seus soturnos e obscuros meandros. E, por outro lado, estimulará enormemente a nossa criatividade e inventividade.

Portanto, durante os dias da passagem do sol em Aquário, fique atento ao que aparecer na sua mente, pois podem ser os germens de grandes idéias, capazes de transformar a sua vida e a vida de muita gente ao seu redor.

Aquário nos permite e, mais do que isso, estimula-nos a todas as “loucuras” a que temos direito.

E lembre-se do que dizia Akira Kurosawa, o grande cineasta japonês: “Num mundo louco, só os loucos podem ser considerados sãos”.

Dica cinematográfica

O filme “O Grande Ditador” (The Great Ditactor, USA, 1940), dirigido e estrelado pelo genial Charles Chaplin, onde você vai ver um homem comum mudar os rumos da História, impelido pela sublime virtude da esperança.

De quebra, o discurso final proferido pelo barbeiro judeu, personagem brilhantemente vivido por Chaplin, naquele que é provavelmente o mais aquariano trecho da história do cinema.

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Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos – se possível – judeus,  gentios… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.  Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.

O último discursoO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora…
Milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço  do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o
poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.

Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a
voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

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E se você quiser apreciar a própria interpretação do grande Chaplin, clique no link abaixo:

O Grande Ditador

Aproveitamos para desejar a todos os aquarianos uma feliz celebração de aniversário!!!

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O Sol entra no Signo de Capricórnio – Solstício de Verão

Neste 21 de Dezembro, precisamente às 19h22 (desconsiderado o Horário de Verão), o radioso astro do dia, em seu contínuo e inexorável caminho através do Zodíaco, adentra o signo de Capricórnio, iniciando um novo ciclo cósmico e uma nova estação.

Esse fenômeno cósmico-astronômico coincide com a ocorrência do Solstício de Verão, para o Hemisfério Sul, e de Inverno, para o Hemisfério Norte.

Fecha-se, portanto, o ciclo anual, com a última das estações, período de abundância e plenitude da Natureza.

Mitologicamente, o signo de Capricórnio é associado ao Deus , símbolo da natureza e da Totalidade. Irmão adotivo de Júpiter, Pã tinha aspecto antropozoomorfo, ou seja tinha forma mista de homem e animal:  patas e chifres de bode e corpo peludo, assemelhando-se, no restante, ao humano. Era dotado de prodigiosa agilidade e força fecundante, envolvendo-se sempre em orgiásticas festividades com as ninfas dos bosques; dava-se prazer, inclusive, se não pudesse obtê-lo com alguma companheira. Teve uma importante participação na luta dos olímpicos contra os Titãs: em meio à batalha, tira uma concha em forma de caracol que trazia presa à cauda e sopra-a com força, fazendo ecoar tão poderoso e tonitruante som que os Titãs (símbolos das forças cegas da Natureza) se põem em desabalada fuga.

Simbolicamente, o signo de Capricórnio relaciona-se com a montanha, símbolo da estabilidade e sedimentação, mas também da elevação ascética e da iniciação. É relevante ressaltar que todas as tradições apresentam mitos concernentes à revelação feita numa elevação: é o caso do Monte Fuji-Yama, sagrado para os xintoístas; ou do Monte Sinai, onde Moisés recebeu as Tábuas dos Mandamentos; ou ainda do Monte Ararat, o único ponto poupado das águas do Dilúvio, onde pousou a Arca de Noé. O próprio Cristo foi crucificado no alto de um monte, o Calvário, símbolo de sua proximidade com os céus. Esse é um motivo pelo qual comemoramos o seu nascimento no período em que o astro-rei transita por Capricórnio: o Sol, símbolo do Salvador, o que tira os pecados do mundo, brilhando no ponto “mais alto” do Zodíaco, Capricórnio, símbolo por excelência das elevações e montanhas.

Uma outra associação simbólica que comumente é feita a Capricórnio e a seu planeta regente, Saturno, é a do joelho, que permite fazer as escaladas (que, invariavelmente, oferecem obstáculos), mas, atingido o cume da montanha, permite-nos, também, fazer a genuflexão diante do Sagrado, para receber, do Criador, as bênçãos e a Iniciação.

Durante a estada do Sol em Capricórnio, portanto, o Cosmos nos convida a reconhecimento da plenitude e integralidade da Natureza (inclusive a Natureza humana), a mesma plenitude que traz, em seu bojo, a sonoridade primordial que expulsa as forças cegas que nos enchem de pânico. Mas que nós possamos, também, ter a humildade e a disposição para escalar as montanhas, tanto as da existência cotidiana como também aquelas que nos elevam a maiores realidades. E que possamos celebrar a estação do Verão com alegria e plenitude, mas que, sobretudo, essa plenitude esteja também presente em nossas almas.

Aproveite também o momento para conscientizar-se acerca de tudo aquilo que, em sua vida, precisa ser melhor sedimentado, realizado e cristalizado. Os impulsos que você der agora aos seus projetos tenderão a tornar-se em efetividade consistente e estável.

Detalhe importante, alguns dias depois de entrar em Capricórnio, o Sol se encontrará com o planeta Saturno, que já entrou em Capricórnio há alguns meses. É a primeira vez que esse encontro acontece nesse signo, em quase trinta anos.

E esse encontro haverá de desencadear a conscientização de tudo aquilo que cada um de nós, pobres mortais, pode e deve edificar, nos próximos tempos.

Aguarde artigo sobre o assunto…

Aproveitamos o momento para desejar aos capricornianos uma linda celebração de aniversário.

E a todos os amigos um Feliz Verão!

O Sol entra em Sagitário

Continuando o seu inexorável caminhar pelo círculo zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Sagitário, neste dia 22 de Novembro, dando início a um ciclo de busca da transcendência e da expansão consciencial, onde, após o mergulho nos mistérios da transmutação (em Escorpião), a consciência busca vôos mais elevados.

Mitologicamente, o signo de Sagitário, último dos signos do elemento fogo, está associado ao mito do centauro Quíron, o grande sábio e médico, que habitava uma gruta na Tessália. As mais importantes famílias da Grécia enviavam-lhe seus filhos para que os educasse. Assim, os maiores heróis da Mitologia passaram por suas mãos, recebendo ensinamentos em Medicina, Matemáticas, Música, Astrologia, Dança e também nas artes da equitação e caça.

Seu mais famoso discípulo foi o grande Hércules, que se tornou também seu maior amigo.

Um dia, num conflito com os outros centauros, Hércules dispara uma de suas temíveis flechas, envenenadas com o mefítico sangue da Hidra de Lerna, um monstro tão peçonhento que qualquer criatura, ao ser contaminada com seu sangue, morreria instantaneamente. Isso se o ser em questão fosse mortal. Mas, se fosse imortal, seria acometido de uma ferida atroz, incurável, que o acompanharia por toda a eternidade.

Acidentalmente, a flecha resvala e vai se cravar na coxa de Quíron que se torna vítima da mais terrível ferida.

E o grande cirurgião, que a todos curava, não pode curar a si próprio.

O arqueiro dispara a flecha na direção do Infinito!

Quíron abdica de sua imortalidade, para encontrar a paz entre os mortos, no reino de Plutão. Mas, percebendo que aquele não é o lugar para um ser tão divinal, Plutão o reenvia para Zeus, o soberano dos deuses, que resolve catasterizá-lo, ou seja, transformá-lo em constelação, para que os homens sempre tivessem um exemplo, no Céu, de que a eterna sabedoria não morre jamais.

E assim surge a constelação de Sagitário, o arqueiro.

O centauro, animal mítico metade homem, metade cavalo, utilizado para representar o signo de Sagitário, simboliza três níveis evolutivos: em primeiro lugar, a bestialidade, representada pelas patas do cavalo; depois, a racionalidade, que vence a animalidade e é representada pela metade humana; e, finalmente, a busca da transcendentalidade, simbolizada pela flecha que o centauro dispara em direção ao Infinito e que está para além da própria razão. A flecha (palavra oriunda do vocábulo frâncico “fliugika” = aquilo que voa”) é o veículo simbólico através do qual a consciência se aparta do indivíduo a fim de unir-se ao seu Alvo, o Céu, em cuja direção viaja, lançada pelo arco certeiro do Centauro.

A entrada do Sol em Sagitário é um convite do Cosmos a que lancemos nossa consciência em direção ao Infinito, buscando o conhecimento que nos permite desapegar-nos das contingências da realidade e transcender aos verdadeiros valores do Sagrado. Mas lembre-se de que a vivência do Sagrado não é necessariamente uma vivência religiosa, pois a religião não detém o monopólio do Sagrado.

Aproveite. Pois há uma dimensão de sua alma que só pode ser preenchida e plenificada através desse sentimento de busca do Eterno.

Detalhe importante: logo após entram no signo de Sagitário, o Sol se encontrará com o planeta Júpiter, que lá acaba de entrar. Esse encontro acontece uma vez por ano. Mas só a cada doze anos acontece no signo de Sagitário!

Estamos diante, portanto, de um evento raro e significativo, que pode indicar a ativação, dentro de nós, de potenciais dos quais nem sequer desconfiamos. É uma boa hora, portanto, para avançar, com ousadia e arrojo, na direção do que desejamos ou necessitamos.

E lembre-se de que a Fortuna sorri aos ousados.

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores sagitarianos uma feliz celebração de aniversário. E muitas felicidades no novo ciclo que se inicia!!!

O planeta Júpiter entra no signo de Sagitário

Continuando o seu caminhar pela roda do Zodíaco, o planeta Júpiter ingressa, neste dia 08 de Novembro de 2018, o signo de Sagitário, seu signo de regência, dando início a um ciclo de autoconsciência e ampliação do saber.

 

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, pode ser considerado, do ponto de vista astronômico, um astro gigantesco. Possui mais de vinte satélites, incluindo Gamimedes, a maior lua do Sistema Solar. Além disso, Júpiter é o único corpo celeste do sistema, além do Sol, a emitir radiações, o que faz dele uma proto-estrela.

Todos esses fatores, associados à sua correlação mitológica com Zeus, o mais poderosos de todos os deuses do panteão grego, faz de Júpiter o grande amplificador astrológico: regendo as forças de expansão, Júpiter amplifica, expande, tudo o que toca.

Segundo a Mitologia Grega, como dissemos, Júpiter é associado a Zeus, o incontestável soberano de todos os deuses e homens, o senhor absoluto e o mais poderoso de todos os imortais. Representa a ordem final do Universo, após o Caos inicial e as sucessivas lutas pelo poder.

O planeta Júpiter tem um período de revolução de aproximadamente 12 anos, ou seja, esse é o tempo que ele leva para dar um giro completo ao redor do Zodíaco.

A cada 12 anos, portanto, Júpiter passa por todo o Zodíaco, amplificando e expandindo os significados do signo por onde estiver transitando. Durante aproximadamente um ano, que é o tempo que ele fica em cada signo, as regências e assuntos relacionados àquele signo são ampliados e realçados, dando ao mundo um colorido particularmente marcado pelos matizes daquela constelação zodiacal.

Durante a sua estada em Sagitário, signo da Sabedoria, da Liberdade e da Transcendência, Júpiter traz uma expansão desses fatores, em todos os níveis.

Centralizando os Princípios

O signo de Sagitário simboliza o a dimensão da busca transcendente do Homem, a sabedoria universal, a Sophia Perennis, emanada diretamente das potencias celestiais.

Por sua vez, o planeta Júpiter está associado à filosofia, à sabedoria e também à fortuna, ou seja, a dimensão humana do saber. A palavra saber, no entanto, não é sinônimo de inteligência ou erudição. Essas são apenas algumas das manifestações do saber. Muito mais importante do que isso, Júpiter representa a nossa capacidade de usar o saber para interferir na realidade, interna ou externa, modificando-a para melhor, sempre que isso se faz necessário. É a faculdade de agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para se fazer escolhas e tomar decisões. A isso chamamos de saber, mas podemos perfeitamente chamar de poder.

Ao ingressar no signo de Sagitário, Júpiter nos convida a uma importante reflexão: o poder deriva diretamente da nossa sabedoria; e a nossa sabedoria se manifesta em função do que consideramos central em nossas vidas. O que estiver no centro de nossas vidas será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e, conseqüentemente, de nosso poder.

Talvez você possa se perguntar a si mesmo: onde está o centro de sua vida?

Algumas pessoas colocam o dinheiro no centro de suas vidas; outras, colocam os filhos; outras ainda, o prazer; outras o trabalho; ou o cônjuge; ou o eu; e assim por diante. Mas a questão é que cada uma dessas coisas, ao ser colocada no centro, quase sempre cria desequilíbrios emocionais que desencadeiam, a longo prazo, resultados opostos aos desejados originariamente.

Ou quem sabe você vá perceber que o seu centro varia de acordo com o momento ou as necessidades do momento. E enquanto a pessoa oscila de um centro para outro, o resultado relativo é uma montanha russa pela vida. Em um momento, a pessoa está por cima, em outro está por baixo, esforçando-se para compensar as fraquezas e buscando força em outras fraquezas, pois o centro de nossas vidas só pode ser algo imutável e pleno: os princípios.

Ao colocar os princípios no centro, criamos a base para o desenvolvimento de uma vida eficaz a curto e a longo prazo, pois os princípios não mudam. Alinhados aos nossos valores mais significativos, traduzem-se em um sentido de orientação seguro para a nossa realização pessoal e transpessoal.

Podemos colocar no centro o princípio da realização e do serviço à comunidade; o princípio da cooperação e do companheirismo; o princípio do sacrifício pelo outro; da ética nos negócios; e assim sucessivamente. E isso nos trará uma libertadora sensação de estabilidade, imutabilidade e poder. Teremos um centro, um ponto que não muda, por mais que a nossa vida e as nossas necessidades mudem, o que possibilitará uma maior capacidade de ação, permitindo-nos focar a atenção no que podemos mudar em nossa vida, em vez de ficarmos chorando o que não podemos mudar.

Mas para isso, temos que ter consciência clara acerca de nossos próprios valores e critérios de vida.

A entrada de Júpiter em Sagitário, fenômeno que só ocorre a cada doze anos, impõe-nos uma reflexão séria e profunda acerca de nosso saber e o centro de nosso poder, o que equivale dizer, o centro focal de nossa vida.

Dica literária

O clássico romance Os Miseráveis (Les Miserables),  de Victor Hugo, onde você vai conhecer a magnífica história de Jean Valjean, um homem que conheceu e viveu o que há de mais podre na sociedade. Mas que, ao receber um único ato de bondade, restaurou sua fé em si mesmo, na Humanidade e em Deus.

E colocou os princípios no centro de sua vida.

E com isso, foi capaz de gerar felicidade para as pessoas e paz e redenção para si mesmo.

Detalhe 1

Victor Hugo tem Lua em Sagitário em ângulo altamente estimulante com Júpiter, em Leão. E ascendente em Escorpião. Isso talvez explique a inspiração desse grande escritor, que foi capaz de criar essa história de enredo e personagens tão marcantes. Uma história de fé, honra e superação. Uma história cujas lições se constituem em um dos maiores presentes que a Humanidade recebeu.

Se você nunca leu Os Miseráveis, vale a pena ler.

Detalhe 2

Há muitas versões cinematográficas, mais ou menos fiéis, desta magna obra literária. Cada uma rivalizando com a outra, em termos de qualidade e força interpretativa. A mais recente, porém, apresenta tal força emocional que chama a atenção.

Se você não assistiu, valerá muito a pena conhecer essa produção de 2012, uma versão musical, dirigida por Tom Hooper, com Hugh Jackman, o Wolwerine dos X-Men, no papel de Jean Valjean.

A propósito, prepare um lenço…

 

I Jornada Astrológica Argonautas do Infinito

Oi, Gente!
Aqui é o Haroldo!

Existem incríveis potencialidades e possibilidades para o ser humano, no conhecimento e na prática da milenar ciência dos Céus, a Astrologia.
E você, que acompanha meu trabalho, sabe do esforço que faço para tornar a linguagem astrológica mais acessível a todos, oportunizando as pessoas em seus processos de desenvolvimento pessoal e espiritual.

É dentro dessa mesma proposta e com essa mesma atitude integrativa que eu quero convidar você a se juntar a nós na

I Jornada Astrológica Argonautas do Infinito

que acontecerá de 05 a 12 de Novembro deste nosso 2018.

Trata-se de um evento 100% online e 100% gratuito, que tem por objetivo trazer à discussão temas astrológicos significativos e marcantes, ajudando você a descobrir ou mesmo redescobrir incríveis possibilidades.

Clique na imagem abaixo para se inscrever.

Será um imenso prazer ter você fazendo parte desse espaço de discussão astrológica!

E, por favor, aproveite para responder à enquete que você vai encontrar em nossa Landing Page de Confirmação, depois que confirmar a sua inscrição.
Isso já nos ajudará bastante em preparar um evento que seja produtivo e proveitoso para todos os participantes.

E, claro que se puder divulgar, nós agradecemos.

Um abraço astral bem forte!

Haroldo Barros

P.S.:

Não se preocupe se você se considera iniciante em Astrologia. Nossa Jornada será ótima para astrólogos veteranos quanto para novatos. E também para estudantes, futuros estudantes ou curiosos dessa nossa milenar ciência dos Céus.

Clique na imagem e a gente vai se encontrar lá.

Haroldo.

Triangulação entre Vênus, Saturno e Urano

Os planetas Vênus, Saturno e Urano se posicionam em triângulo, convidando-nos a uma reflexão acerca dos nossos relacionamentos e dos papéis que neles desempenhamos.

Conta uma bela passagem da mitologia grega que Zeus, o senhor do Olimpo, discutia com sua esposa Hera (ou Juno) sobre quem tinha mais prazer no ato sexual: o homem ou a mulher.

Zeus e Hera

Zeus e Hera

Resolveram pedir ajuda a Tirésias, o sábio.

Tirésias, que é mais conhecido por sua participação no mito de Édipo, havia testemunhado, na sua juventude, à cópula de um par de serpentes encantadas e foi agraciado, por conta disso, com a possibilidade de viver como mulher durante sete anos.

Era Tirésias, portanto, a pessoa mais indicada para dirimir a pungente questão que atormentava os soberanos dos deuses e dos homens.

Tirésias, o Sábio

Tirésias, o Sábio

Trazido à presença do real casal divino e instado a expressar o seu conhecimento, Tirésias respondeu que a mulher tem mais prazer do que o homem, no ato sexual, na proporção de dez para um.

Zeus delirou de felicidade com aquela resposta, pois essa informação criava para ele um caminho para justificar as suas muitas estrepolias amorosas: “Já que a minha mulher tem dez vezes mais prazer, eu posso ter pelo menos dez amantes!”

Irritada com a resposta, Hera impõe a Tirésias um castigo terrível: cega-o para sempre.

Para os mais desavisados, essa pode ser uma história de final triste para Tirésias. Mas, no sentido simbólico e mitológico, cegueira externa significa iluminação interior! E assim, o nosso herói Tirésias, por ter harmonizado as duas polaridades (o macho e a fêmea), alcança a suprema iluminação e conhecimento da Verdade.

Ficou conhecido como o mais sábio dentre os sábios e não havia segredo que ele não desvendasse. Graças a essa sabedoria, Tirésias pode ajudar Édipo a conhecer a verdade sobre si mesmo e sobre as terríveis verdades que se escondiam em Tebas. Essas verdades, no final da história, acabaram por levar Édipo também à cegueira, mas não a cegueira do castigo auto-impingido que pretende redimir as culpas,

como quis Freud, mas sim a cegueira da suprema iluminação.

A triangulação formada por Vênus, Saturno e Urano é um sinal do Cosmos para que busquemos cada vez mais essa harmonia entre as polaridades. Cono se precisássemos ativar o Tirésias dentro de nós, aquele que conhece ambas as faces do Ser.

Urano, no signo de Touro, confere formas diferentes à vivência do afeto, enquanto Saturno ajuda a estruturar e dar estabilidade.

 E a Vênus, no signo de Escorpião, ainda retrogradando, traz a possibilidade de regeneração de mágoas passadas e renascimento dos afetos.

Porém, a tensão representada pela oposição entre Vênus e Urano pode causar inquietações e ansiedades. É preciso saber lidar com isso, nesse momento, para não acabar lançando ao outro responsabilidades que não lhe caibam.

E a estrutura toda é ativada pela proximidade do Sol para com a Vênus e especialmente pela chegada da Lua, entrando em Touro e fazendo conjunção com Urano.

O momento exato da conjunção Lua-Urano acontece já no ápice da Lua Cheia, trazendo intensidade emocional ao momento.

Um momento que promete…

Tudo isso reforça a necessidade de maturidade nos relacionamentos e nos pede harmonização e integração, lembrando-nos que, sejamos homens ou mulheres, todos temos o macho e fêmea dentro de nós. E sobretudo nos relacionamentos afetivos e no mundo profissional, onde as polaridades se acentuam, temos que ser homens que sabem ser suaves; e mulheres que sabem lutar. Sem perder o poder de se encantar e se maravilhar diante da vida e sem perder a possibilidade de realizar os nossos sonhos e metas. E os sonhos e metas do outro diante de você.

Uma dica.

Se você vivencia, neste momento, uma relação, fique atento: a configuração triangular Vênus-Saturno-Urano pede expressão de afeto e demonstrações públicas e privadas desse afeto.

Portanto, não seja avaro de carinho, não poupe palavras gentis e gestos doces. Não permita que a dificuldade de observar as necessidades do outro venha a restringir seus sentimentos. E sobretudo espante o egoísmo que pode abalar as bases de seu afeto.

Detalhe importante.

Nesta quinta-feira, dia 25 de Outubro de 2018, a Lua nascerá em torno das 19h (Hora de Brasília). E aí por volta das 20h30, deverá estar alta o suficiente no céu para que você possa contemplar, mais abaixo dela, a estrela Aldebaran, alfa da constelação do Touro, a casa da Vênus, numa cena celeste de tirar o fôlego!

A imagem ao lado, montada graficamente em computador, dá uma ideia do que você verá.

Que tal convidar seu amado (ou amada) a visitar um local aprazível, a fim de contemplar esse magnífico espetáculo celeste?

Já desejo sucesso!

E que o amor vença sempre!!!

O Sol entra em Escorpião

Continuando seu eterno caminhar pela roda zodiacal, o astro-rei adentra o signo de Escorpião, no próximo dia 23 de Outubro, às 08h22, dando início a um ciclo de resgate do mistério e da transformação.

 

Escorpião está associado ao mito de Orion, o gigantesco caçador, filho de Netuno, que, de tão hábil, gabava-se de matar qualquer animal que na terra vivesse. A Mãe Terra (Gea ou Gaea) não se conforma em ouvir tal desaforo e envia-lhe um enorme escorpião, desafiando o caçador a matá-lo. Orion faz pouco do bicho e, com o pé, esmaga-lhe a cabeça; esquece, porém, que é na cauda que se situa o ferrão do perigoso animal; e é exatamente esse ferrão que o escorpião, apesar de ter a cabeça arrebentada, crava na perna de Orion, inoculando-lhe o seu letal veneno. O soberbo caçador morre, padecendo de terríveis dores e será catasterizado (= transformado em constelação) no agrupamento de estrelas que leva o seu nome, a pedido da deusa Diana (= a Lua).

Um detalhe interessante do mito é que também o Escorpião foi catasterizado. E os dois contendores, mesmo depois de se transformarem em constelação, continuam inimigos: quando uma das constelações nasce, nos céus, a outra se põe. E assim, o Escorpião e Órion nunca estão visíveis no firmamento, ao mesmo tempo.

Simbolicamente, o signo de Escorpião representa esse veneno, capaz de matar (= transformar, transmutar), para fazer transcender para algo que está “mais além”. No livro O Pequeno Príncipe, de Exupèry, é o veneno de uma serpente do deserto que faz o jovem principezinho viajar de volta ao seu pequeno planeta; do mesmo modo, a borboleta “mata” a lagarta, ao transformar-se de uma para outra. Assim também o feto, dentro do útero, “morre” para renascer um ser vivo independente; assim também o adulto “mata” o jovem, quando atinge a maturidade.Viver, portanto, é sinônimo de nascer, evoluir, morrer e renascer, numa interminável seqüência, consoante os ciclos cósmicos.

Compreender Escorpião é compreender o Mistério da evolução, da regeneração e da morte; é compreender a liberação das energias necessárias à transformação. E é, sobretudo, compreender o erro sobre o qual se construiu a nossa civilização: a ilusão de que o eu é a última realidade; de que o progresso contemporâneo e finito é mais importante do que os ciclos infinitos e sutis, muito mais sutis, que se mesclam com a realidade; de que podemos acender as luzes do inconsciente sem venerar o Incognoscível; e de que a realidade superficial das coisas é mais significativa do que a ordem oculta em que ela se baseia.

E lembre-se: já que o Universo e dinâmico e eternamente em estado de metamorfose, a mudança invariavelmente acontece, quer você goste disso ou não. É melhor que as transformações aconteçam sob seu controle e sua opção. Aproveite, portanto, a estada do Sol em Escorpião para detonar as mudanças de que você necessita e que, às vezes, fica adiando, por acomodação ou mesmo por (desculpe a franqueza!) covardia.

Duas dicas importantes para você.

Primeira dica:

Pode valer a pena contemplar o Escorpião e Orion, nos céus. São duas das mais belas constelações e facilmente identificáveis.

A partir do dia em que o Sol entrar em Escorpião, você poderá contemplar ambas as constelações, seguindo esse esqueminha simples:

Logo após o pôr do Sol, você poderá avistar Escorpião, na direção do poente.

Posição do Escorpião, logo após o por do Sol.

 

A partir das 22h, mais ou menos, você avistará Orion, na direção do nascente e poderá acompanhar a trajetória do caçador pelos céus, até o amanhecer.

Posição de Orion por volta das 22h

 

Posição de Orion por volta das duas da manhã.

Posição de Orion pouco antes do amanhecer

Observe que os horários indicados não estão considerando o Horário de Verão.

Se você não conseguir ver esses belos espetáculos celestes hoje, não se preocupe: durante os próximos dias, você poderá acompanhar essa mesma movimentação, em horários muito parecidos aos que estão sendo indicados.

Vale a pena! Contemplar os céus e perseguir as constelações é um exercício de infinitude e eternidade. Abastece a nossa alma e faz um contraponto à finitude terrena onde estamos aprisionados.

Segunda dica:

O eterno livro “O Pequeno Príncipe”, de onde extraímos o conceito do veneno da transmutação, acima indicado e de onde podemos colher a pérola abaixo, grande e imorredoura lição de senso de mistério:

“O essencial é invisível aos olhos!”

Mercúrio em quadratura com Plutão

Nesta terça-feira, dia 02 de Outubro, ocorre este tenso aspecto entre Plutão, o Senhor das Sombras, e Mercúrio, Senhor de Todos

os Caminhos, convidando-nos a uma reflexão sobre os nossos mergulhos interiores.

Entre as muitas lições que nos são dadas por meio das imortais páginas da Mitologia universal, um precioso tesouro se destaca: as narrativas das lutas e gestas dos heróis. Assim, ao longo dos séculos, a nossa imaginação vem sendo abastecida e alimentada com mitos que contam as façanhas de grandes personagens heroicos, como Perseu, Teseu, Hércules, Sigfried, Gilgamesh e muitos outros.

Jung

Jung

Sabemos da relação direta entre a mitologia dos heróis e a nossa própria história: a aventura do herói em busca de seus prêmios é o retrato da busca humana pelo crescimento emocional, desenvolvimento espiritual e felicidade. Carl Jung, o criador da psicologia do inconsciente coletivo, chegou a atestar que a história do herói se confunde com o processo humano de individuação.

É fácil, até, compreender as causas disso: o herói é sempre filho de um deus e uma mortal (ou vice-versa), o que traduz a dicotomia entre o seu lado divino e seu lado humano. É ou não é um fiel retrato simbólico dos dilemas humanos, crucificado que está o homem entre a verticalidade de suas buscas transcendentais e a horizontalidade de sua condição terrena?

Eis aí porque a mitologia dos heróis, dentre todas as formas de narrativa mitológica, tanto nos fascina. Mais próximos de nós do que os intocáveis deuses, os heróis representam a nossa maior possibilidade de redenção.

É um ponto comum na Mitologia heroica universal que, em algum momento de suas aventuras, o herói é obrigado a realizar um mergulho no inferno ou em uma região de trevas ou numa caverna profunda ou até mesmo a barriga de um gigantesco peixe ou qualquer coisa parecida. Essa é a kathábasys, o mergulho no infra, o que simboliza o mergulho no inconsciente, a fim de enfrentar os próprios demônios interiores. Somente após passar por essa etapa, o herói estará pronto para atingir os seus objetivos e alcançar a glória.

Hercules enfrenta Cérbero

Hercules enfrenta Cérbero

Quando Hércules, o maior de todos os heróis míticos, teve que mergulhar no Hades (os infernos, segundo a mitologia grega), o reino do deus Plutão, para capturar o temível Cérbero, o monstruoso cão tricéfalo, foi acompanhado pela deusa Palas Athena, deusa da sabedoria e da justiça e pelo deus Mercúrio, aquele que conhece todos os caminhos.

Assim tão bem acompanhado, até eu realizo façanhas!

A quadratura entre Mercúrio e Plutão é um indicativo da necessidade de mais um mergulho interior, para iluminar os nossos inferninhos emocionais. Aproveite esse momento para fazer o seu mergulho. Além de conhecer melhor a si próprio, você terá a chance de dominar, em si mesmo, forças nem sempre fáceis de conhecer e

compreender.

Se as sombras em nossos corações e mentes se tornam grandes demais, tornamo-nos vulneráveis às forças do infra, ou seja, às monstruosidades internas que nós mesmos geramos e alimentamos. É preciso, portanto, expulsar os piores demônios que temos que enfrentar: os ranços, as mágoas e os temores de dentro de nós. Manter o coração e a mente limpos, agir com justeza, perdoar sempre, eis a melhor profilaxia para tais males.

Mercúrio

Nunca é demais lembrar que o planeta Mercúrio é aquele que rege, simbolicamente, a Alquimia. E para transformar o chumbo de nossa alma impregnada de ranços no ouro de uma espiritualidade elevada e nobre, precisamos realizar a kathábasys, ou seja, mergulhar para transformar.

Durante esta semana, a quadratura entre Mercúrio e Plutão irá mostrar o caminho. Talvez nem sempre de maneira fácil. Talvez você se veja diante de situações, pessoas ou fatos que façam aflorar à superfície muito do que sempre se manteve oculto em você, padrões emocionais e comportamentais muito antigos. E a boa notícia é que esse afloramento pode propiciar descobertas e transformações profundas e significativas.

Fique atento.

A propósito: durante essa semana, cuidado com o que você disser. A palavra terá um indizível poder de impacto e transformação. Tanto a palavra dita internamente, em seus diálogos internos, quanto aquela dita interpessoalmente. Use-a com sabedoria.

O Rei Leão, Studios Disney

Dica cinematográfica: “O Rei Leão” (The Lion King, USA 1994), magnífico desenho animado dos Studios Disney, com uma das trilhas sonoras mais badalçadas da história do cinema, a cargo de Hans Zimmer e Elton John, onde você vai aprender como as sombras do passado podem destruir o seu futuro, quando não conhecidas e dominadas.

 

O Sol entra em Libra. Início da Primavera!

O astro do dia, em seu eterno caminho ao longo do Zodíaco, adentra o signo de Libra, dando início à Primavera.

Os quatro signos cardeais, também chamados impulsivos, estão ligados às quatro estações do ano solar. Portanto, a entrada do Sol em cada um desses signos assinala o início de uma estação, estabelecendo um novo ciclo. Assim, ao entrar o Sol em Áries, inicia-se o Outono, para o Hemisfério Sul do planeta; em Câncer, inicia-se o Inverno; em Libra, a Primavera; e em Capricórnio, o Verão.

É importante, talvez, observar os ciclos da Natureza e seus significados. Durante o Outono e o Inverno, a Natureza míngua, contrai-se, aparentemente até morre, pois a folhas caem, muitos animais se entocam e tudo parece árido. Nesse momento, a semente que foi lançada à terra está se nutrindo, desenvolvendo-se, preparando-se para germinar; igualmente, os animais preparam suas futuras ninhadas. Quando chega a Primavera, todo esse potencial desabrocha, germina e a Natureza irá colorir-se das cores da alegria e da luz. As flores se abrem, as plantas se arriscam a emergir da terra em busca do calor do Sol. Chegado o Verão, essa potência desabrochada atinge a plenitude, a maturidade e é chegada, então, a hora da colheita.

Obviamente, para quem mora muito próximo à linha do Equador, as estações do ano não são assim tão bem delineadas. É mais comum que se pense em duas estações: uma chuvosa e outra seca. Entretanto, qualquer um de nós poderá observar toda essa ciclologia, simplesmente prestando atenção aos nossos próprios ciclos internos, pois cada um de nós passa, já que o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) são reflexo um do outro, por essas mesmas quatro etapas, em cada fase, idéia ou projeto que empreender.

A entrada do Sol em Libra, sétimo signo do Zodíaco, do ritmo cardinal e do elemento ar, acontece neste dia 22 de Setembro, precisamente às 22h54 (hora de Brasília) e marca o início da Primavera, ou seja o Equinócio de Primavera para o Hemisfério Sul, momento cosmicamente convidativo para o desabrochar de nossos projetos, de nossas idéias e de tudo aquilo que pretendemos transformar em realidade. Toda essa fase poderá estar permeada de uma serenidade e uma significativa fantasia que permitirá estabelecer nossos objetivos com equilíbrio e vivenciar a paz e a alegria de viver.

Aproveite, portanto, o momento, lembrando-se de que o desabrochar de sua beleza interna, seus potenciais e sua alegria só tem sentido se for para fora, para o mundo, pois com Libra se inicia o ciclo dos signos voltados para o social, para o que está além do eu individual, ciclo que vai até Peixes. Afinal, não se fala em desabrochar para dentro, não é mesmo?

Aproveitamos para desejar a todos os nossos amigos e leitores uma Feliz Primavera!

E aos librianos, uma feliz celebração de aniversário e mil felicidades no ciclo que se inicia.

Um presente

Para celebrarmos adequadamente, oferecemos um presente poético.

A Canção da Primavera. de Mário Quintana, com quem aprendemos a renascer, a cada Primavera:

 

Um azul do céu mais alto,

Do vento a canção mais pura

Me acordou, num sobressalto,

Como a outra criatura…

 

Só conheci meus sapatos

Me esperando, amigos fiéis

Tão afastado me achava

Dos meus antigos papéis!

 

Dormi, cheio de cuidados

Como um barco soçobrando

Por entre uns sonhos pesados

Que nem morcegos voejando…

 

Quem foi que ao rezar por mim

Mudou o rumo da vela

Para que eu desperte, assim, como dentro de uma tela?

 

Um azul do céu mais alto,

Do vento a canção mais pura

E agora… este sobressalto…

Esta Nova Criatura!

Marte em quadratura com Urano

A tensa configuração entre Marte e Urano, indica a necessidade de compreensão e ordenação dos potenciais, possibilitando as reformulações e revoluções que pretendemos.

Há um personagem de Monteiro Lobato, chamado Américo Pisca-Pisca, que resolveu tomar para si o cargo de reformador do mundo. Américo não se conformava com elementos que considerava inúteis na Natureza: a existência de sapos, de

Monteiro Lobato

Monteiro Lobato

chuva e, o cúmulo de sua insana revolta, como podiam jabuticabas, tão pequeninos frutos, nascer em árvores colossais, enquanto que enormes abóboras cresciam rentes ao chão, num paradoxo aparentemente irracional e ilógico. Sentado à sombra de uma enorme jabuticabeira, contemplava enfezado, os frutinhos. Até que dormiu.

Dormiu e sonhou com um mundo novo, inteiramente reformulado por ele. Um mundo, porém, muito quente, pois não havia chuvas para alimentar o ciclo da água; um mundo cheio de mosquitos e marimbondos, pois não havia sapos para comê-los… Até que despertou, pois uma jabuticaba lhe caíra bem sobre o nariz.

E se fosse uma abóbora?

A tensa configuração entre Marte e Urano é um indicativo de que o Américo Pisca-Pisca em nós pode querer armar das suas. Portanto, esteja alerta. Você pode e deve tentar ordenar o seu mundo. Mas não tente impor suas idéias a ninguém, na marra. Cultive os seus pensamentos e procure perceber o sentido que há em tudo o que existe, inclusive aquilo que é objetoPisca-Pisca de seus interesses revolucionários. A sua revolta pode estar acontecendo por pura ignorância dos verdadeiros significados das coisas, como no caso do nosso bom amigo Américo Pisca-Pisca.

Cuidado, portanto.

E, evidentemente, você preferirá ser conhecido como um idealista, um louco visionário até, antes de ser tachado de birrento e revoltado, que, de tão enjoado, não consegue convencer ninguém de suas idéias.

E lembre-se: os maiores reformadores do mundo foram aqueles que começaram por reformar-se a si próprios.

Por outro lado, o caráter explosivo da conjunção Marte-Urano deve ser zelosamente observado: durante estes dias, devemos tomar cuidado com acidentes de qualquer espécie, mas principalmente acidentes envolvendo eletricidade ou aparelhos elétricos.

Mas sobretudo lembre-se de que Marte e Urano nos falam de força e ativação, sobretudo no que diz respeito a encarar e a desencadear o novo, o diferente, em nossas vidas e em nossas ações. E nos tempos em que vivemos, quem não faz o novo é atropelado por ele.

Análise ciclológica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Urano, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Ciclo Sinódico ConjunçãoO ciclo sinoidal entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo novo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciados na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.Ciclo Sinódico Quadratura Crescente

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram entre dois anos e dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Urano.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Urano fizeram uma conjunção foi em Fevereiro de 2017. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Ciclo Sinódico OposiçãoMarte e Urano fizeram uma quadratura crescente em Julho de 2017. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Urano ocorreu em Novembro-Dezembro de 2017. Aí aconteceu o apogeu do ciclo. Pergunte-se: que frutos você pôde colher nessa fase?

A quadratura minguante Marte-Urano ocorreu em Maio de 2018. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo. E o fenômeno se repete agora, em Agosto-Setembro de 2018.

E a próxima conjunção Marte-Urano ocorrerá em Fevereiro de 2019, encerrando este ciclo e iniciando outro.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.Ciclo Sinódico Quadratura Minguante

 Dica Cinematográfica

The Mosquito Coast, um filme surpreendente, onde você vai conhecer uma versão moderna de Américo Pisca-Pisca, interpretada por Harrison Ford.

Mosquito Coast