Arquivo mensal: janeiro 2015

Vênus entra no signo de Peixes

Continuando seu eterno caminho pelo círculo zodiacal, o planeta Vênus adentra o signo de Peixes, neste dia 27 de Janeiro de 2015, indicando o início de uma fase de entrega
e sensibilidade afetiva.

Senhora dos risos e das graças, inspiradora dos afetos e das paixões, a bela Aphrodite é a deusa da Beleza e do Amor. O planeta Vênus, associado a este arquétipo mitológico, vai simbolizar exatamente a dimensão do afeto e da beleza em nós.

Fowler_AphroditeCom a entrada de Vênus em Peixes, inaugura-se um ciclo em que o Amor atinge o grau máximo de entrega e dissolvência, convidando-nos a abraçar-nos serenamente nele, contemplando-o.

A Aphrodite Pandêmia era a inspiradora dos amores carnais; a Aphrodite Urânia, por outro lado, era a que revelava os amores etéreos, sublimes. Ambos são manifestados através de seu filho Eros  (= “o desejo incoercível dos sentidos”), o Amor, amálgama do Universo.

Vênus em Peixes vai nos instigar a buscar a compreensão deste sentimento etéreo, que nos aproxima de Deus e sem o qual a vida perde seu sentido, como nos ensina São Paulo em sua II Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu fale a linguagem dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. (…)Agora , pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém, o maior deles é o Amor”.

Durante a estada de Vênus em Peixes, o Cosmos nos convida a uma contemplação da Beleza e do Amor, refletindo acerca da dimensão desse sentimento dentro de nós e acerca do nível de entrega a que nos submetemos por conta dele, em qualquer nível de relacionamento, seja familiar, seja de amizade, seja afetivo.

Dica Bibliográfica

O Dom Supremo, de Henry Drummond, nas livrarias, onde você vai compreender melhor o significado do amor etéreo.

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O Sol entra em Aquário

Continuando seu eterno caminhar pela roda Zodiacal, o radioso astro do dia ingressa, no dia 20 de Janeiro de 2015, às 06h43 (desconsiderado o Horário de Verão) ,  no signo de Aquário, iniciando um ciclo de busca das significações celestiais,
quando a consciência atinge níveis mais ideais.

 

Último signo do elemento ar e do ritmo fixo, Aquário está mitologicamente associado a Ganimedes, um jovem pastor da Frígia, que guardava os rebanhos de seu pai, o rei Trós.

Dotado de extraordinária beleza, a ponto de ser considerado o mais belo dos mortais, o jovem chamou a atenção de Júpiter (Zeus), o mais poderoso de todos os imortais e soberano do Olimpo. Num arroubo, apaixonado pelo belo pastor, o deus transmuda-se em águia (um dos atributos de Zeus, símbolo da Sabedoria) e o arrebata, conjugando-se carnalmente com ele, em pleno vôo e conduzindo-o ao Olimpo, morada dos imortais.

Ganimedes passa a desempenhar as funções de divino garçom, servindo aos deuses o néctar e a ambrosia, o vinho da imortalidade e da eterna juventude. Após o banquete dos imortais, o generoso Ganimedes despejava as sobras do licor celestial sobre a terra, inundando-a de benfazeja emanação.

Da mesma maneira que o divino escanção derrama sobre a terra o licor da imortalidade, devemos entender que o Céu faz recair sobre nossas cabeças toda uma chuva de harmonias e significações celestiais, fazendo-nos perceber que essas mesmas harmonias e significações podem (e devem) operar-se também na Terra.  Aquário representa, portanto, por excelência, o significado do famoso axioma atribuído a Hermes Trismegisto: “assim como encima é embaixo”. Ou seja, o macrocosmos (o Universo) e o microcosmos (o Homem) nada mais são do que reflexo e refletor um do outro. No interior do Homem subsistem, pois, todas as harmonias e infinitudes celestiais.

A entrada do Sol em Aquário é uma indicação de que a nossa própria luz interior nos torna permeáveis às bênçãos que o Céu derrama sobre nossas cabeças, convidando-nos a perceber, como nossos antepassados, as estrelas como pequenos furos num tecido escuro, através dos quais podemos vislumbrar a infinita Luz que o Criador nos reserva.

Reconhecendo essa mesma Luz em nosso interior, estamos aptos às grandes ações, idéias e revoluções. Portanto, aproveite o momento para dar vazão às suas próprias loucuras, ir além dos limites que, normalmente, nos atrapalham e impedem os passos.

Interessante notar que, alguns dias após entrar no signo de Aquário, o Sol faz um ângulo altamente positivo com o planeta Urano, que é o regente do signo de Aquário.

Isso nos trará a possibilidade de dar um sentido mais elevado aos nossos projetos e idéias e, por outro lado, estimulará enormemente a nossa criatividade e inventividade.

Portanto, durante os primeiros dias da passagem do sol em Aquário, fique atento ao que aparecer na sua mente, pois pode ser os germens de grandes idéias, capazes de transformar a sua vida e a vida de muita gente ao seu redor.

Aquário nos permite e, mais do que isso, estimula-nos a todas as “loucuras” a que temos direito.

E lembre-se do que dizia Akira Kurosawa, o grande cineasta japonês: “Num mundo louco, só os loucos podem ser considerados sãos”.

Dica cinematográfica

O Grande DitadorO filme “O Grande Ditador” (The Great Ditactor, USA, 1940), dirigido e estrelado pelo genial Charles Chaplin, onde você vai ver um homem comum mudar os rumos da História, impelido pela sublime virtude da esperança.

De quebra, o discurso final proferido pelo barbeiro judeu, personagem brilhantemente vivido por Chaplin, naquele que é provavelmente o mais aquariano trecho da história do cinema.

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Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos – se possível – judeus,  gentios… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há
espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.

O último discursoO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora…
milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço  do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o
poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.

Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a
voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

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E se você quiser apreciar a própria interpretação do grande Chaplin, clique no link abaixo:

Aproveitamos para desejar a todos os aquarianos uma feliz celebração de aniversário!!!

Os Magos Astrólogos e a Estrela de Belém

6 de Janeiro, dia dos Reis Magos, dia do Astrólogo

Muitos pesquisadores, ao longo dos séculos, se fizeram a pergunta que, ainda hoje, incomoda a muita gente:

 “Os Reis Magos que foram a Belém saudar o nascimento de Jesus seriam astrólogos ?”

E alguns dos leitores desta coluna também nos questionam sobre a possibilidade, uma vez que um astro foi o anunciador da boa nova.

Bem, vejamos…

O Santo Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus nos conta (Cap. 2) que, havendo nascido Jesus “em Belém de Judá, em tempos do rei Herodes, eis que vieram do Oriente uns magos a Jerusalém, dizendo: ‘Onde está o rei dos judeus, que é nascido? Porque vimos no Oriente a sua estrela e viemos adorá-lo.’ (…) e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes apareceu, indo adiante deles, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. E quando eles viram a estrela foi sobremaneira grande o júbilo que sentiram. E entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se, O adoraram. E abrindo os seus cofres, Lhe fizeram suas ofertas de ouro, incenso e mirra.”

Segundo essa tradição, uma estrela teria guiado os três “Reis Magos” até o presépio de Belém. Mas, na realidade, estes nobres personagens seriam não apenas soberanos, mas sem dúvida Magos, no sentido antigo e preciso do termo, isto é, sábios, filósofos e astrólogos do Irã ou da Babilônia. Até mesmo por que naquela época, era comum o soberano ser também um sacerdote, um sábio e, conseqüentemente, um astrólogo.

Teorias existem acerca da “Estrela de Belém”. Há quem diga que era um cometa; Johannes Kepler, astrônomo e astrólogo alemão, considerado um dos maiores gênios da Humanidade, desenvolveu a teoria de que a estrela seria, na realidade uma excepcional conjunção entre Marte, Júpiter e Saturno, que, sobrepondo-se no céu, teriam apresentado o aspecto de uma única estrela gigante.

Preferimos deixar esse enigma sem solução, mais um dos muitos e fascinantes mistérios da Tradição Cristã. O que importa, de qualquer modo, é o inegável patrocínio celeste, estes sinais do Céu, associados ao nascimento d’Aquele que seria o Salvador da Humanidade.

Diz o historiador Bouché-Leclerq, citado por Serge Hutin, em seu História da Astrologia:

“Dizer que Deus se servira de um astro para avisar aos magos, simplesmente porque eram astrólogos, não enfraquece a conclusão: haviam sido avisados, e, portanto, compreendiam os sinais celestes.”

Ou seja, eram astrólogos os magos que adoraram Jesus. Conheciam a linguagem dos astros e, por isso, puderam compreender a sua mensagem e chegar em tempo de adorar a Criança.

No dia 06 de Janeiro, inclusive, dia consagrado aos Reis Magos, é comemorado o Dia Mundial do Astrólogo.

Esta bela passagem, um dos pontos altos da História da Humanidade, traz em seu bojo e seu significado uma importante mensagem: a de que, por meio dos sinais dos céus podemos chegar mais perto da Criança Crística, não só aquela que está nos templos e nas igrejas, mas sobretudo aquela que trazemos em nosso coração.

Como reflexão, o poema de Rudolph Steiner, codificador da Antroposofia, com o qual saudamos todos os homens e mulheres que, ao longo da História, em tempos passados ou contemporâneos, ousaram praticar a nobre arte de ler os sinais celestes e transformá-los em informações significativas para a Humanidade.

Se quisermos festejar o Natal

De modo cristão, deverá existir

Em nós próprios um Pastor e um Rei.

Um Pastor que ouve o que outras

Pessoas não ouvem, e que

Com todas as formas de dedicação

More logo abaixo do céu estrelado;

A esse Pastor, anjos anseiam por

Revelar-se.

E um Rei que distribua dádivas;

Que não se deixa guiar por nada mais

A não ser pela estrela das alturas.

E que se põe a caminho,

Para ofertar todas as suas dádivas

Ao pé de uma manjedoura.

Mas além do Pastor e do Rei

Deverá existir também em nós, uma

Criança

Que quer nascer agora!

Feliz dia dos Reis Magos!!! Feliz dia do Astrólogo!!!