Mercúrio em quadratura com Netuno

Grave crise entre esses dois planetas, que pode desencadear sérios problemas de comunicação.

Muitas coisas diferenciam o ser humano dos outros animais. Victor Hugo diz que o homem é o único animal que ri. Kant diz que o homem é o único ser do universo que sabe que está morrendo, enquanto o restante da criação o ignora completamente. Nietzche diz que o homem foi o único ser capaz de criar uma divindade à sua imagem e semelhança.

Porém, a mais significativa diferença entre nós e os outros animais é o fato de que só o homem é capaz de se comunicar linguisticamente.

O homem foi capaz de inventar um código – a palavra – para designar parcelas da realidade, idéias, intenções, sentimentos.

E desde que se estabeleceram os primeiros itens desse código, acabou-se o sossego (se é que já houve algum!) entre os homens.

Sim, pois, apesar de ser uma grande invenção, a palavra é absolutamente pobre para expressar nossos pensamentos e sentimentos. E como até agora não conseguimos ainda inventar outro jeito melhor, temos mesmo que nos valer da linguagem para comunicar-nos.

O problema é que, ao elaborar linguisticamente os nossos pensamentos, fatal e inexoravelmente cometemos três pecados básicos: omitimos, distorcemos e/ou generalizamos informações.

Essas três categorias (omissão, distorção e generalização), apontadas pelos estudiosos da Lingüística Transformacional, acabam fazendo dos processos comunicativos verdadeiros campos de batalha, onde se digladiam as nossas idéias e intenções, por um lado e a nossa (pouca) habilidade em transformá-las em palavras, por outro.

Resultado: pensamos em algo, mas dizemos outra coisa; e o que é pior, o interlocutor, ao decodificar a mensagem, vai fazê-la passar por seus próprios filtros perceptivos da realidade, já naturalmente eivados de suas próprias idéias, princípios e critérios de julgamento. Ou seja, entre o que queremos expressar e o que o nosso interlocutor entende há uma larga (às vezes abismal!) distância.

Diante disso tudo, somos instados a buscar a mais importante habilidade comunicativa: a precisão.

A quadratura entre Mercúrio e Netuno, que ocorre neste dia 29 e Maio de 2019, é um alerta dos céus de que podemos e devemos ser precisos em nossos processos comunicativos, pelo bem de nossa eficácia, de nossa saúde emocional e de nossos relacionamentos.

Mercúrio nos diz que nenhum homem é uma ilha. Mas Netuno nos determina que a maior parte dos problemas de nossa civilização (desde uma discussão entre marido e mulher até um conflito armado entre dois povos) provêm de confusões na comunicação.

Portanto, durante toda esta semana fique atento: a quadratura (ângulo de 90º) é um aspecto altamente tenso e desarmonioso e, ao estabelecer um conflito entre Mercúrio e Netuno, poderá desencadear sérias confusões e desentendimentos entre todas as pessoas, em quaisquer níveis de comunicação (Precisão, Adeus!!!). Você precisará ser muito sábio e habilidoso para evitar graves conflitos e bate-bocas, que fatalmente redundam em prejuízos, sejam materiais, sejam emocionais, sejam relacionais.

Alguma dicas úteis:

  1. Nós não temos que falar sempre. Às vezes, o silêncio é tão útil ou mesmo tão eloqüente quanto um discurso inteiro.
  2. Toda informação de boa qualidade é válida (espelha a realidade), útil (traduz-se em importância prática) e acionável (pode ser usada). Se a informação que você pretende repassar não tiver esses três atributos, esqueça-a.
  3. A responsabilidade da comunicação é sempre do emissor da mensagem, nunca do receptor.

E lembre-se: sua palavra cria, constrói ou destrói universos. Cuidado com ela.

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Mercúrio-Netuno, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

O ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua (em Astrologia, Sol e Lua são considerados planetas, pois são, igualmente, “planos” da alma). Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram aproximadamente um ano, como é o caso deste ciclo Mercúrio-Netuno.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Mercúrio e Netuno fizeram uma conjunção foi entre Fevereiro e Abril de 2019. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Mercúrio e Netuno fazem uma quadratura crescente agora,  entre 25 de Maio e 05 de Junho Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência está passando, durante esse momento?

A oposição Mercúrio-Netuno ocorrerá entre 2 e 12 de Setembro de 2019. Aí acontecerá o apogeu do ciclo. Atente aos frutos você colherá.

A quadratura minguante ocorre entre 15 e 25 de Dezembro de 2019.  Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a próxima conjunção Mercúrio-Netuno ocorrerá no período que vai de 14 de Fevereiro a 16 de Abril de 2020, encerrará o ciclo iniciado em de Fevereiro-Abril de 2019 e começará outro.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

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O Sol entra em Gêmeos

Continuando sua caminhada pelo Zodíaco, o Sol adentra o signo de Gêmeos, neste 21 de Maio, às 04h59, dando início a um ciclo de expansão mental e de integração entre os princípios celestes e as ações terrestres.

Castor & Pólux

Castor & Pólux

Mitologicamente, o signo de Gêmeos, primeiro do elemento ar, está associado ao mito de  Castor e Pólux, chamados “os Dióscuros”.

Enamorado da bela Leda, esposa do rei Tíndaro, Zeus (Júpiter), senhor dos homens e dos deuses, metamorfoseia-se em cisne para seduzi-la. Da insólita união nascem, da semente de Zeus (e portanto imortais), Pólux e Helena; e da semente de Tíndaro (e portanto mortais) Castor e Cliptemnestra.

Estranhamente, ainda sendo filhos de pais diferentes, Castor e Pólux eram absolutamente idênticos e cresceram unidos por profundo amor. Foram educados nas artes da guerra pelo centauro Quíron e tornaram-se grandes heróis e valorosos guerreiros.

Um dia, numa peleja fatal, Castor é mortalmente ferido. Vendo o amado irmão perecer em seus braços, Pólux é tomado de desesperada dor: não pode viver sem o irmão e até pretende dar cabo da própria vida. Porém, imortal que é, sequer isso lhe é permitido. Implora, então, a Júpiter que divida sua imortalidade com Castor, fazendo-o voltar à vida. O soberano dos deuses atende ao pedido e, mais tarde, tocado por tal demon

Leda e o Cisne

Leda e o Cisne

stração de amor fraternal, resolve premiar os irmãos, catasterizando-os, isto é, transformando-os em constelação, no caso, na constelação de Gêmeos, onde permanecerão amorosamente abraçados para sempre, servindo, inclusive, de exemplo para os mortais.

Constelação de Gêmeos

Constelação de Gêmeos

A entrada do Sol em Gêmeos vem assinalar o início de um ciclo onde podemos e devemos promover o abraço entre as coisas que aparentemente são as mais díspares e contrastantes, buscando a inspiração espiritual, divina (representada por Pólux, o imortal) que nos permitirá realizar o material, o concreto (simbolizado por Castor, o mortal), casando o transcendente com o imanente.

Aliás, é importante notar que, neste mesmo dia, o planeta Mercúrio também ingressou o signo de Gêmeos, o que propiciou a conjunção, ou seja, o encontro entre este planeta e o astro-rei, o Sol, no primeiro grau de Gêmeos.

Isso tem um importante significado, para nós. Como Gêmeos é o primeiro signo de ar, regido por Mercúrio, pode ser por meio da palavra que se dê esse abraço, essa comunhão entre os opostos. Portanto, cuide para que a sua palavra seja veículo dessa comunhão, nunca de divisão.

Essa será a importante arma com que enfrentaremos os grandes desafios que por aí vêm.

Kierkgaard

Kierkgaard

Como reflexão geminiana, as palavras do filósofo Soren Kierkgaard:

As verdades superficiais têm opostos necessariamente falsos; as verdades profundas têm opostos tão verdadeiros quanto elas próprias.

Um abraço de parabéns a todos os geminianos!!!

O Sol entra em Touro

Neste Sábado, dia 20 de Abril, o  astro-rei adentra o signo de Touro, inaugurando um ciclo em que a consciência

nos convida a perceber a forma das coisas.

 Associado ao animal que, nos primórdios da civilização, ajudou o homem a arar a terra, o signo de Touro nos fala das fôrmas e formas que os seres tomam em sua manifestação no plano material, a fim de bem cumprir sua missão. Observe-se que essa forma externa pode variar, permanecendo imutável, porém, a substância interior.

Do ponto de vista filosófico, substância (do latim substantia) é o que há de permanente nas coisas que mudam, o suporte sempre idêntico das sucessivas qualidades resultantes das transformações. Uma substância pode apresentar-se sob diversas características, que são os elementos individualizadores de um determinado ser.

Podemos resumir dizendo que a substância é essencial e a característica é acidental.

Existe na Química um conceito análogo, talvez até diretamente relacionado, referente a um fenômeno denominado alotropia, que se define como sendo a possibilidade de um mesmo elemento se apresentar sob diversos formatos, designados estados alotrópicos. Os átomos do elemento Carbono, por exemplo, podem assumir várias estruturas cristalinas, ao agrupar-se, gerando diferentes manifestações físico-químicas.

Resultado: dependendo da forma como os átomos se agruparam, o Carbono pode se apresentar tanto como carvão ou grafite quanto como diamante!!!

Parece incrível que o material mais duro que a ciência conhece até hoje (o diamante) e um outro, tão maleável (o grafite) que, em contato com uma folha de papel, deixa rastros, fragmentos de si mesmo, são compostos, em essência, da mesma substância (embora com características individuais marcadamente diferentes)!!!

Utilizando esses conceitos da Filosofia e da Química como ilustração e trazendo-os para a nossa vida prática, podemos perguntar: que formas características você está escolhendo para a manifestação de sua essência neste mundo? Tem sido uma forma adequada, eficiente e agradável ou fora de foco, ineficiente e maçante? Você tem optado por vestir a fôrma do bom guerreiro, heroico e combativo, que sabe o que quer e aprende com as lições da vida ou encarnar o pobre-coitado, sempre vítima das circunstâncias e que anseia que alguém ou algo o salve do mundo?

Durante a estada do Sol em Touro, que irá estender-se até o dia 21 de Maio (quando o Sol adentra o signo de Gêmeos), o Cosmos nos convida a repensar a forma que estamos imprimindo à nossa substância.

Importante notar que, logo após entrar em Touro, o Sol fará conjunção com Urano, forçando você a uma reflexão, aparentemente simplista, porém muito eficiente, em termos de mudança de atitude: você tem sido parte do problema ou parte da solução, ao longo de sua vida? Essa escolha pode ser o determinante da diferença entre felicidade e infelicidade, saúde ou doença, prosperidade ou miséria.

E sempre com o aval de nosso supremo livre-arbítrio.

Desejamos a todos os nossos amigos e leitores taurinos uma feliz celebração de aniversário!

Como reflexão, a paulada filosófica de George Bernard Shaw, escritor, critico, teatrólogo irlandês:

 

A vida é uma pedra de amolar. Ela vos desgasta ou vos afia, dependendo do material de que sois feitos.

Vênus entra no signo de Peixes

Continuando seu eterno caminho pelo círculo zodiacal, o planeta Vênus adentra o signo de Peixes, neste dia 27 de Março de 2019, indicando o início de uma fase de entrega e sensibilidade afetiva.

Senhora dos risos e das graças, inspiradora dos afetos e das paixões, a bela Aphrodite é a deusa da Beleza e do Amor. O planeta Vênus, associado a este arquétipo mitológico, vai simbolizar exatamente a dimensão do afeto e da beleza em nós.

Fowler_AphroditeCom a entrada de Vênus em Peixes, inaugura-se um ciclo em que o Amor atinge o grau máximo de entrega e dissolvência, convidando-nos a abraçar-nos serenamente nele, contemplando-o.

A Aphrodite Pandêmia era a inspiradora dos amores carnais; a Aphrodite Urânia, por outro lado, era a que revelava os amores etéreos, sublimes. Ambos são manifestados através de seu filho Eros  (= “o desejo incoercível dos sentidos”), o Amor, amálgama do Universo.

Vênus em Peixes vai nos instigar a buscar a compreensão deste sentimento etéreo, que nos aproxima de Deus e sem o qual a vida perde seu sentido, como nos ensina São Paulo em sua II Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu fale a linguagem dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. (…)Agora , pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém, o maior deles é o Amor”.

Durante a estada de Vênus em Peixes, o Cosmos nos convida a uma contemplação da Beleza e do Amor, refletindo acerca da dimensão desse sentimento dentro de nós e acerca do nível de entrega a que nos submetemos por conta dele, em qualquer nível de relacionamento, seja familiar, seja de amizade, seja afetivo.

Detalhe:

Após entrar em Peixes, Vênus fará um sêxtil, ou seja, um ângulo de sessenta graus com o planeta Urano, que está no signo de Touro, trazendo à baila uma possibilidade de inovações e surpresas, pois Urano tem o caráter do revolucionário, do renovador, daquele que cria e recria a realidade.

Portanto, fique atento.

Nas relações, temos a chance de reinventar nossas histórias, conferindo um novo significado ao sentimento.

Também as nossas tendências artísticas, nossa criatividade deverá se exaltar, durante os próximos dias.

Aproveitemos!

Dica Cinematográfica

O filme Ben-Hur, (Ben-Hur, USA, 2016), com direção de Timur Bekmambetov e estrelado por Jack Huston e Morgan Freeman, contando com a ben-hurparticipação especialíssima do ator brasileiro Rodrigo Santoro, no papel de Jesus.

Trata-se da refilmagem de uma clássico épico do cinema, de 1959, com o grande Charlton Reston no papel principal.

Você vai conhecer a história de Judah Ben-Hur, um nobre judeu injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Muitas reviravoltas depois, ele retorna a sua terra e busca vingança.

Mas, diferentemente da versão original, a versão de 2016 tem um final absolutamente surpreendente e que tem tudo haver com a passagem de Vênus em Peixes.

Vale a pena conferir.

O Sol Entra em Áries: Equinócio Vernal!

Equinócio de Outono, assinalado pela entrada do Sol no signo de Áries,
primeiro do Zodíaco.

A escolha do dia 1º de Janeiro como data inicial do ano civil e primeiro dia do calendário nada mais é do que uma mera convenção social. A Astrologia, como “relógio qualificador do tempo” e ciência que estuda os ciclos cósmicos, indica-nos de forma diferente o início do ano, apontando-o para o momento em que o Sol entra no signo de Áries, primeiro do Zodíaco, símbolo do início e do impulso, da aventura do começar.

EquinócioPrecisamente às 138h58, neste dia 20 de Março, ocorre o Equinócio de Outono (para o Hemisfério Sul; de Primavera para o Hemisfério Norte), coincidindo com o momento em que o Sol chega a 0º (zero graus) de Áries. Esse momento marcante caracteriza-se por um interessante fenômeno astronômico (e simbólico): o dia e a noite têm exatamente a mesma duração (a palavra “equinócio” é oriunda de “aeque nocte” =  “noite igual” ao dia).

O signo de Áries, simboliza o fogo inicial da Criação, o impulso da Aventura.

Mitologicamente, Áries está associado ao mito da busca do Velocino de Ouro, em que o herói grego Jasão organiza uma expedição composta por mais de cinqüenta dos maiores e melhores heróis da Grécia, entre eles, Hércules, Castor e Pólux, Peleu, Orfeu. A bordo da nau Argo, os aventureiros, cognominados “Argonautas”, viajam até a Cólquida, na Ásia Menor, passando por mil peripécias para conquistar a pele de ouro do carneiro Crisômalos, filho de Netuno, que tinha poderes miraculosos. O leme da nau fora construído com madeira do bosque sagrado de Dodona, consagrado a Palas Athena, que lhe conferiu a capacidade de falar, guiando os navegadores.

A entrada do Sol em Áries inaugura, portanto, um ciclo em que o Cosmos nos convoca à aventura, ao arriscar-se, ao lançar-se.

Com a entrada do Sol em Áries comemoramos a Primavera Cósmica, mesmo que o Equinócio seja de Primavera apenas para o Hemisfério Norte, enquanto que, no Hemisfério Sul, inicia-se o Outono.

É que o signo de Áries está associado ao conceito do grande impulso e por isso Carneiroà Primavera. Importante ressaltar que a palavra “primavera” vem do latim “primus + veritas” (= primeira verdade).

Áries é, portanto, a primeira verdade expressa pelo sagrado círculo do Zodíaco. E, durante a estada do Sol neste signo, temos a mais propícia época para iniciar novos projetos, lançar novas sementes ou mesmo reativar velhos projetos que andavam meio adormecidos.

Aproveitamos para desejar a todos um Feliz Outono e um Ano Novo Solar pleno de crescimento e prosperidade!!!

E aos arianos, feliz aniversário!!!

Carnaval Mágico!!! Conjunção entre Lua e Vênus

Lua e Vênus, se encontram, trazendo magia,
irreverência e encanto ao Carnaval.

Talvez você já tenha ouvido falar da história que conta o famoso triângulo amoroso entre o Arlequim, o Pierrot e a Colombina. Essa bela e clássica história foi imortalizada através do famoso poema “As Máscaras”, de Menotti del Picchia.

A bela Colombina

Conta essa linda história que o Arlequim e o Pierrot se apaixonaram, sem o saber, pela mesma mulher, uma linda e loira Colombina, sedutora e romântica. Puseram-se a contar, um ao outro, as venturas e desventuras de seus respectivos amores. O Arlequim, ousado e sensual, falava do ardente beijo que, uma noite, por entre rubras tulipas e brancos lírios, trocara com a misteriosa Colombina, que desaparecera logo após, deixando atrás de si um rastro de volúpia.

Já o Pierrot, melancólico e sonhador, contou ao Arlequim do olhar profundo e apaixonado, silencioso e sutil, que arrancara suspiros de sua Colombina, em um banco de jardim. E ambos se queixavam do destino, que lhes afastara de suas amadas, sem que nunca mais as vissem.

Nem sequer desconfiavam que falavam da mesma mulher.

Pierrot

A Colombina, por sua vez, tinha o seu coração dividido: seu corpo ansiava pelo toque ousado e quente do Arlequim; sua alma sonhava como o olhar meigo e triste do Pierrot. Lamentava não ver reunidas, em um só ser, a sensualidade das carícias de um e a profundidade do olhar do outro.

Quando finalmente os três se encontram, num fatal acaso, e fica desnudada toda a inebriante trama, a Colombina se diz apaixonada por ambos e declara que encontraria a paz se pudesse ofertar ao Arlequim o seu corpo e ao Pierrot a sua alma.

Esta fascinante história ocorre constantemente, no carnaval de nossas almas. O nosso Arlequim interior, que nos liga à terra, ao prazer e à beleza, nos convoca à concretude e ao  pé-no-chão; por sua vez, o nosso Pierrot interior, que nos liga ao Céu, à magia e ao encantamento, nos chama ao sonho e à poesia. E sabemos que nem sempre os dois se entendem lá muito bem, não é verdade?

Neste Sábado de Carnaval, teremos um momento em que os dois personagens interiores poderão estar mais em evidência. Vênus (que podemos associar ao nosso Arlequim interior) e Lua (que podemos relacionar ao nosso lado Pierrot) se encontram, no primeiro grau do signo de Aquário, gerando uma aura de encanto: o terra-a-terra do Arlequim e o sonho do Pierrot se afinam, numa conjunção extremamente estimulante e mágica.

O Cosmos nos convida, portanto, a fazer trabalhar em conjunto esses dois pedaços de nossa alma, a fim de aproveitar o melhor de cada um.

Ao longo do reinado momesco, destemperos emocionais, porém, poderão colocar em teste essa harmonia, fazendo aflorar em nós as partes mais obscuras de ambos os personagens.

Arlequim

Fique atento, portanto.

Realize, mas com o coração e os olhos voltados para o seu sonho; sonhe, mas com as mãos voltadas para a realização desse sonho. E assim, seu Arlequim e seu Pierrot estarão em paz.

De quebra, um trecho do poema Máscaras do Céu e da Terra, os versos de um desconhecido poeta pernambucano, que bem retratam esse conceito:

 

( … )

Como Deus e o Diabo em meu peito,

Sinto a presença de Pierrot e Arlequim

Um clama ao Céu e o outro chama à Terra

Duelando por você dentro de mim.

 

Meu Arlequim dentro de mim é só desejo

Meu Pierrot a tua luz quer contemplar

No carnaval das emoções em que eu me vejo

Como fazer para esses dois apaziguar?

 

Mas, nos astros descobri esse segredo

Que permitiu a mais completa alquimia

E foi assim que conquistei teu coração

Me colorindo das cores da alegria

 

Pois, minha linda Colombina, te ofereço,

Unificados pelos fluidos do Amor,

A volúpia do meu beijo de Arlequim

E a magia de meu olhar de Pierrot.

 

Vênus entra em Aquário

Continuando o seu eterno caminhar pela roda zodiacal, o planeta Vênus adentra, neste dia 01 de Março de 2019,  o signo de Aquário, inaugurando um ciclo em que o amor nos convida a dimensões mais elevadas.

 Símbolo do Amor, em todas as suas formas e em seus diversos níveis, o planeta Vênus está associado à deusa grega Aphrodite, filha da semente do Céu com a espuma do Mar.

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

O Nascimento de Vênus, de Botticelli

Observe-se, porém, que, apesar de se originar das águas, a lindíssima deusa delas se eleva e é conduzida ao Olimpo, onde haverá de reinar como soberana inconteste (ou quase) da Beleza. Aliás, um dos numerosos epítetos de Vênus (nome latino de Aphrodite), é  Anadiomene, que quer dizer “a que se levanta das águas” ou ainda “a que sai do mar”.  Isso significa que o Amor, por incrível que possa parecer aos incautos, está acima das emoções, simbolizadas pelas águas do mar. Ou seja, o mais nobre dos sentimentos, que, mais até do que isso, é uma lei universal, uma força capaz de “movimentar o Sol e as demais estrelas”, como dizia Dante, não pode (ou não deveria) ser confundido com mera emocionalidade  ou sentimentalismo.  É claro que a emoção pode até ser um combustível ou um estímulo para o Amor, mas, fique claro, ele está muito além.

A passagem de Vênus pelo signo de Aquário,  que se estenderá até o dia 26 de Março deste 2019, é um convite do Cosmos a que possamos Aquariusresgatar as dimensões mais elevadas do Amor, a sua celestialidade; nós só poderemos saber o que verdadeiramente é o Amor quando pudermos nos tornar permeáveis ao seu significado para (no bom sentido) revolucionar os nossos sentimentos.

E lembremo-nos de que estamos falando do verdadeiro amor, o amor não condicionado, ou seja, liberto de quaisquer fatores condicionantes. É muito comum, por exemplo, que os pais demonstrem seu amor pelo filho quando este segue determinados padrões de comportamento que considerem corretos ou adequados; isso irá condicionar aquela criança com a ideia de que só merecerá o amor dos seus semelhantes quando puder repetir os padrões impostos pelas crenças de outras pessoas, adotando-os para agradar aqueles de quem quer receber esse amor.

Isso é o que chamamos de amor condicionado.

Mas dar o seu amor àqueles que lhe rodeiam, independente de qualquer coisa, não como uma troca por algo que lhe interessa, mas sim por que, verdadeiramente, você

Fiodor Dostoievski

Fiodor Dostoievski

ama, (e principalmente) quando essas pessoas cometem erros, falhas ou atos que você considere apartados de uma verdade ou bom senso, mesmo quando elas agem de encontro à sua vontade, aí sim, existirá o amor liberto de condicionamentos, mais próximo da essência verdadeira da lei divina. Mesmo por que, como disse Dostoievski, amar alguém significa vê-lo como Deus pretendia que ele fosse.

 

 

 

Dica cinematográfica

O filme Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera (Bom yeoreum Primavera, verão...gaeul gyeoul geurigo bom, Coreia do Sul, 2003), uma bela produção, com linda fotografia, dirigida e estrelada pelo jovem Kim Ki-Duk, onde você vai conhecer a história de um homem que, depois de viver mil experiências e cometer mil erros, descobriu como Deus queria que ele fosse. Ou pelo menos encontrou o caminho para essa descoberta.

E, na indecisão entre o agora e o eterno, redescobriu que o amor é a mais perfeita casa para o repouso do espírito.

Vale a pena!

O Sol entra no signo de Peixes

Dando continuidade ao seu eterno caminhar pela roda do Zodíaco, o Sol adentra o signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro, iniciando uma fase de contemplatividade e busca espiritual.

Terceiro signo do elemento água, do ritmo mutável, o último signo do Zodíaco, Peixes representa o final de um ciclo, o momento em que, ao fim de uma jornada, alcançamos o resultado esperado e quedamos a contemplar a Obra da criação.

Mitologicamente, o signo de Peixes está associado aos dois delfins que, penalizados com o sofrimento de Netuno, o deus dos mares, ajudaram-no a conquistar a bela Amphritite, filha do titã Oceano. Os dois dedicados animais cruzaram os sete mares, vencendo a fome, os perigos e o cansaço, até conseguirem trazer Amphritite para os braços do amado.

Agradecido pelo sacrifício feito pelos delfins, Netuno houve por bem premiá-los, imortalizando-os nos céus, como um exemplo de doação e altruísmo, transformando-os na constelação de Pisces (os Peixes).

Trata-se de uma bela constelação, de visualização difícil, dividida em duas constelações menores, o Peixe Austral e o Peixe Boreal, unidas por uma estrela chamada Al Rischa, que, em árabe, significa o nó.

Arquetipicamente, Peixes está associado ao Mar, o Grande Mar, berço de toda a Vida, de onde a Vida vem e para onde a Vida retornará.

Como gotinhas no caudal de um rio, vamos trilhando o curso que nos leva a esse Grande Mar. E quando lá chegamos, deixamos de ser gotinhas para, dissolvendo-nos no Oceano, confundirmo-nos com ele.

A entrada do Sol no signo de Peixes, neste dia 18 de Fevereiro de 2019, convoca-nos, portanto, para observarmos a Vida e a natureza com os olhos do contemplador, a fim de preparar-nos para a grande aventura que se começará quando o Sol entrar em Áries, o Iniciador. E nos convida a uma maior e mais efetiva busca espiritual, lembrando-nos que o eu não é a última instância do real; e que a realidade superficial das coisas é muito menos importante do que a Ordem superior em que ela se baseia.

Importante lembrar que, durante sua passagem pelo signo de Peixes, o Sol faz conjunção com o planeta Netuno, regente do signo, num encontro que propiciará multiplicar, em nossa alma, os fatores de percepção ampliada da realidade.

Isso nos traz uma outra possibilidade: a de tomarmos consciência do significado transcendente das coisas que nos cercam.

A esse respeito, conta-se uma linda história sobre uma aventura vivida pelo grande poeta Olavo Bilac.

Conta-se que o dono de um pequeno estabelecimento comercial, amigo do poeta, abordou-o na rua, dizendo:

“Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor conhece muito bem. olavo_bilacSerá que o Senhor poderia ajudar-me a redigir o anúncio?”

Bilac pegou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois, o poeta encontra novamente o homem e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

“Desisti dessa ideia”, respondeu o homem. “Depois que li o anúncio que o Senhor redigiu, é que percebi o grande tesouro que tinha”.

Assim como o personagem dessa história, às vezes ficamos apartados de uma visão mais profunda e ampla da realidade que nos cerca. E perdemos muitas oportunidades por isso. Com a conjunção entre o Sol e Netuno, em Peixes, talvez possamos ter mais clareza acerca daquilo que, verdadeiramente, importa. E nos conduzir a mais perto de Deus.

Nossos parabéns e votos de uma feliz celebração de aniversário
a todos os piscianos.

 

Dica cinematográfica

O filme Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna, Itália/Reino Unido, fratello_sole_sorella_luna_1971_vhs-it1972), dirigido por Franco Zefirelli.

Um belo filme, onde você vai conhecer a história de um homem que sabia direitinho o que era mais importante e tinha uma visão claríssima do nosso papel no Universo e do trabalho que devemos realizar em prol de nossos irmãos. E inspirou e continua inspirando milhões de pessoas até hoje.

O nome desse homem: Giovanni di Pietro di Bernardone. Mais conhecido como São Francisco de Assis.

Franco Zefirelli

Franco Zefirelli

Detalhe: o diretor Franco Zefirelli tem, no seu mapa natal astrológico, o planeta Urano no signo de Peixes, recebendo excelentes influxos de Plutão e Júpiter. Talvez por isso tenha sabido usar tão bem uma arte pisciana por natureza (o cinema) para retratar uma personalidade tão lindamente pisciana como a de Francisco.

Marte em conjunção com Urano

Um explosivo encontro entre Marte e Urano, neste dia 13 de Fevereiro, indicando possibilidade de intensas ativações revolucionárias.

Você sabe o significado da palavra “revolução”?

Normalmente, quando se fala em revolução, logo pensamos em movimentos armados, golpes de estado, convulsões sociais, etc. Neste sentido, o revolucionário é sempre visto como alguém que, disruptiva e violentamente, faz emergir uma nova realidade.

Porém, o significado de “revolucionário” é bem mais amplo do que isso.

Revolucionário é aquele que, por ter uma visão mais abrangente da realidade, consegue ver um pouco mais longe, além dos limites impostos pela sociedade, pelos costumes ou mesmo pela ciência.

O simbolismo astrológico planetário atribui a Urano as características do revolucionário, do inventor, do que cria e recria a realidade, do que rompe os padrões e limites.

Já o planeta Marte é simbolicamente associado ao nosso lado guerreiro, conquistador, desencadeador de processos, o detonador.

Ao se encontrarem esses dois planetas, aos 29 graus do signo de Áries, o Cosmos nos dá um inequívoco sinal de que é hora de ativarmos as nossas habilidades revolucionárias. Teremos a possibilidade, durante os próximos dias, de ver um pouco além dos limites habituais e, o que é melhor, teremos a força e as coragem necessárias para implementar as mudanças desejadas.

O conceito-chave do momento é energizar para revolucionar.

Por isso, tire da gaveta aquele projeto, tire do arquivo mental aquela ideia, tire do armário aquele plano e ponha tudo isso para funcionar. A hora é essa.

Por outro lado, o caráter explosivo da conjunção Marte-Urano deve ser zelosamente observado: durante estes dias, devemos tomar cuidado com acidentes de qualquer espécie, mas principalmente acidentes envolvendo eletricidade ou aparelhos elétricos.

Mas sobretudo lembre-se de que Marte e Urano nos falam de força e ativação, sobretudo no que diz respeito a encarar e a desencadear o novo, o diferente, em nossas vidas e em nossas ações. E nos tempos em que vivemos, quem não faz o novo é atropelado por ele.

Análise ciclológica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Urano, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Ciclo Sinódico ConjunçãoO ciclo sinoidal entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo novo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciados na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.Ciclo Sinódico Quadratura Crescente

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram entre dois anos e dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Urano.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Urano fizeram uma conjunção foi em Fevereiro de 2017. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Ciclo Sinódico OposiçãoMarte e Urano fizeram uma quadratura crescente em Julho de 2017. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Urano ocorreu em Novembro-Dezembro de 2017. Aí aconteceu o apogeu do ciclo. Pergunte-se: que frutos você pôde colher nessa fase?

A quadratura minguante Marte-Urano ocorreu em Maio de 2018. Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo. E por conta do movimento retrógradp de Marte, essa quadratura minguante se repetiu, em Agosto-Setembro de 2018.

E a  conjunção Marte-Urano ocorre agora,, neste Fevereiro de 2019, encerrando este ciclo e iniciando outro. que deverá desenrolar-se da seguinte maneira:

Quadratura Crescente: em Julho de 2019.;

Oposição: em Novembro de 2019

Quadratura Minguante: em Abril de 2020

Nova conjunção: Janeiro de 2021.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.

Marte em quadratura com Plutão

 

Neste dia 01 de Fevereiro de 2019, conflito entre os planetas Marte e Plutão
indicando a possibilidade de exacerbação de forças ocultas em nosso interior, de forma destrutiva ou agressiva.

Atenção! A quadratura Marte-Plutão é sinal de processos explosivos.

O planeta Plutão é o catalisador e desencadeador dos processos de transformação: ele destrói, aniquila, para que outra coisa possa existir.  Marte, por sua vez, representa os nossos potenciais combativos, guerreiros, que, se não canalizados de forma correta, tornam-se em agressividade gratuita, fruto de uma raiva contida.

Sabemos, porém, que a raiva nunca é à-toa; ela é, isso sim, filha de algum sentimento desagregador, mais notadamente, o medo.

O medo é um inimigo poderoso, pois pode até nos paralisar, impedindo-nos de avançar em busca de nossos objetivos. Em outras circunstâncias, ele nos deixa com a sensação de impotência, o que nos faz sentir fragilizados, levando-nos a nos defender do mundo que, aparentemente, nos ameaça. E daí vêm a agressividade e a raiva.

O que é interessante é fazer o exercício, nem sempre tão simples, de analisar, de forma imparcial e objetiva, a raiz emocional oculta, que normalmente está por trás dessas explosões ou desses sentimentos agressivos. Essa raiz oculta pode estar associada ao medo, mas será também fruto, por exemplo, da frustração, da impotência, do sentimento de rejeição e vai por aí afora.

Portanto, antes de despejar em cima de alguém toda uma carga de violenta emocionalidade, pare para contar até dez e pense com serenidade em sua próprias frustrações. Aumente um pouco o tamanho de seu pavio, pois, nesta semana, por conta da quadratura Marte-Plutão, o que nós pensávamos ser uma simples bombinha de São João pode ter o efeito de uma bomba atômica, catalizando os nossos excessos emocionais, nossa raiva e nosso medo. E as pessoas ao nosso redor não têm culpa de nossas limitações e ranços internos.

Vença seus medos, controlando, assim, sua raiva. Encare-os como desafios a serem vencidos e não como algo que pode paralisar as suas ações. Ou, ao contrário, condene-se a um eterno vagar pelas impossibilidades e pela infelicidade.

Dica Cinematográfica

O filme Voltando a Viver (Antwone Fisher, USA, 2002), o primeiro dirigido por Denzel Washington, em que você irá aprender as consequências de disparar indiscriminadamente a nossa ira.

E, o mais importante, como fazer para transmutá-la.

 

Análise Cíclica

Independentemente da qualidade própria desse momento, sinalizada pela quadratura Marte-Plutão, do ponto de vista ciclológico cabe também uma observação.

Como já comentamos em outros artigos, nesta coluna, o ciclo sinódico entre dois planetas se dá da seguinte maneira: na conjunção (quando os dois planetas se encontram no mesmo grau do Zodíaco), inicia-se um ciclo, novas sementes são lançadas, algo novo começa. O planeta mais rápido continua avançando e, na oposição (quando os planetas estão a 180º), esse ciclo atinge o seu máximo. Nesse ponto, as sementes lançadas no momento da conjunção frutificam (para bem ou para mal) e rendem resultados. Mas, entre a conjunção e a oposição e vice-versa existem dois momentos em que os planetas se colocam em quadratura (a 90º um do outro). Os pontos de quadratura representam momentos de crise, de oportunidade. A quadratura crescente (entre a conjunção e a oposição) está relacionada a crescimento. Às vezes, nesta fase, faz-se necessário um ajuste ou reordenamento de metas, para que os projetos ou vivências iniciadas na conjunção continuem ou até mesmo se extingam de vez. Já a quadratura minguante (entre a oposição e a conjunção) está relacionada a uma crise que solicita novos ajustes, porém com vistas ao encerramento do processo.

Ciclo Sinódico

E, na nova conjunção, o ciclo é definitivamente encerrado e um novo se inicia.

Alguns desses ciclos duram um mês, como é o caso dos ciclos envolvendo a Lua. Outros duram vinte anos, como é o caso do ciclo Júpiter-Saturno. E outros ainda duram dois anos a dois anos e meio, como é o caso deste ciclo Marte-Plutão.

Quando observamos esse tipo de ciclo, percebemos que o tempo e seu desenrolar em nossa vida fica impregnado de significados. E vivemos em meio a uma infinidade desses ciclos, que se mesclam e se interpenetram entre si.

A vez mais recente em que Marte e Plutão fizeram uma conjunção foi em Abril/Maio de 2018. Avalie com cuidado: que sementes você lançou, nos entornos desse momento? Que projetos ou vivências você iniciou aí?

Marte e Plutão fazem uma quadratura crescente agora, com efeitos até metade de Fevereiro de 2019. Pergunte-se: que tipo de crise de ajustamento seu projeto ou vivência passa, durante esse momento?

A oposição Marte-Plutão ocorrerá em Junho de 2019. Aqui acontecerá o apogeu do ciclo. Que frutos você estará colhendo?

A quadratura minguante Marte-Plutão ocorrerá em Outubro/Novembro de 2019.  Eis aí o momento da crise final, o princípio do fim do ciclo.

E a próxima conjunção Marte-Plutão só ocorrerá em Março de 2020, encerrando o ciclo iniciado em Abril/Maio de 2018 e começando outro.

Fique atento. E aproveite para usar os momentos cíclicos a seu favor, em vez de nadar contra a correnteza cósmica.